OPINIÃO – PRESERVAR ARQUITETURA CALIFORNIANA EM TORRES? QUE LANCE!

Coluna de Fausto Jr - Jornal A FOLHA - Torres - RS - Brasil

Exemplos de edificações que poderiam e em alguns casos ainda podem ser listadas na minha opinião
27 de dezembro de 2021
Por Fausto Júnior

Há uma reclamação de pessoas e do vereador Moisés da Câmara de Torres onde, mais uma vez, o reclame  aborda  uma demolição de uma casa que teria sido “listada” por pessoas do IPHAM além de ser  enviada para analise do MP.  O argumento dos que “listaram” chega a ser hilário. O único exemplar de casa em estilo “californiano” em Torres (pelo menos o que foi dito pelo vereador na casa legislativa). Moisés explicou que seu reclame é por conta  de ele achar que a  casa não deveria ser demolida depois de ser listada e de ter no MP um alerta. Mas vejamos:

O que o patrimônio histórico a ser legado por Torres tem a ver com uma casa ao estilo californiano?  E mesmo se tivesse, pessoalmente sou totalmente contra qualquer entidade ou representante da sociedade ter o poder de retirar a liberdade de um proprietário de um imóvel qualquer  poder vender seu patrimônio para ser realizada uma obra no local. Trata-se em muitos casos (para não dizer a maioria) de atitude para a sobrevida de famílias que às vezes têm somente aquele imóvel para fazer dinheiro e pagar suas contas. Não é justo retira este direito.   Fazer isto é  requinte de regime  ditatorial e  comunistas, regime  que também mata os que o desobedecem, o que é perigoso ser exercitado em um país dito democrático como o Brasil.  E trata-se de desrespeito à propriedade alheia, para mim um crime moral.

Se a sociedade quer preservar imóveis específicos para deixar de legado para as gerações seguintes, me parece que a única forma moralmente aceita é a de exigir de governos que tenham orçamentos nacionais, estaduais e municipais para comprar estes imóveis e preserva-los da forma que quisermos.  Outra forma alternativa seria de dar subsídios para que as pessoas possam preservar uma fachada, um imóvel, trocando vantagens de isenções ou pagamentos pela preservação.

Mas em todos os casos, por favor: vamos ter cuidado e pelo menos bom senso para listar os locais a serem preservados. Em Torres, por exemplo, acho eu que teríamos que ter alguma ação mais efetiva na área do centro histórico, no entorno da Igreja São Domingos e os casarões da Rua Julio de Castilhos. E só. Não sou técnico em patrimônio arquitetônico nem historiador, mas não sou burro a ponto de aceitar que um exemplar da arquitetura californiana, dos EUA, deveria ser preservado em Torres, no Brasil.

 




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