Paula Borowsky
Alguns pais imaginam que para não perderem a autoridade devem ser poucos afetivos com seu filhos, brabos e impositivos, quandoa verdadeira autoridade, se conquista e não se impíµe í s custas do medo, maltrato e humilhação. Não garantimos a autoridade e respeito com nossos filhos só porque somos pais, mas quando existe uma coerência entre o que falamos e fazemos. Esta questão realmente é desafiadora, pois é realmente é árduo e complexo a tarefa de educar nossos filhos, ainda mais nos tempos atuais em que vivemos num mundo de mudanças frenéticas, valores descartáveis e transitórios, o que concorre para a perda da nossa referência do certo e errado.
O significado de limite ficou distorcido, e entendido como uma licença para exercer uma postura autoritária, de controle total ou até violência. Realmente é difícil saber quando acaba a autoridade e quando começa o autoritarismo.
Autoritário é aquele que exerce o poder utilizando como referencial apenas o seu ponto de vista, ou seja, o dono da verdade, usando, algumas vezes, de coerção e força física. Nesta situação, o filho poderá obedecer por medo de sofrer uma agressão, e muito menos por ter compreendido as razíµes pelas quais seu comportamentoé reprovável.
Então como conquistar a autoridade com nossos filhos? Bem, não podemos esquecer que ela é conseqí¼ência da admiração e respeito do filho pelos pais; ou seja podemos transmitir firmeza com amor e carinho. Pois dar limites deve ser entendido como um ato de amor e de proteção e não como castigo e humilhação, que não tem nenhum valor educativo, mas agressivo e vingativo.
No extremo oposto, uma criança que não aprendeu a ter limites para o seu querer, para seus desejos, que tudo quer e tudo pode, tende a ser mais insegura, ansiosa, apresentando descontrole emocional e ataques de raiva frente í s frustraçíµes inevitáveis da vida. Ao mesmo tempo, que, com a permissividade dos pais, ela poderá não se sentir suficientemente amada e protegida, porque dar limites é cuidar e amar!


