íGUA MONUMENTAL

16 de fevereiro de 2014

   

Temporal histórico atingiu Torres nesta quinta-feira (13). ígua subiu cerca de meio metro em uma hora. Casas alagadas e destelhadas, carros tomados por água foram a consequência. Na imagem, carros inundados na Praia Grande, onde entre os prédios e as dunas formou-se um rio…

 

 

 Nunca antes nós do jornal A FOLHA vimos tanta água em um só dia. Um pouco antes das 19h desta quinta-feira (13), a chuva começou com estrondosa força… e continuou aumentando. Ficamos ilhados na Beira-Mar da Praia Grande, onde a água chegou a subir cerca de meio metro de altura. E isto que trata-se de um local onde a água corre muito bem, com sistema de escoamento (geralmente) eficiente.  Carros estavam com água até as portas, quase boiando “ numa cena que nos acostumamos a ver na TV, naquelas matérias sobre grandes enchentes, mas que é inédita aqui na cidade. Parece que choveu o volume de uns dois meses em apenas uma hora.

No prédio Miramar “ na Praia Grande –  os moradores e veranistas estavam, em conjunto, com suas vassouras, esfregíµes e rodos em mãos, tentando dar vazão a água que literalmente jorrava do alçapão do prédio, descendo como numa cascata as escadas do prédio. A chuva entrava pelas janelas, pelas frestas das portas. Na rua transformada em rio, uma gaveta passou boiando, junto com vários sacos de lixo. E logo depois alguns jovens “ fazendo algazarra da situação “ passaram literalmente nadando na avenida!

Ligamos para a Brigada Militar, que afirmava que houve grandes problemas no trânsito, que ficou caótico. Em muitas das ruas centrais o transito parou, as pessoas abandonavam o carro no meio da rua. Já o Corpo de Bombeiros recebia reclamaçíµes de casas alagadas e destelhadas no Bairro Guarita. Além disso, houveram cerca de 30 casas destelhadas no bairro Arroio, e algumas pessoas “ cujas casas sofreram maiores estragos e danos –   foram encaminhadas para a escola Zona Sul na busca por abrigo.

Por volta das 19h45 já sentí­amos que, embora o vento forte e a chuva continuassem, o ní­vel da água já baixava. Mas a situação continuava tensa. Uma moradora do bairro Igra até tentou sair de casa com seu carro, mas a Barão do Rio Branco, principal rua da cidade, estava ainda intransitável em alguns pontos, e ela teve que voltar. As 20h30, o vento uivava incessantemente na Praia Grande, mas a situação nas ruas parecia ter voltado ao normal, os carros voltavam a trafegar. O certo é que o dia 13 de fevereiro certamente vai entrar para os registros como um dos mais chuvosos da história de Torres.


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