TORRENSE NO GOVERNO DO RS!

Quadro de partido político é para isso: ser usado e usar a função técnica para melhorar a posição partidária e pessoal, através do poder conquistado nas urnas e nas coligações

13 de abril de 2026
Coluna Fausto Jr. - Jornal FOLHA - Torres - RS - Brasil

O ex-prefeito de Morrinhos do Sul, Leandro Evaldt, atualmente secretário de Desenvolvimento Econômico do governo do RS, contratou para ser seu chefe de gabinete o ex-vereador torrense Fábio da Rosa (também ex secretário dos governos Carlos Souza – PP e João Alberto – MDB).  O ato mostra muita coisa sobre partidos políticos em ano eleitoral. Um deles é o bom uso do poder de políticos com cargo efetivos, que podem buscar, mesmo que para poucos meses, pessoas em seus redutos eleitorais. A contratação aqui destacada mostra isso duplamente. Leandro tem em Fábio uma boa visão das necessidades de Torres, o que pode abrir janelas para que o despacho da secretaria do Desenvolvimento Econômico coloque em Torres algumas partes de suas decisões diárias, o que projeta o nome de Evaldt para se candidatar a prefeito da cidade em 2028 (como sugeriu o presidente do PP em Torres, Nasser Samhan). O outro aproveitamento é  de Fábio da Rosa. Quadro do PP de Torres, pode ter boas experiências e ensinamentos acerca da prática em uma secretaria estadual.  Isso porque o secretário Evaldt era chefe de gabinete até o início de 2026, quando o então secretário Ernani Polo deixou a pasta (para buscar se candidatar a governador pelo PP, ou outro cargo político nas eleições que estão para acontecer no Estado).

Quadro de partido político é para isso: ser usado e usar a função técnica para melhorar a posição partidária e pessoal, através do poder conquistado nas urnas e nas coligações. E Fábio tem credenciais técnicas provadas para atender a função, assim como Leandro também tem para se candidatar a prefeito de Torres (penso eu). Olho na eleição de 26 e…28!

 

OPINIÃO – LICITAÇÕES INTOXICADAS?

Escultura “A Justiça” em frente ao STF, Praça dos Três Poderes, Brasilia, DF, Brasil.

 

O vereador de Torres, Dilson Boaventura (MDB), disse na tribuna da Casa Legislativa que a paralisação da obra da UBS das Praias do Sul ocorreu porque a empresa que ganhou a licitação desistiu do contrato e que, então, não seria verdade o que estria se falando pelos “corredores ou encanamentos” dos ambientes políticos, que sugeriria que  foi por falta de pagamento da prefeitura.

Ele noticiou que R$ 400 mil já foram aplicados na obra, tão propagandeada pelos políticos de Torres nos últimos anos (como faltosa por uns e exitosa por quem planejou – e agora para quem implanta) e que ainda tem mais de um milhão a mais carimbados na conta das obras para a continuidade.

Opinião – A lei de licitações no Brasil (consequentemente em Torres) deveria mudar. Muitas empresas ganham os certames sabendo que os custos reais da obra são maiores que o contratado. Depois, começam a pedir aditivos (aumento de verba) colocando fatores subjetivos como motivação, fatores esses que podem ser defendidos tanto por quem quer o aditivo, quanto por quem acha que não é justa a demanda para a aditivação. Aí vai para a justiça e fica o debate do ‘sexo dos anjos’.

O ideal é que o poder público pudesse contratar sem licitação, mas que sejam auditados pela sociedade os valores contratados e a situação da empresa contratadas antes do fechamento do contrato. Aí o gestor não pode direcionar certames porque, se o fizer, será flagrado,  ou pelos preços altos ou pela desqualificação das empresas para a execução das obras. Pode escolher, mas não pode direcionar e corromper. Uma ideia. Geraria desemprego nos setores gordos de licitações das prefeituras e governos, gerando uma  economia que poderiam ser utilizados na efetivação das obras, o que o povo quer! Ou não?

 

 

 




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