Paula Borowsky
Segundo uma pesquisa, na psicologia Havard Univeversity, constatou-se que a melhoria no padrão social e econí´mico de um país pode ser uma variável importante, mas seguramente não é o fator gerador da felicidade. A frase popular dinheiro não traz felicidade parece ser real, emboraa felicidade não seja privilégio dos pobres. Tanto temos ricos infelizes como pobres felizes. Nós, seres humanos, somos guiados por expectativas ou desejos que são os fatores desencadeadores de nossa ação e que nos impulsionam a objetivos (desejo de realização profissional, de conseguir estabilidade financeira, constituir família, ou simplesmente de querer ser feliz). As expectativas das pessoas variam de acordo com suas próprias vontades, nem tudo o que é bom e desejado para um vai funcionar em igual proporção para outros. A motivação é algo intrínseco. A evolução do mundo criou facilidades, novidades e sonhos de consumo. A vida hoje parece mais fácil do que foi para nossos antepassados, mas nem por isso somos mais felizes que eles.
O ser humano é ,então, um eterno insatisfeito? A felicidade nunca será alcançada? Se pensarmos em felicidade como apenas obtenção de coisas, metas e satisfação de desejo, não é sustentável e duradouro. Estes estados emocionais têm pouca durabilidade de felicidade, pois: Não há mal que sempre dure e bem que nunca se acabe, já dizia a sabedoria popular. Assim, a felicidade não deverá ser encarada como fim, não é resultado. A felicidade é a condição vital, que a pessoa deve preparar, cultivar e defender individualmente. Entretanto, ainda que este estado não seja fácil de ser conquistado. Se formos entender a razão, veremos que a vontade era grande, o conteúdo da experiência motivador, que os fatores ao redor eram de dificuldades, de obstáculos a serem superados e, mesmo assim, não nos faltaram empenho, determinação, resiliência, foco e auto-superarão.
Na realidade, existe um contexto por detrás destes momentos, uma multiplicidade de variáveis para diferenciá-los de mera satisfação de desejos. Trata-se de um misto entre capacidade, motivação do indivíduo em agir e as oportunidades disponíveis para a ação. Entretanto, o fato de realizá-los não significará alcançaremos o status de felicidade. Trata-se na realidade de um estado de felicidade, e a possibilidade de retornarmos novamente a este estado de floway depender de novos desafios, de novos desejos e de novas aprendizagens. Assim, devemos considerar que o processo pela busca de felicidade ou de condiçíµes saudáveis e felizes é algo pessoal, subjetivo, ninguém ensina resiliência (tolerância á frustração e capacidade de superação) e tampouco coloca capacidades e vontades no outro.


