Autodidata éum ignorante por conta própria” – Mário Quintana

1 de julho de 2010

                                                                                                                                                   

   por ZILKA JACQUES        

 

                                A relação entre a Arte e a Ilusão é absolutamente indissolúvel. Só há sentido na criação, quando a ilusão que acomete o artista, suspende seu domí­nio lógico, alargando os limites da noção de realidade. E por ser autí´nomo o domí­nio da arte, a autonomia do artista está justamente em sua utopia, neste desejo de traduzir esse universo inefável para uma linguagem compreensí­vel í  razão, porém, quando o faz, ela fala numa lí­ngua liberta de meios exclusivos, e ultrapassa todo e qualquer senso comum. Desta forma, mais do que traduzir seu desejo o artista constitui uma linguagem universal. Seu discurso visa e deve atender a necessidades independentes de quaisquer fatores culturais, polí­ticos, filosóficos ou religiosos.    

                           A movimentação cultural do Pátio, na semana, foi em torno da pintura, do cinema, da encenação literária e da gastronomia.

 

 

 

 

As discussíµes sobre a questão solidariedade do filme Um sonho possí­vel.    

 

 

 

A chef elaborando seu Coq au Vin

 com  degustação  e harmonização de bebidas.    

 

 

 

 

Momento do sarau de poesia nativista

 

 

Dia 3, teremos um desfile com apresentação de roupas e acessórios feito í  mão, ou seja, artesanato puro. Também informamos que estão abertas as inscriçíµes para um curso de Risotos no espaço gourmet do Pátio, aberto sempre das 14 í s 20h, de segunda a sábado.

 

   

Revista literária

   

Li e considero muito boa a peça teatral escrita por João Petrillo Miranda. Para quem não sabe, João é um talento local e se inspirou ao ler Ensaio sobre a Cegueira de Saramago. í‰, A Descarga, a luta do homem entre razão e emoção. Agora é arregaçar as mangas para apresentar o belo texto.

 

   

A palavra do dia com Silvério Bittencourt

   

Como Alberto Caeiro eu te saúdo Fernando    

Como Alberto Caeiro eu te saúdo Fernando  

Tu que não amaste nada por que a tudo  

compreendia  

Te saúdo, pois sou fraco e denso e humano  

Vejo o mundo  

Mas não existo além dos vasos de porcelana  

Te saúdo pois meus olhos não passam de olhos  

E tu foste o rebanho espalhado pela pradaria  

Como Alberto Caeiro, então,

 Eu te saúdo Fernando.

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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