ARTIGO – Uma Praça Convalescente.

18 de janeiro de 2012

Maria Helena Tomé Gonçalves

   

                      Após os diversos pedidos de audiência ao Poder Público Municipal, sem respostas, após a manifestação pública pací­fica com o luto do povo da Praça XV, luto  interrompido por um Secretário Municipal sem razão aparente a não ser defender o descaso e o silêncio, após a mobilização dos internautas, após sermos a voz gritando no deserto da indiferença pedindo a restauração da Praça, finalmente ela está convalescendo. Sob os caprichosos cuidados do artesão e mestre em ferro Eliseu e da sua  Ferro Arte, após a cuidadosa pintura realizada por Pedro, Tiago e Iara, funcionários da Goela Goela, dispensados temporariamente do seu trabalho na Empresa e contratados pela Ferroa Arte para a tarefa de pintura, a nossa Pracinha está novamente se tornando habitável.

 

                      Finalmente, após tentarmos pela segunda vez uma audiência com o Secretário do Meio Ambiente, Sr. Alziro Ramos,  fomos recebidos por ele e seu assessor responsável pelas praças e jardins Gustavo Canela. Ficamos satisfeitos porque fomos compreendidos em nossa ansiedade e tivemos promessa de tentativa de solução para os nossos pedidos e sugestíµes em relação í  Praça. Ela convalesce lentamente e volta a ser linda. Aguardamos ainda a recuperação das instalaçíµes elétricas, a iluminação continua cheia de problemas, a Praça está meio í s escuras, a caixa de distribuição está danificada, faltam lâmpadas e globos, a iluminação de Natal continua ali í  espera de ser removida.

 

                      Solicitamos também a remoção das plantas ao redor do coreto e a renovação da vegetação arbustiva, o que começou a ser realizado. Mas falta muita coisa a ser realizada. Falta também despertar a consciência dos usuários para o seu dever de cuidar da Praça e de todos os espaços públicos. Esses espaços pertencem ao povo, o povo tem o direito de usar suas instalaçíµes e de usufruir da sua beleza e tranqí¼ilidade, porém a tais direitos corresponde o grande dever de zelar por tais bens, usar adequadamente os equipamentos, cuidar dos bancos, da iluminação, das plantas, do piso. Chamo a atenção para a quantidade de buracos feitos no piso para fincar tendas e bancadas pelas pessoas que estão usando a Praça para a realização das suas atividades. Eles vão embora e os buracos ficam, o piso fica todo detonado. Isso não é correto nem é justo. Clamo aos pais da gurizada dos skates. Verifiquem onde seus filhos estão andando  e o que fazem, questionem suas açíµes, imponham sua autoridade de pais e impeçam novamente a depredação do coreto da Praça e dos seu piso. Embora nossos pedidos, eles continuam teimando em andar de skates na Praça. Aos usuários do espaço, aos frequentadores da Praça pedimos que denunciem a desordem, a balbúrdia, a depredação. Disquem 190, chamem um guarda, tomem uma posição, imponham   a voz da razão e do direito coletivo.

 

                        As Praças são públicas, são nossas. Exerçamos nosso direito de usar esses espaços. Exerçamos nosso dever de cuidar desses espaços. Todos somos responsáveis pela sua manutenção.Cuidemos das nossas Praças! Nós as merecemos, vamos retribuir.  


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