Agora pegou a moda do soco e do barraco?

25 de junho de 2011

Pacotarso é imposto disfarçado

   

Sabia-se que o governo do PT de certa forma aumentaria os impostos, mesmo que fosse através de outro nome. Pois é o que estará acontecendo caso seja aprovado o projeto de lei na Assembléia Legislativa.

 Taxa de Inspeção Veicular (é imposto); Taxa de aprovação ambiental (é imposto). No mais se trata de sacrificar o funcionalismo.

Tarso disse aqui em Torres na época da campanha para A FOLHA que não apoiava o chamado déficit Zero de seu governo Yeda, pois ela estaria o conseguindo através do sacrifí­cio dos funcionários públicos.  Pois ele está propondo agora justamente isto em seu pacote…  

Portanto, o iní­cio do governo Tarso está quase igual ao iní­cio do governo Yeda. Ela tentou aumentar em um ponto percentual o ICMS (não conseguiu) e propí´s pacotes de aumentar a remuneração dos professores com salário mais baixo sem aumentar igualmente os de salários mais altos (não conseguiu).  

Só que Yeda, mesmo assim, conseguiu reverter as finanças do RS, disponibilizando recursos para investimentos. Espero que Tarso assim o consiga, ainda mais se ele conseguir aprovar o Pacotarso na Assembléia, coisa que sua antecessora não conseguiu.

     

Brasil pode ter todas as eleiçíµes no mesmo ano

   

A Comissão de Constituição e Justiça do Senado conseguiu aprovar unificação das eleiçíµes, mantendo a reeleição. Se a aprovação conseguir adiante passar pela aprovação do congresso nacional como foi redigida originalmente, a partir de 2018 serão eleitos no mesmo pleito: presidente, governadores e prefeitos; deputados, senadores e vereadores.

   

Agora pegou a moda do soco e do barraco?

   

O PTB brigou tanto por cargo que, não satisfeito somente com a briga fisiológica, partiu para a luta corporal.  O deputado Sérgio Morais agrediu í  socos seu companheiro de partido em plena reunião de militância da sigla na semana passada. E mais, deixou escapar que a negociação de apoio ao governo do PT pelo PTB custou R$ 80 mil mensais por voto na Assembléia, em salários no poder executivo do Estado. Todos indicados pelo partido, sem nenhum critério técnico. Não sei quem mereceria soco nesta hora…  

Já um Procurador de Justiça do RS recebeu voz de prisão de um Defensor Público durante um julgamento, na frente de vários cidadãos que ocupavam o Tribunal de Júri e outros que estavam na plateia do tribunal, além dos réus. O defensor alegou que o promotor desacatou a Juí­za ao chamá-la de mentirosa. Que baixaria…    

Parece-me que o problema do Estado Brasileiro é justamente o excesso de Estado. Ao invés de a polí­tica orbitar ao redor da sociedade e suas vontades e problemas, a sociedade é que orbita ao redor da polí­tica e os problemas e vaidades dos polí­ticos. São pessoas que ganham salários altí­ssimos se comparados com a média do cidadão brasileiro e, além disto, têm leis que dão direitos para eles de pouco se lixarem para a opinião pública, e mesmo assim a opinião pública (o povinho) terem de ficar submissos í s suas decisíµes.

   

Tem lingí¼iça neste arroz

   

O promotor de justiça de Torres Viní­cius Lima denunciou o prefeito João Alberto, o vice Pardal, o ex vice-prefeito Dê Goulart e o Major Braga da BM por estarem participando de um processo de compra de votos.   Fica difí­cil acreditar que três anos após a eleição apareça um problema desta orem justamente causado na eleição passada. A menos que tenha sido fundamentado por alguém que comprou votos e resolveu se auto- entregar em nome da justiça (ou da vingança)… Mas, vamos e venhamos: confiar em quem vendeu votos e se arrependeu é o mesmo que achar que um lobo que comeu todas as galinhas do galinheiro se transformou de uma hora para a outra em vegetariano, e se colocou í  disposição do granjeiro para fazer guarda das novas galinhas.    

