A PRAí‡A í‰ NOSSA (Parte 2): Uma ronda pelas praças de Torres

8 de março de 2014

 

Por Guile Rocha

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As praças são verdadeiros elos entre os diversos espaços urbanos criados, de modo que tem como conotação a noção de espaços em que se vivenciava a infância, a adolescência. Como nos relata o filósofo De Angelis (2000), qualquer um de nós tem, remotas que sejam, lembranças de uma praça onde, na infância, o balanço, a gangorra ou o escorregador faziam parte do universo da criança. Mas se as lembranças sobre as praças estão encravadas em nossa memória de infância, também são parte de nossa vida na fase adulta…. e nesta fase da vida, passamos a nos preocupar com a boa conservação de nossas praças, seja para nós mesmos ou para nossos filhos.

 

   

As duas praças na Praia Grande

 

 í‰ uma quinta-feira quando percorro a  Praça Pinheiro Machado  – que se localiza logo após    a lomba da    Praia Grande “ e percebo uma situação emblemática: do lado da praça que é voltado ao mar,    temos uma cancha de bocha em plena atividade, com vária duplas disputando animadamente partidas de alto ní­vel, inclusive com apostas. Em bom estado, a pista de skate também está cheia de jovens praticando suas manobras. Já no lado oposto da praça, a área mais contemplativa da mesma está parcialmente demolida, mal cuidada, e o local certamente não serve para cartão de visitas de uma cidade turí­stica como Torres. Encravada no gramado, uma placa da prefeitura diz que a praça será revitalizada neste ano, e pede desculpas pelo transtorno aos visitantes. E ao Jornal A FOLHA, o secretário de Planejamento Carlos Cechim disse que a obra já foi encaminhada í  Caixa Econí´mica Federal, e logo que for aprovada será feita a licitação para a obra. Antes do dia 05 de junho as obras já estarão em andamento. A Praça Pinheiro Machado será totalmente remodelada, voltará a contar com o playground e terá uma nova e melhorada quadra de basquete, além de uma lâmina d™água.

Em frente aos quiosques da Praia Grande, a  praça Claudino Nunes Pereira  também é ví­tima da depredação. Trata-se de um local público com movimento constante durante o verão “ inclusive pela noite, quando também é tomada por gente bêbada e inconsequentes. Há dois banco que foram arrastados, e a maioria das lixeiras de plástico no local estão parcial ou totalmente danificadas (esta será uma vantagem das novas lixeiras em formato de balão:são mais resistentes a ação dos vândalos).    Os bancos – de uma das muitas mesas de xadrez da praça -foram parcialmente esquartejados, e o deck de madeira que sustenta estas mesas precisa de reforma. O playground está em média conservação – há um balanço e uma gangorra quebrados “ e o bonito pergolado continua em bom estado, dando um charme a mais ao espaço. A iluminação na praça também é boa pela noite.

 

FOTO: Praça Pinheiro Machado será toda revitalizada

 

 

 

As praças adotadas de nossa cidade

 

 Algumas praças de Torres foram adotadas por grupos de moradores e comerciantes, que assumem certa responsabilidade pelas mesmas em relação a manutenão. í‰ o caso da Praça XV de Novembro, adotada pela Associação Comercial, Industrial e de Serviços Praça XV, que possui seu coreto e está sempre em plena utilização no centro da cidade.

A praça em frente ao Rio Mampituba foi adotada pela Sociedade dos Amigos da Praia de Torres, portanto chamaremos a mesma de Praça da SAPT. Lá, todos 3 os balanços foram vandalizados, estão sem qualquer condição de uso. E é sempre   triste ver a depredação de um patrimí´nio público, mas não dá para entender mesmo que tesão que .  Mas a grama, por outro lado, estava bem cortada quando lá estive na semana passada, e a iluminação era ótima pela noite. Me encontrei na praça da SAPT com um casal de Guaí­ba, que veraneia aqui em Torres. Eles reforçaram a opinião de que as praças tem que ter manutenção constante, lamentaram os atos de depredação mas, por outro lado, elogiaram a segurança que se tem ao andar em Torres pela noite. Aqui nos sentimos mais protegidos, a polí­cia passando constantemente, a iluminação nas praças pela noite. Se fosse em Guaí­ba, estarí­amos preocupados ao caminhar pelo calçadão pela noite

