Exatamente no dia 31 de março – dia marcado pelo golpe cívico-militar que em 1964 afastou o presidente legítimo João Goulart e deu início à ditadura militar no Brasil – o Cineclube Torres programa um filme imperdível que remete a esses longos anos sombrios. “Tatuagem” do pernambucano Hilton Lacerda, é o da próxima segunda (31 de março), às 20h – a ser exibido na Sala Gilda e Leonardo (Rua Pedro Cincinati Borges, 420 – junto a UP Idiomas – centro de Torres).
A sessão, com entrada franca, encerra o 10° Ciclo de filmes de expressão ibero americana, realizado na Sala Audiovisual Gilda e Leonardo, pelo Cineclube Torres, associação sem fins lucrativos com 13 anos de história, em atividade desde 2011, Ponto de Cultura certificado pela Lei Cultura Viva federal e estadual, Ponto de Memória pelo IBRAM, Sala de Espetáculos e Equipamento de Animação Turística certificada pelo Ministério do Turismo (Cadastur), contando para isso com a parceria e o patrocínio da Up Idiomas Torres.
Sobre o filme
Hilton Lacerda, roteirista dos clássicos filmes pernambucanos A Febre do Rato (2012) e Amarelo Manga (2001), reconstrói a história de um grupo que mesmo durante a ditadura dos anos 70 criou em Recife o “Chão de Estrelas”, uma equipe de teatro onde vivem o amor livre e a paixão pela arte. Este espaço e seu líder, o extrovertido e magnético Clécio (Irandhir Santos) provocam um inesperado encantamento por parte de um jovem militar (Jesuíta Barbosa).
Em novembro de 2015 o filme entrou na lista feita pela Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos. “Assistimos a um filme eufórico, de camadas que remetem à arte brasileira explodindo na tela, seja pelo espetáculo apresentado pelo coletivo ou ainda pela paixão com que Lacerda explora sua mise-en-scène.”(Renato Cabral, Papo de Cinema)