Na segunda-feira (7) comemora-se o dia do Jornalista. Esta data, instituída pela ABI (Associação Brasileira de Imprensa), homenageia o médico e jornalista Líbero Badaró.
Badaró chegou ao Brasil em 1826 já com pensamentos a favor da liberdade. Três anos mais tarde, fundou o periódico Observador Constitucional, no qual denunciava abuso de poder do Império, na época de D. Pedro I. Em novembro de 1830, foi assassinado por inimigos políticos, em São Paulo. Historiadores acreditam que a morte foi encomendada pelo imperador, que em 7 de abril de 1831 abdicou.
Desta forma, a data apresenta controvérsias. Alguns falam que ela marca o Dia do Jornalista, também comemorada no dia 29 de janeiro. Outros afirmam que a data marca o Dia da Imprensa. Mas o importante, na opinião do jornal A FOLHA, é que ela ressalta a importância da liberdade de imprensa e da luta pelo direito de se expressar publicamente.
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Porque o jornalismo é uma paixão insaciável que só se pode digerir e humanizar mediante a confrontação descarnada com a realidade. Quem não sofreu essa servidão que se alimenta dos imprevistos da vida, não pode imaginá-la. Quem não viveu a palpitação sobrenatural da notícia, o orgasmo do furo, a demolição moral do fracasso, não pode sequer conceber o que são. Ninguém que não tenha nascido para isso e esteja disposto a viver só para isso poderia persistir numa profissão tão incompreensível e voraz, cuja obra termina depois de cada notícia, como se fora para sempre, mas que não concede um instante de paz enquanto não torna a começar com mais ardor do que nunca no minuto seguinte."
GABRIEL GíRCIA MíRQUEZ (Escritor e Jornalista)
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