 Cruzando a avenida Silva Jardim e ocupando grande área de uma zona nobre da cidade, a praça João Neves da Fontoura “ popularmente conhecida como Quatro Praças “ é adotada pelos moradores das redondezas. Por lá a corte da grama é feita constantemente, e o paisagismo também é mantido. Trata-se de uma das praças mais conservadas de Torres, o que é facilitado também por ser uma praça voltada ao descanso, mais contemplativa – sem playground ou equipamentos para pratica de esportes. Vale destacar que as Quatro Praças estão bem servidas de lixeiras “ seja ao redor ou no interior das mesmas “ que milagrosamente estão em bom estado, bem como os bancos. A iluminação também é ótima, e as pessoas ocupam bastante o espaço público “ tomando chimarrão, fazendo música, conversando ou passeando com seus cães “ seja dia ou noite.

Outra praça adotada de Torres é a recém criada Praça da Juventude, em frente ao Parador. A nova praça   contará com serviços gratuitos para os frequentadores da Praia dos Molhes, e foi idealizada para servir de apoio aos surfistas e moradores em geral. A praça dispíµe de ducha para saí­da de praia, bancos, jogos e diversíµes diversas. Por exemplo: raquetes de frescobol – que podem ser solicitadas gratuitamente no PARADOR Brew Pub – e o espiribol (jogo que consiste em enrolar através de uma corda a bola que fica pendurada no mastro). Além disso, os idealizadores tiveram todo o cuidado de ouvir as necessidades dos praticantes   de esportes, através de consultas que foram feitas no decorrer das obras, garantindo um estacionamento de bicicletas no local, estrutura do pessoal que curte o SLACKLINE e até Internet wifi gratuita. O projeto de iluminação ainda está em fase de teste, mas o espetáculo já é garantido, durante as noites já se pode notar a claridade até as dunas dos Molhes. E para o futuro, uma pista de skate está planejada, a ser instalada na pista de concreto conhecida como Laje.

A prefeitura contou ao jornal A FOLHA que,  juntamente com a Secretaria do Meio Ambiente e Urbanismo, está colocando em prática o Projeto Flor e Cultura, o qual visa o incentivo a adoção de Praças e Canteiros por comerciantes e municí­pes em geral, o que tornaria a manutenção das mesmas mais ágil.

 

FOTO: Balanços depredados na Praça da SAPT

 

 

LARGO DA LAGOA: O que fazer lá?

 

 Passo pelo espaço que se conveniou chamar de Largo da Lagoa, ou Praça Alberto Teixeira da Rosa onde antigamente havia o Ginásio Municipal de Esportes. Um amplo gramado se espalha, com a privilegiada vista da Lagoa do Violão, mas trata-se de um local que atualmente não vem sendo aproveitado para praticamente nada “ apenas alguns dos eventos relacionados ao Natal dos Sonhos ocorreram por lá. Este é um local privilegiado. Pelo que sei vai sair uma praça aqui, bem bonita, para o pessoal aproveitar o por do sol, se reunir para conversar, afirmou o pescador torrense Alaerte, 58 aos, que passava pelo local.

E o seu Alaerte se mostrou bem informado. Isso porque o jornal A FOLHA contatou o secretario de planejamento da prefeitura, Carlos Cechim, que confirmou que o Largo da Lagoa será uma praça também, com cancha de futebol 5, playground e espaço para dois cafés se instalarem. As obras começam no máximo até dia 05 de junho, e o local também terá banheiros públicos construí­dos. Aliás, Cechim afirma que vários banheiros públicos deverão ser construí­do pelas praças de Torres “ diminuindo pouco a pouco a dependência dos desagradáveis banheiros quí­micos (ou ˜pipi ecológico).

E a secretária do Meio Ambiente disse para A FOLHA que, já foi demarcada uma nova Praça na cidade, que se localizará na Rua Itália “ próximo a Av.do Riacho. Pretendemos demarcar o maior número possí­vel de Praças, para que os bairros tenham um local de lazer e recreação, diz a secretaria do Meio Ambiente.

 Quanto a depredação das praças, a prefeitura diz que infelizmente não estamos livres da depredação. A maneira que encontramos para que essa atitude seja diminuí­da é a colocação de placas informativas e a educação ambiental nas escolas, pois a Educação é o primeiro passo para conscientizar as pessoas da importância da conservação dos lugares públicos. E o pior é que, quando os equipamentos de uma praça são destruí­dos, a sua reposição quase sempre depende do moroso processo burocrático da licitação publica, ou seja: um balanço ou gangorra quebrado hoje pode passar meses sem ser substituí­do.  


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