APROVADA COM DOIS VOTOS CONTRA O PL DA PREFEITURA QUE CRIA DUAS NOVAS SECRETARIAS E OUTROS CARGOS

8 de dezembro de 2013

 

 Gisa e Alessandro alegaram   que PL aumenta despesas   e foram os únicos contrários

 

 Em sessão extraordinária (e sem aviso prévio í  sociedade), a Câmara Municipal aprovou na última sexta-feira (29) o projeto de lei, de autoria da municipalidade, que aumentou o número de secretarias e criou conselhos, dentre outras mudanças orgânicas na prefeitura de Torres. Somente um vereador da oposição, Alessandro Bauer Pereira (PMDB), e a vereadora da base do governo Gisa Webber (PP) votaram contra.

 

Defesa do projeto do governo

 

A vereadora professora Lú (PT) defendeu com convicção a nova estrutura proposta no PL. Para ela o aumento da estrutura da prefeitura ainda foi menor do que gostaria.   Cada projeto novo tem o direito de ajustar o organograma para atender o novo rumo, disse. Queria no mí­nimo mais uma pasta, a de captação de recursos, continuou Lú.

O vereador Davino achou que a prefeita foi corajosa em propor este processo. Se ninguém teve coragem de fazer antes, é de se parabenizar que se faça agora, comemorou Davino. Ele pediu para a base aliada que fosse a favor da votação e sugeriu união. Se tiver que afundar o barco, que afundemos juntos, sugeriu Davino.

Já o vereador Nego (PC do B), que até pouco tempo era oposição na casa, alterou o tom desde que foi ofertado ao seu partido a entrada no governo Ní­lvia, recebendo uma das novas secretarias. Ele foi direto í  justificativa da criação, justamente, desta pasta que o PC do B assumirá. A secretaria e Turismo incluí­a muitas áreas: era Indústria, Comércio, Cultura e Desportos. Com a criação das duas secretarias, a da Cultura e Desportos e o da Indústria e Comércio, o Turismo fica com mais foco, disse Nego.

 

 PMDB não fechou oposição em bloco

 

O vereador Alessandro foi o único representante do PMDB que atacou e votou contra o PL de aumento da estrutura de prefeitura, que criou duas novas secretarias. Ele também foi o único vereador que criticou que esta votação fosse realizada em sessão extraordinária. Alessandro também lamentou que não houvesse mais transparência com os cargos que serão criados.

O que mais lamento é que as prefeituras pelo Estado afora estão andando no caminho da diminuição de despesas, cortando cargos, e a nossa insiste em aumentar, disse o vereador Alessandro. E nossa prefeita, servidora de carreira, não respeita promessas feitas na campanha e deixa de lado os seus colegas servidores, afirmou o oposicionista. Sabemos que tem gente no quadro que pode atender a demanda dos novos cargos, mas o que acontece são CCs que caem aqui na administração de pára-quedas, vindos de fora. Ta na hora de dar um basta, encerrou o oposicionista ao projeto.

Já a vereadora Gisa Webber (PP), mesmo estando na base do governo foi enfática ao não concordar com o aumento de cargos e secretarias do projeto de lei de autoria da municipalidade. Meu partido já sabe o porquê do meu voto contra. Temos mais de 1.200 funcionários na prefeitura, pois isso eu temo que o aumento comprometa o pagamento da folha de pagamento e os í­ndices legais no futuro, afirmou Gisa.

 

Confusão entre militantes do PP no final da sessão extraordinária

 

E foi o voto de Gisa Webber (PP) que acabou gerando um bate boca com agressíµes inclusive fí­sicas no final da votação do PL. O vice-prefeito Ildefonso Brocca não gostou de ver, mais uma vez, a vereadora Gisa Webber votar contra o governo. Ele falou alguma coisa para ela no final da sessão o que gerou resposta de familiares de Gisa e tréplicas agressivas de Brocca. E logo após, dois militantes tradicionais do PP da cidade apareceram no hall de entrada da casa brigando aos socos.

 

 A turma do "deixa disto" entrou em cena e apartou. Mas o caso resultou em BO na Delegacia de Polí­cia e poderá gerar processo.


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