A nova era Felipão: técnico faz sua primeira convocação para a seleção brasileira

29 de janeiro de 2013

 

 *Por Lucas Aguirre

 

Em sua primeira convocação oficial desde que assumiu o cargo de técnico da seleção em novembro de 2012, Luis Felipe Scolari praticamente repetiu a base de Mano Menezes, com algumas poucas mudanças. O nome mais controverso foi o do meia Ronaldinho Gaúcho, que muitos já consideram incapaz de voltar í  forma dos anos 2000.

                      O goleiro Julio César, mais vazado da Liga Inglesa no praticamente rebaixado Queens Park Rangers, recebe outra chance neste chamamento. Mano havia trocado o goleiro titular da Copa de 2010 por Jefferson. Diego Alves foi novamente chamado como opção de guarda-redes.

                      Felipão deixou claro, nos dias e nas horas que antecederam a convocação, que não começaria a equipe do zero, usando do trabalho de Mano como referência. Com as convocaçíµes de Fred, Hulk, Paulinho, Oscar e David Luiz, cumpriu o que disse.

                      Arouca, do Santos – como volante – e Dante, do Bayern – na zaga – foram as grandes novidades. No caso de Dante, a oportunidade é crucial para conquistar a confiança do técnico, já que este deixou claro que Thiago Silva, ao recuperar-se de lesão, retornará í  lista.

                      O lateral-esquerdo Filipe Luí­s também precisa mostrar trabalho, em vista que Marcelo, do Real Madrid, se recupera de cirurgia e é nome quase incontestável para a posição. Filipe, que é lateral titular do Atlético de Madri, foi convocado nas primeiras listas de Mano. Porém, uma terrí­vel fratura de fí­bula, sofrida quando atuava no La Coruí±a, o afastou do futebol por quase um ano. Ex-Figueirense, Filipe é, provavelmente, o nome menos conhecido entre os convocados.

 

                      RONALDINHO: SURPRESA, MAS NEM TANTO

 

                      Os fãs de futebol que lembram do comando de Felipão no final das Eliminatórias e durante a Copa de 2002 sabem que o treinador tem seus nomes de confiança, além de outros cacoetes. Luisão e Edilson, por exemplo, foram campeíµes do mundo pela seleção, mesmo quando seus nomes já haviam, há muito tempo, esfriado nas listas dos grandes atacantes brasileiros.

                      Da mesma forma, Felipao tem grande apreço por Ronaldinho, que foi peça-chave para seu esquema tático 3-5-2 na Copa da Coréia do Sul e Japao, justamente por dar grande velocidade í  bola, ativando o ataque com muita rapidez e exigindo cuidado extra por parte das defesas. Mesmo assim, crí­ticos já chamam a convocação de a nova Famí­lia Scolari “ apelidado dado í  equipe de 2002, pelo elenco cheio de nomes contestados

                      í‰ provável que Ronaldinho, que há muito tempo não mostra a mobilidade que o elegeu Melhor do Mumdo FIFA, não renda o esperado; e que Felipao prefira investir em Oscar e Neymar na ligação, já que o craque santista lembra bastante o estilo de jogo do Ronaldinho de dez anos atrás. Mas não espere que a pressão da mí­dia force Felipao a escalar. Se os antecedentes do treinador gaúcho servem como referência, a contestação de determinado atleta costuma ter efeito contrário.


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