Maria Helena Tomé Gonçalves
Nos diferentes caminhos que a vida nos oportuniza trilhar vamos encontrando pessoas e pessoas. Algumas simplesmente convivem conosco e passam com o tempo que passa. Não nos deixam marcas maiores. São os parentes menos chegados, os colegas de escola ou de trabalho, os vizinhos, os companheiros de clube ou de academia. Pessoas que passam por nós com o tempo que passa. E se vão perdendo-se na bruma do esquecimento. Um belo dia acontece um reencontro e a gente nem lembra o nome da pessoa que nos reconhece, nem onde foi o encontro com ela. Nada ou muito pouco ficou na nossa memória intelectual e na nossa memória afetiva.
Nos mesmos caminhos trilhados encontramos outras pessoas que nos marcam indevelmente para o resto das nossas vidas. Pessoas que poderiam ficar perdidas nos cafundós da nossa memória, mas que por afinidade, por simpatia, por conectvidade, tornaram-se mais que colegas, mais que vizinhos, mais que companheiros, mais que parentes. Pessoas que se tornaram nossos amigos. Nossos verdadeiros amigos, dos quais nunca esquecemos por mais que o tempo passe e nos distancie, pessoas que por mais distantes no tempo e no espaço permanecem vivas dentro de nós e cada reencontro reaviva o antigo afeto, reacende a mesma ternura, retoma o animado diálogo, automaticamente resplandece o carinhoso encontro de almas.
Minha história pessoal e profissional deixou-me maravilhosas heranças em forma de amigos. Dos tempos de ginásio ficou-me uma grande amiga que depois reencontrei durante o Curso Normal (atual Magistério). Do tempo de Universidade na UFRGS outra amiga permanece até hoje. Da maravilhosa experiência vivida no Projeto Rondon na selva do Pará ficou um grande e querido amigo e, no retorno, sua esposa com quem convivemos até hoje. Do início de carreira profissional em Butiá minha queridíssima Lolí´ e dos tempos do Marcílio Dias ficou comigo a Rosa(Erotilde). No âmbito familiar ficou uma amiguinha de infância e prima e de todo o sempre meus irmãos e minha irmã que sempre foram mais que irmãos, fomos sempre verdadeiramente amigos. Na adultez em Torres, minhas amigas das artes, especialmente uma com quem convivo diariamente.
Mas agora, nos últimos tempos, eles, os meus amigos, começaram a ir definitivamente embora e eu estou ficando sozinha. Sozinha e com medo. Foi-se a Neca da infância. Foram-se meus dois manos queridos. Foi-se a Rosa no último domingo de Carnaval. A notícia de sua partida me pegou de supetão, sem aviso prévio, sem preparo antecipado, sem anúncio. E ficou doendo muito, muito, muito. E está doendo muito. E eu sei que vai doer por bastante tempo ainda. Sei que a minha vida vai ficar mais triste, mas sei que um dia qualquer eu também irei e reencontrarei a todos.
Participo í comunidade torrense que a conheceu o falecimento da minha amiga
Erotilde da Silva Melo “ a Rosa
Ex-professora e ex-Supervisora Escolar da E.E. Marcílio Dias – ocorrido no dia 19 22012 “em POA
Ocorrido no dia 19|02|2012 “ em Porto Alegre
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