ALIMENTAí‡íO MATERNA PODE DETERMINAR SE BEBÊ SERí OBESO OU SAUDíVEL QUANDO ADULTO

1 de julho de 2011

                   

Está comprovado, a alimentação materna durante a gestação influencia o desenvolvimento da obesidade do filho quando este atingir a maturidade.  

                      Pesquisas demonstram que esse mecanismo corporal ocorre devido ao efeito hormonal que a alimentação produz quando da sua digestão e absorção. Esses hormí´nios, por estarem na corrente sanguí­nea da mãe passam para o feto e assim o bebê desenvolve-se de acordo com as mensagens transmitidas por estes hormí´nios. Se uma mãe tem uma alimentação rica em açúcares, seu sangue terá uma quantidade maior de insulina, que é um hormí´nio responsável por armazenar (estocar) os nutrientes dentro das células. Assim, a mensagem transmitida para o feto é estoque, guarde, armazene. Esse mecanismo do organismo não é ruim, porém se for estimulado em excesso formará células adiposa (de gordura) em excesso no bebê, que, futuramente pedirão para serem preenchidas.  

                      Outro efeito hormonal que predispíµe o feto a obesidade futura é o excesso de cortisol na circulação da mãe estimulado pela falta de alimentação. Uma alimentação não balanceada em nutrientes e com déficit em calorias transmitirá ao feto a mensagem para poupar energia. Esse mecanismo também reduz a formação de tecido muscular e induz o resguardo do uso de gorduras como substrato energético.  

                      Além dos efeitos hormonais, se o consumo energético, de gorduras e açúcares por parte da gestante estiverem acima das recomendaçíµes nutricionais e isso implicar em ganho de peso excessivo, outras complicaçíµes para o bebê podem ocorrer, entre elas a macrossomia fetal (bebê grande demais), hemorragias, trauma fetal, baixo peso ao nascer, morte fetal tardia e defeitos no tubo neural. Assim, podemos concluir que o ganho de peso gestacional excessivo não será benéfico ao recém-nascido, pois í s vezes esse excedente serve apenas para deteriorar o estado nutricional materno e, não necessariamente, é canalizado para o feto.  

                      Verifica-se também que a obesidade pré-gestacional aumenta os riscos de complicaçíµes na gravidez. Mulheres com peso excessivo não tem, necessariamente, depósitos adequados de nutrientes, pois, a qualidade da alimentação pode não ter sido adequada. Portanto, é preciso ter cautela quando de trata de restrição alimentar na gravidez. A gestante deve receber orientaçíµes nutricionais de acordo com seus hábitos, condiçíµes de vida, sintomas, atividade fí­sica e patologias associadas.

                        No perí­odo de gestação ocorre intenso e peculiar processo de formação de tecidos e grandes transformaçíµes orgânicas durante um curto perí­odo de tempo. Pelo esclarecido neste texto e por outros diversos fatores, o cuidado nutricional durante o perí­odo gestacional torna-se uma prioridade para aquelas famí­lias que desejam ter filhos saudáveis.  


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