APROVADO PL QUE CRIA E DOBRA NÚMERO DE CCs NA PREFEITURA DE TORRES

29 de dezembro de 2013

     

 Deomar Goulart (e) defendeu projeto como lí­der de governo e Alessandro (d) rechaçoue pediu que

 presidente do sindicato saia de cargo e assuma defesa do PT

 

 

Por sete votos a favor e cinco contra, foi aprovado na última sessão ordinária da Câmara Municipal de Torres, realizada na segunda-feira (22), o processo 314/2013, que cria novos cargos de Confiança (CCs) e Funçíµes Gratificadas (FGs) na prefeitura de Torres. Mais uma vez votado de forma antecipada, o PL complementa outro projeto, que aumentou em duas secretarias a estrutura orgânica da municipalidade e criou outras diretorias ligadas diretamente ao gabinete da prefeita. Diretorias, inclusive, aprovadas no PL desta segunda-feira, que, afinal, aumentam em mais um ní­vel o organograma das secretarias municipais da cidade.

Somente os quatro vereadores do PMDB “ Gimi, Alessandro, Marcos e Tubarão – e a vereadora Gisa Webber (PP) votaram contra o PL. Os vereadores do PT, Davino e Lú, além de Fábio (PP), Dê Goulart (PDT), Jeferson (PTB), Nego (PC do B) e Ernando Elias (PROS) votaram a favor. O vereador Machado (PT), presidente da casa, não precisou votar, pois não houve empate.

 

Salários de CCs crescem 30%, e vereadores ganham menos que secretários

 

Outra novidade no PL é o aumento em 30% dos salários dos CCs. E a oposição chiou… í‰ que tradicionalmente há uma polí­tica salarial integrada entre Câmara e prefeitura. Mas no ano de 2012, os vereadores da legislatura de então não conseguiram se mobilizar para votarem seus próprios aumentos salariais. A pressão do sindicato por aumentos dos salários dos servidores estáveis não dava ambiente para que os polí­ticos programassem aumento – de em torno de 50% – nos salários dos vereadores, já defasados há algum tempo, se comparados com outras Câmaras da região. E a lei exige que o aumento do salário dos vereadores seja votado no ano eleitoral, para valer durante toda a legislatura seguinte (quatro anos). Agora, aumento salarial para vereador, só em 2016.

No final das contas, os edis torrenses irão conviver durante os próximos três anos com salários muito menores que os dos secretários municipais, pois os aumentos de 30% aprovados irão enquadrar os subsí­dios de vereadores aos dos diretores do novo organograma da prefeitura. E é tradição em Torres que o rendimento dos dois cargos (vereador e secretário) seja similar.

 

Vereador pede para presidente do sindicato pedir demissão

 

Mas o vereador Alessandro (PMDB) reclamou com veemência da falta de consideração aos servidores estáveis e de carreira da prefeitura, que não receberam aumentos similares. Ele acha que haverá desmotivação, e os serviços públicos podem sofrer com isto. Alessandro chegou a pedir publicamente que o presidente do SIMPTO (sindicato da categoria), que também faz parte do diretório do PT em Torres, pedisse demissão de sua função, pois sequer estava presente na votação ocorrida na segunda-feira (22).

No governo passado este presidente enchia a Câmara, pressionava, dizia coisas contra descriminação da categoria, mas agora ninguém aparece para defender este aumento salarial justamente nos CCs, introduziu o vereador. Peça para sair, senhor André Dambrós. Se o partido pesa mais que a função sindicalista, sair é o que você deveria fazer, alfinetou Alessandro.

 

 


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