A TV QUE EMBURRECE
18 de fevereiro de 2011
Assistimos, atualmente, a uma exposição explícita de programas televisivos de cunho pornográfico e perverso da televisão brasileira, que nada acrescenta em termos de valores humanos e cultura inteligente. Por conseguinte, estes programas, acabam por estimular os jovens í promiscuidade, contribuindo com a destruição de todos os valores familiares, sendo uma estratégia de manipulação da mídia para manter o povo alienado, e também muito conveniente para governo, administrar um país e manipular um povo que não pensa, questione e seja pouco exigente em seus direitos. Um exemplo disso é o BBB (Big Brother Brasil) que ressalta o que existe de mais baixo na natureza humana: a traição, o individualismo, a forma mesquinha de encarar a realidade.
Os concorrentes ao prêmio final do BBB conspiram, manipulam, traem uns aos outros, esta é a verdadeira dimensão obscena do show, até que o mais esperto, que se apresente como o mais amável ao público, ganhe a bolada prometida. Existe uma concorrência sem limites éticos e os luxuosos cativeiros dos realities shows representam uma invasão, ainda que consentida, da privacidade do telespectador. Se existe por um lado um exibicionismo dos protagonistas, por outro existe o voyeurismo (prazer em espiar a nudez ou o ato sexual de outro) tanto do telespectador, quanto das câmeras. A imprensa que acompanha o desenvolvimento desses shows afirma que a audiência se sustenta sobre o desejo do público de presenciar escândalos, brigas e cenas de sexo reais. Com as ligaçíµes para votação para eliminação, paga-se para ter um entretenimento vazio, que não agrega valor, cultura, conhecimento, muito pelo contrário, mostra a ignorância no vocabulário dos participantes.
Talvez nem a UNICEF quando faz o programa Criança Esperança com cunho social arrecade tanto dinheiro quanto em cada paredão do BBB. E quem financia? São o povo, as classes menos letradas que ganham mal e trabalham o ano inteiro para ajuda a pagar o prêmio do vencedor e enriquecer ainda mais anunciantes e a rede Globo. Assistimos a um grupo de pessoas (participantes) selecionados a gastar o seu tempo ocioso em conversas bobas, em besteirol, fofocas, cuidados corporais, picuinhas. O que interessa ao espectador fiel é a esperança de que a exibição pela televisão da banalidade de um cotidiano ponha em evidência migalhas de brilho e dê sentido que sua vida.
A pobreza dos sonhos de fama dos que se candidatam ao cativeiro de luxo do Big Brother espelha, muitas vezes, a pobreza dos sonhos e valores das cabecinhas vazias de parte de uma sociedade que espera o espetáculo começar. Em síntese, o BBB incentiva os piores instintos humanos e contribui para a idiotização da nossa pobre sociedade. Conspiraçíµes, traiçíµes, armadilhas, estratégias descaradas para passar a perna nos companheiros e garantir a própria permanência: este é o tema do BBB. No afã por lucros, a TV Globo pouco se importa com o conteúdo sádico ou perverso do programa. Para ela, tudo é mercadoria.
A TV brasileira nivela a maioria dos programas no mais baixo nível porque sabe que assim vende mais, tem mais ibope. Façamos uma campanha: Desligue a TV, juntem-se aos bons amigos, familiares para conversas, ou caminhadas, ler um bom livro, ouvir uma boa música e seja feliz!


