Paula Borowsky
Estima é amor próprio, é querer bem a si mesmo. í‰ ter autoconfiança, e não se comparar com outras pessoas, pois sabemos que somos singulares, respeitando nossas diferenças em relação aos outros sem querer ser alguém que não somos. í‰ poder aceitar uma crítica sem desmoronar como pessoa Termos autocrítica é bem diferente de ter menos valia e auto recriminação.
Posso ouvir outra opinião, sem perder minha auto-estima, nem me despersonalizar, mas refletir e pensar que as pessoas são diferentes e pensam diferentes, e não querer dizer que uma ou outra maneira é certa e a outra é errada. Posso viver pensando que o meu jeito de viver é o único, e achar que o mundo deve ser como eu penso. Assim sofro mais, porque no mundo existem várias possibilidades e jeitos diferentes de pensar e agir sobre as mesmas coisas. Não posso insistir ou impor algo a alguém só porque eu acredito, mas devo sim aprender a dialogar, ouvir, falar… Nem sempre chegamos a um consenso, mas isso não quer dizer que tenhamos que romper com as pessoas, ou virarmos inimigos dela, brigar ou odiá-la, mas sim respeitar as diferenças, já que somente quando sou inseguro em relação aquilo que acredito é que necessito convencer o outro do que penso.
Existe uma diferença entre discutir e dialogar. Na primeira se parte do princípio de que ele ou eu têm razão, um é dono da verdade. Por que as pessoas agem assim? No fundo são inseguras e precisam que o outro aceite sua opinião, que o aprove, e isto geralmente termina em briga, inimizade. No diálogo existe o respeito í opinião, sabendo que não é necessário haver concordância. Ou seja, continuo acreditando na minha ideia mesmo o outro discordando, mas não vou impor o meu jeito. Há pessoas que se diminuem somente porque o outro tem mais cultura, títulos, ou um cargo importante. Esta pessoa fica envergonhada de se expor, lhe falta auto-estima… Não é que o outro a desvaloriza, mas sim ela mesma… Ela pode pensar dentro dela, eu tenho meu valor, minha opinião, e silenciar não porque tem medo, vergonha, mas porque sabe que não precisa brigar para fazer valer sua ideia.
Silenciar não quer dizer concordar. Eu tenho que me amar primeiro, e isso não quer dizer ser mais que os outros e sim eu me aceitar do jeito que sou, como um ser único. Na discussão geralmente existem trocas de ofensas, julgamentos, e saímos frustrados porque não conseguimos convencer o outro, e assim o julgamos como teimoso, cabeçudo… Por fim, só poderei ser capaz de amar o outro se sou capaz de me gostar como sou. Quanto mais maduro, seguro e autoconfiante o indivíduo, maior sua flexibilidade social, para tolerar diferenças e frustraçíµes.


