Tem um boato (ou realidade ainda submersa) em Torres, acerca do governo Delci, que ventila que o Partido Progressistas (PP) estaria “embarcando” no governo. O assunto, inclusive, virou Nota de Esclarecimento Pública do PDT de Torres (através do presidente local do partido, Paulo Sérgio Mariano), que questiona o possível movimento. “Ao nosso ver, é equivocada a ideia de trazer para dentro do governo atual, qualquer pessoa ou partido que tenha feito parte da administração anterior, ainda mais sabendo-se das circunstâncias que motivam, de fato, tal composição política pretendida, à despeito do argumento de que seria para melhor qualificar o atual quadro”, cita trecho da referida nota.
Como todo o boato em Torres possui roteiro, trilha sonora, protagonista, coadjuvante, mas não divulga o diretor “de arte”… a narrativa cita nomes que entram do PP assim como os que saem, obviamente. Divulga até uma tal de “cota” que teria ficado para o prefeito, como se esse estivesse sendo coagido… Que lance!
Penso que o prefeito Delci foi eleito pelas urnas e tem autonomia legal de fazer o que quiser, principalmente quanto a nomeação e exoneração de Cargos de Confiança, a maior moeda política que existe nesse Brasil – que opera com 4 servidores públicos para 1 (se comparado com as mesmas funções da iniciativa privada).
Agora, a questão de moral política ( se é que isso existe) sugere que os partidos que ajudaram a eleger o MDB (PDT, PT e outros aliados ) devam ser as agremiações que teriam maioria das vagas políticas para os técnicos de seus quadros (se é que existem esses técnicos). Se o boato for real, a postura de colocar o PP sugere uma espécie de traição política, pois Delci estaria colocando o principal adversário histórico do MDB, o PP, como partido parceiro, mesmo que ele (Delci) tenha motivos de busca de votos no poder legislativo, como se ventila na narrativa/boato.
Mas a lei também dá espaço para que donos de cadeiras ganhas no voto troquem de partido. Isso tem acontecido pelo Brasil afora e o prefeito Delci tem esse direito, se quiser; assim como a mesma lei permite que a base aliada de um governo no poder legislativo trabalhe com “fogo amigo” contra a própria agremiação no poder, para conseguir seus intentos… como chegou a acontecer em Torres (no segundo semestre do ano passado).
Olho no gato… mais do que no lance.

Torrenses contratam agência de comunicação para possível campanha à deputados
Os torrenses e pré-candidatos a deputados nas eleições de 2026 – Matheus Junges e Dr. Fábio Amoretti – comunicam que já contrataram agência de publicidade para trabalhar na imagem dos dois candidatos nas campanhas que se aproximam, caso as pré-candidaturas se tornem candidaturas efetivas após os trâmites políticos e legais necessários.
Parece que outros nomes de candidaturas locais (de Torres) não emergiram, ainda… Talvez justamente o próprio fato da organizada e propositiva articulação de Matheus & Amoretti para buscar cadeiras na assembleia gaúcha e no congresso nacional tenha desencorajado concorrências. Mas muita água ainda pode rolar…
Sou um entusiasta de voto distrital. Torço que para a legislatura de 2027/2030, a cidade de Torres tenha um representante local para trabalhar as questões locais também na Assembleia Legislativa, mesmo que o orçamento do Estado do RS congele quase literalmente margem de manobra de investimentos. É pouco, mais é.
E tem a questão dos costumes. O RS tem que buscar valorizar o diferencial de seus costumes para os “da terra”, mesmo que a constituição brasileira de pouco espaço legal para isso. Um estado tem que dar motivo para pessoas se mudarem para ele, assim como pessoas permaneçam nele. E esses são CULTURAIS.
OPINIÃO – CORPORATIVISMO ESTATAL TEM QUE DIMINUIR!!!
O Fórum de Competitividade que aconteceu aqui em Torres na Ulbra tentou ser um suco de corporativismo estatal, mas acabou sendo desafiado a assumir algumas posições, mesmo que as assunções tenham sido relativas.
Concordo com o empresário Eraclides Maggi que pediu que esse tipo de fórum coloque em pauta questões estruturantes. É que o Estado Federativo existe para questões estruturais das regiões e não para dar emprego para burocratas do corporativismo. Fazer um encontro institucional que comunique somente o trabalho (ou a intenção) dos governantes em seus cargos, como muitas funcionam estes tipos de evento, não leva muito a nada. Trabalhar sobre possibilidades reais de duplicação de estradas, de construção de acessos modernos aos municípios, conforme sua vocação cidadã – isso sim, funcionaria…
Trabalhar em melhorias efetivas nos sistemas de Educação, Saúde, Segurança, principalmente de infraestrutura energética, sanitária e viária, é o caminho. Os Estados Federativos são uma espécie de franquia do governo federal para repasses dos recursos para as regiões e municípios de sua área de abrangência. Ficar discutindo o que os municípios devem fazer para resolver seus problemas é terceirizar um serviço que os estados são pagos para resolver na infraestrutura.
Parabéns ao torrense Eraclides Maggi.

