AUTO – ESTIMA

22 de maio de 2012

 

Paula Borowsky

 

 Estima é amor próprio, é querer bem a si mesmo. í‰ ter autoconfiança, e não se comparar com outras pessoas, pois sabemos que somos singulares, respeitando nossas diferenças em relação aos outros sem querer ser alguém que não somos. í‰ poder aceitar uma crí­tica sem desmoronar como pessoa Termos autocrí­tica é bem diferente de ter menos valia e auto recriminação.

 Posso ouvir outra opinião, sem perder minha auto-estima, nem me despersonalizar, mas refletir e pensar que as pessoas são diferentes e pensam diferentes, e não querer dizer que uma ou outra maneira é certa e a outra é errada. Posso viver pensando que o meu jeito de viver é o único, e achar que o mundo deve ser como eu penso. Assim sofro mais, porque no mundo existem várias possibilidades e jeitos diferentes de pensar e agir sobre as mesmas coisas. Não posso insistir ou impor algo a alguém só porque eu acredito, mas devo sim aprender a dialogar, ouvir, falar… Nem sempre chegamos a um consenso, mas isso não quer dizer que tenhamos que romper com as pessoas, ou virarmos inimigos dela, brigar ou odiá-la, mas sim respeitar as diferenças, já que somente quando sou inseguro em relação aquilo que acredito é que necessito convencer o outro do que penso.

Existe uma diferença entre discutir e dialogar. Na primeira se parte do princí­pio de que ele ou eu têm razão, um é dono da verdade. Por que as pessoas agem assim? No fundo são inseguras e precisam que o outro aceite sua opinião, que o aprove, e isto geralmente termina em briga, inimizade. No diálogo existe o respeito í  opinião, sabendo que não é necessário haver concordância. Ou seja, continuo acreditando na minha ideia mesmo o outro discordando, mas não vou impor o meu jeito. Há pessoas que se diminuem somente porque o outro tem mais cultura, tí­tulos, ou um cargo importante. Esta pessoa fica envergonhada de se expor, lhe falta auto-estima… Não é que o outro a desvaloriza, mas sim ela mesma… Ela pode pensar dentro dela, eu tenho meu valor, minha opinião, e silenciar não porque tem medo, vergonha, mas porque sabe que não precisa brigar para fazer valer sua ideia.

Silenciar não quer dizer concordar. Eu tenho que me amar primeiro, e isso não quer dizer ser mais que os outros e sim eu me aceitar do jeito que sou, como um ser único. Na discussão geralmente existem trocas de ofensas, julgamentos, e saí­mos frustrados porque não conseguimos convencer o outro, e assim o julgamos como teimoso, cabeçudo… Por fim,   só poderei ser capaz de amar o outro se sou capaz de me gostar como sou. Quanto mais maduro, seguro e autoconfiante o indiví­duo, maior sua flexibilidade social, para tolerar diferenças e frustraçíµes.    


Publicado em:







Veja Também





Links Patrocinados