Mas o mais incrí­vel da denúncia do promotor Viní­cio é a inconsistência de dados, mesmo os que aparecem somente nos autos do processo, parte que tive acesso através do site do MP. O promotor afirma que o Major Braga estaria utilizando seus subordinados da corporação aqui em Torres para intimidar a concorrência que realizasse a mesma coisa: compra de votos.   Qual seja, pelo que o promotor afirma, houve literalmente uma disputa acirrada pela compra de eleitores através de polí­ticos de várias siglas. E, o pior, é que há época da eleição o Major Braga, pelo que me consta, estava lotado em Osório, ou seja, seus subordinados estavam há 100 km de Torres. Será que ele pagou o frete também para suas patrulhas alegadas pelo MP, ou o Ministério Público confundiu e achou que o Major Braga já estava trabalhando em Torres, lugar onde passou a trabalhar somente em 2009, quando o pleito (onde teria havido a compra de votos) foi em 2009? Fica esta pergunta.    

Espero que tudo seja esclarecido, mas que tem lingí¼iça neste arroz, ah tem…

   

O que é isto?

   

Os vereadores do PP na última sessão da Câmara, mas especificamente os vereadores Idelfonso Brocca e Rogério Jacob, o Rogerinho, resolveram pegar para si os louros das várias verbas que a prefeitura de Torres têm conseguido em Brasí­lia e no governo do Estado para Torres, que estão gerando este verdadeiro canteiro de obras que está a cidade.  

 Rogerinho afirmou que 50% das verbas que chegaram a Torres nos últimos anos tiveram participação sua (de seu PP). Referiu-se, acho, ao Ministério das Cidades, embora tenha dito que veio através de deputado de seu partido, o que ai é ABSOLUTAMENTE ERRADO.

Já o vereador Brocca foi mais incisivo ainda. Ele disse que três açíµes de investimentos da prefeitura de Torres, o asfaltamento da avenida principal da Vila, a compra de uma retro escavadeira e a reforma da creche da Vila foram através de sua intervenção. Ele disse, eu pedi… e saiu… Como se um eleitor qualquer que colocasse em A FOLHA um pedido para tapar um buraco fosse o dono da ação caso fosse feita, o que é no mí­nimo estranho.  

 Só que do PP em Torres só entrou dinheiro para a construção da um ginásio de esportes na escola Alcino Pedro Rodrigues, oriundo de uma demanda do vereador Tenora. De resto, que eu saiba, podem ter sido verbas do ministério das cidades, mas oriundas de EMENDAS INDIVIDUAIS de deputados ou senadores de OUTROS PARTIDOS. Se não vejamos:    

O dinheiro para o calçadão da Prainha e da Praia da Cal (em final de obra) e do calçadão da Praia Grande (que terá a ordem se serviço assinada na terça-feira) vieram dos deputados Germano Bonow (DEM) Paulo Roberto (PTB) e Busato (PTB). Para o novo asfalto da Avenida Benjamin Constant (que deverá ter iní­cio em breve) do senador Sérgio Zambiazi (PTB).  

Já o asfalto da José Amâncio da Rosa não tem nada a ver com o vereador Idelfonso. Foi o Peemedebista Marco Alba, em conjunto com o vereador José Ivan (PMDB) e o prefeito João Alberto (PMDB) que conseguiram encaixar as verbas. Na escola, houve uma COMPENSAí‡íƒO AMBIENTAL da empresa De Rose Construtora, nada a ver com o vereador Brocca.  

Ora. Não é saudável isto. Existem outras várias formas de revigorar os nomes da polí­tica. O vereador Brocca, por exemplo, foi autor da lei que OBRIGA A TRANSPARíŠNCIA DOS ATOS NA Cí‚MARA, o que é de se referendar. Já o vereador Rogerinho possui várias demandas de açíµes já explanadas por ele para o bem da cidade, com boas idéias, divulgadas pela imprensa (pelo menos por A FOLHA). Sugere, por exemplo, e com razão, a obrigatoriedade da construção de calçadas na Avenida Castelo Branco; sugere que seja colocado uma espécie de guarda raia na rotatória da Avenida Barão do Rio Brando, para proteger e dirigir o caminho dos pedestres no perigoso cruzamento, dentre outras…    

Portanto, acho que não é necessário buscar para si os louros e méritos dos outros. Eles têm conteúdo para se valorizarem pelos seus próprios méritos.

   

 Com razão, mas sem solução

   

O vereador Rogerinho criticou mais uma vez a falta de planejamento da prefeitura por conta do asfaltamento das ruas sem antes tratar de terminar com as poças d™água.    

Concordo com o vereador, mas pergunto: Se houvesse dinheiro para asfaltamento de ruas do governo federal e estadual (como houve); mas não tivesse recursos para a solução do escoamento de água da cidade (como não há, pois é caro e exige um grande projeto), será que Rogerinho iria dispensar milhíµes e milhíµes por conta da suposta qualidade total do processo? Acho que não. Com a palavra o vereador.

     


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