í€ Cezar o que éde Cezar… nem que seja a cruz!

17 de julho de 2012

 

Fausto Araújo Santos Jr.  

 

 

A questão da falta de vacina contra a gripe A na rede pública de saúde mostra a maldosa equação que as autoridades montaram para enganar a população. A saúde está municipalizada, dizem os especialistas, só que…

Quem compra vacinas é somente o governo federal; quem distribui a vacina são somente os governos Estaduais, conforme estratégia dos mesmos governos dos Estados; etc., etc. e etc…       Que diabo de municipalização é esta?

O SUS é quem paga os médicos dos hospitais conveniados, mas os hospitais conveniados estão nas CIDADES. Qual a gestão, então, que as prefeituras possuem sobre os serviços do SUS nas cidades?

O governo do Estado do RS que possui a atribuição de EQUIPAR os hospitais da rede de saúde pública. Qual a gerência que as prefeituras possuem para melhorar os equipamentos dos hospitais, então?

O Governo do Estado é quem gerencia o SAMU.  Mas as cidades se obrigam a contratar os médicos, enfermeiros e agentes de saúde para que as ambulâncias tenham serventia, se não só servirão para carregar morto para o cemitério. E os vereadores querem que a prefeitura faça concurso público para contratar, inclusive, pessoas para operarem o SAMU, que é gerenciado pelo governo do Estado. E o SAMU acontece nas cidades,   um serviço que, em Torres, por exemplo, atende o municí­pio e várias cidades do  entorno, inclusive do Estado de Santa Catarina. Que diabo uma prefeitura pode fazer para solucionar isto, já que depende sistêmica e insistentemente de repasses estaduais e federais, que, ou não acontecem, ou acontecem com valores abaixo do necessário, ou, ainda, acontecem com valores que os médicos não aceitam. Então, eles (médicos) acabam fazendo contratos com hospitais e com prefeitura para trabalhar oito horas e trabalham quatro. Ao invés de fazerem plantíµes, ficam em espera em casa. O sindicato dos médicos alega que os valores são poucos e pede mais médico. Já o SUS não aumenta os valores e não contrata mais médicos. Que diabos? E nas cidades…!

Que diabo é esta municipalização da saúde se:

Os hospitais, para receberem isenção de impostos devem atingir cotas de atendimento regionais, estaduais? Ai os hospitais se obrigam a tratar paciente como um número, como uma cota… Se as pessoas NíƒO SABEM nem metade dessa missa, mas querem saúde ao menos descente, e com razão? Se as coisas acontecem nas cidades, cidades estas que são as íšNICAS que atendem í  lei e aplicam no mí­nimo 15% do orçamento na saúde, quando o governo do RS não cumpre a lei nem e perto e o governo federal também?

Mas o governo estadual resolveu, ainda, vacinar contra a gripe A todos os servidores estaduais que trabalham no Centro administrativo na Capital, e deixou gaúchos "í  ver navios" nas filas para tomar vacinas que terminaram… Nas cidades… Trata-se da municipalização dos PROBLEMAS de Saúde, então… Não?

Vamos manter a confusão, acho… talvez… Mas, ao menos, vamos organizá-la!

 

 

Papai-mamãe…

 

O Ministério Público protocolou nesta semana, pedido de impugnação da candidata a vereadora de Porto Alegre Luciana Genro na Justiça Eleitoral. A decisão do MP se baseia no fato de Luciana ser filha do governador do Estado, Tarso Genro, o que a torna inelegí­vel conforme o artigo 14, § 7 º da Constituição Federal, que diz: "são inelegí­veis, no território de jurisdição do titular, o cí´njuge e os parentes consanguí­neos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituí­do dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato í  reeleição".

O promotor Eleitoral Mauro Rockenbach também solicitou, liminarmente, que a candidata não realize nenhum ato de campanha. A medida busca evitar que os votos de Luciana Genro não migrem para a legenda do seu partido ou para outro candidato, alterando assim o coeficiente eleitoral do pleito, caso a impugnação da candidatura seja deferida.

Mais uma demonstração do excesso de poder do Estado para com o povo. Trata-se da lei, mas a lei deveria mudar…

Não gosto da ideologia da ex-deputada Luciana Genro, mas preferia ver ela não ser eleita… nas urnas, ou amargar ela como polí­tica. Mas a lei adentrar na nossa vida, legislando sobre nossa ascendência e descendência familiar, beira ao ridí­culo… Parece que o Estado quer tratar o polí­tico como se fosse adolescente…   Daqui a pouco vão proibir candidaturas de maus alunos, de rebeldes, talvez… Aí­ sim a polí­tica ficará somente para múmias paraliticas…

 

Quotas para jornais…

 

A legislação eleitoral PAGA para as  rádios e TVs,  para que estes exibam a propaganda eleitoral obrigatória gratuita, que de gratuita não tem nada, quem paga somos nós, o povão… A lei e a justiça eleitoral rege os tempos, as mensagens, etc. Mas paga, …ah paga!

Já os jornais não recebem sequer o cartão de visita do juiz eleitoral. Muito menos dinheiro público. Ainda, a justiça define pela lei quotas para cada jornal e para cada candidato. Não sei de onde eles tiraram o número de 10 INSERí‡OES por candidato para cada jornal.   São quatorze semanas de pleito e de validade de campanha, mas o legislador resolveu colocar o número 10 (inserçíµes) talvez porque seja fã do Pelé… talvez…

Parece que os jornais estão fadados a ficarem em segundo plano. Carro de som? Pode, í  vontade, independente de o eleitor gostar ou não gostar de ouvir jingles de gosto duvidoso durante três meses em suas janelas, durante seu descanso em casa, ou durante sua concentração no trabalho… Rádio e TV? Além de poder, eles pagam… Mas neste caso podemos trocar de estação, ou desligar o rádio  ou TV, caso não queiramos… Mas jornais? Uma banana… E com quotas…

퉅 Trata-se do começo do comunismo, e a coisa vai piorar…

 

A hora é agora!

 

Várias pessoas me falaram que concordam com as idéias colocadas aqui nesta coluna na semana passada. Algumas sugeriram detalhes, outras colocaram prioridades diferentes… Normal: isto é democracia. Mas muitos, também, perguntam: Como poderemos ver isto feito aqui, definitivamente?. Pois a hora é agora!

As duas coligaçíµes estão em campo buscando opiniíµes para seus planos de governo. Qualquer pessoa, preferencialmente se for ligada a uma entidade de classe, poderia firmar e protocolar idéias para serem colocadas nos planos de governos, das duas coligaçíµes. E podem, inclusive, negociar seus apoios. Podem dizer que vão votar e militar pela coligação que COLOCAR  í€QUELA  IDEIA SUA  NO  PLANO  DE  GOVERNO  FORMAL.   Aí­ é só apoiar quem assim o fizer e, após, caso eleita a coligação que o senhor ou a senhora votou, cobrar a realização. Simples como ovo frito. Não precisa ser prefeito para consegui alguma coisa, basta vender bem a idéia. E a hora é agora!

Eu, particularmente, vou votar na coligação que tiver a coragem que firmar, por escrito, no Plano de Governo, que proibirá carros de sons de propaganda nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Em nome dos turistas e veranistas… nosso patríµes! No inverno, podemos agí¼entar bem estes poluidores sonoros…

   


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