Acúmulo de água nas ruas poderáser tema de Campanha para prefeitura de Torres

5 de abril de 2011

 

 A reformulação do Plano Diretor terá um grande acompanhante nas discussíµes das regras para o crescimento da cidade de Torres. Trata-se do problema crí´nico do acúmulo de água nas vias da cidade. A problemática tem aumentado a cada ano; , o asfaltamento ou calçamento de novas ruas  deixa o problema mais crí­tico em alguns pontos;  e a força financeira da prefeitura, necessária para combater de vez o entrave, parece que só será suficiente quando houver verbas de projetos disponibilizados pelo governo federal ou estadual.  

Nos últimos anos não se viu nenhuma ação estruturante feita em Torres. Pontos crí´nicos da cidade já se tornaram cartão postal da mazela; comerciantes ou moradores perdem, com razão, a paciência do marasmo público no tema;  e parece que oproblema acabará sendo bandeira obrigatória para compor as polí­ticas públicas nas plataformas das candidaturas í  prefeitura que começam a se desenhar para o pleito de 2012.

   

Reclamaçíµes aumentam. Problema é complexo e caro

   

A redação de A FOLHA tem enchido suas caixas de e-mail de reclamaçíµes de muní­cipes sobre alagamentos na cidade, que transformam a vida, principalmente de pedestres e ciclistas, uma aventura, quando necessitam irem para seus trabalhos ou para suas tarefas cotidianas com prazos. Se e obrigam a transpor ruas e ruas com poças d™água,  que os encaminham para trajetos que são verdadeiras costuras, quase que labirintais em alguns casos.    

A notí­cia boa é que, por sermos um municí­pio onde a captação de esgoto já é quase que universal, podemos ficar tranqí¼ilos que não estamos pisando em esgoto. Já a notí­cia ruim é a dificuldade na engenharia para solucionar o problema, já que Bocas de Lobo que levam a água para sumidouros não funcionam, pois o lençol freático da cidade é raso e a boca de lobo logo fica transbordada. A outra solução para o problema é cara. í‰ necessário construir praticamente uma nova estrutura de encanamento subterrânea, com subestaçíµes de captação estrategicamente distribuidas, onde o rumo final das águas seja o mar, o rio, a lagoa do Violão ou córregos espalhados pelos bairros, como o Valão, por exemplo.    

Soluçíµes pontuais são mais factí­veis, principalmente em áreas próximas ao rio e í  lagoa, mas a área das primeiras quadras da Praia Grande somente com tubulaçíµes. í‰ que a região foi construí­da sem prever soluçíµes para escoamento de água, pois foi feita para o veranismo. A área possui mais ou menos dois km de extensão paralelo a beira da praia, e mais um Km perpendicular ao mar. Sem contar  que o mesmo problema de beira de praia é apresentado na Praia da Cal e nas praias do sul outro grande projeto de engenharia.

   

Tema de campanha para 2012

   

O prefeito João Alberto,  em uma reunião com os veranistas realizada no iní­cio de 2008 afirmou publicamente que o problema era complexo e que estudos junto í  CORSAN já estavam sendo feitos. A matéria foi publicada em A FOLHA na época. Ele também assumiu como prefeito que a responsabilidade formal do problema é, sim, da municipalidade, mas assumiu também que para resolver o problema de forma estruturada, somente com parcerias estaduais ou federais.  

Mas com a falta de projetos disponí­veis em ní­vel federal para soluçíµes de escoamento pluvial, parece que fará com que o tema  seja parte das propostas das candidaturas í  prefeitura em 2012. Os partidos deverão colocar o  item nos Planos de Governo, mas com um cuidado: com verbas municipais será muito difí­cil sequer iniciar uma nova forma de tratar a questão.

    Outra solução paliativa que poderia entrar em pauta é a necessidade de haver  obrigação de estudo de impacto urbano em novos asfaltamentos de ruas. Parece que existem muní­cipes que preferem ficar com ruas esburacadas ao invés de receberem asfalto, mas em troca receberem também mais poças d™água no entorno de suas moradias ou estabelecimentos comerciais.


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