opinião – Boa didática, melhorias possí­veis

1 de julho de 2011

Boa didática, pouca eficiência

 

   

A reunião regional da Consulta Popular (agora chamada de Orçamento cidadão) que teve em Osório na segunda-feira mostra cabalmente duas coisas, uma positiva e outra negativa. A positiva é a convivência entre as pessoas para definir prioridades de aplicação dos recursos públicos, um exercí­cio que seve para a vida, que nada mais é do que conviver na famí­lia, no trabalho e na sociedade em geral com as diferenças e a possibilidade de mudar de idéia ou fazer com que grupos mudem de idéia, âmago da democracia.    

Já a negativa é de haver um envolvimento tão grande de pessoas para a disponibilização de tão poucos recursos. O pior desta mazela é a tendência dos movimentos corporativos de funcionários públicos aproveitarem a chance e puxarem para si recursos para a melhoria de seu trabalho. í‰ ruim porque na maioria são demandas que deveriam ser supridas por despesas correntes do Estado. Seria bom se as mesmas corporaçíµes pedissem açíµes impactantes, que seriam extraordinárias para seus locais de trabalho. Por exemplo, ao invés de pedir para trocar viatura de 10 anos, seria melhor se pedissem viaturas diferenciadas para a polí­cia cumprir as demandas especí­ficas regionais. Ao invés de servidores de saúde pedirem verba para uma nova ambulância, que pedissem um aparelho especí­fico de diagnóstico para atender enfermidades especí­ficas da região.

O processo, portanto é didático, sugere crescimento pessoal, mas é ineficiente.

 

 

   

 Boa didática, melhorias possí­veis

   

Como o processo do Orçamento desta vez conta com pessoas contratadas pelo governo do RS para coordenar as definiçíµes, pessoas competentes, dentre elas a ex- vereadora Ní­lvia e seu companheiro de PT Sandro, na próxima etapa do orçamento, nas cidades, sugiro que se reduza o número de projetos a serem escolhidos e, mas ainda, sugiro que o nome dos mesmos  seja mais objetivo, já voltado para as açíµes em si. Repito o que sugeriu o prefeito de Osório Romildo Bolzan na abertura da reunião do Orçamento em Osório, na segunda-feira.   Ele pediu para que retirasse de todo o orçamento intervençíµes financeiras públicas que sejam referentes í s ATIVIDADES MEIO OU MANUTENí‡íƒO.   Se for tirado isto, a chance do povo escolher algo que signifique ganhos estruturais para as cidades ou região (melhor ainda) é muito maior. E Romildo faz parte da base aliada de Tarso, é presidente do PDT, portanto deveria ser muito ouvido.

 

   

 Vereador Rogerinho não concorda com a Coluna

   

O vereador Rogerinho na última sessão da Câmara reclamou da opinião da coluna referente intenção de desviar os méritos reais da obtenção de verbas públicas para Torres em Brasí­lia. Ele disse que nunca teve a intenção de desviar os louros; queria, sim, lembrar que os recursos vêm através do Ministério das Cidades, ocupado pelo seu PP em Brasí­lia. Ele disse ainda que na verdade queria é deixar claro que seu partido não estava por trás da sugerida pela municipalidade força oculta que estaria tentando colocar areia nos R$ 3 milhíµes da FUNASA para Torres. Que bom, entendi errado, então.

 

   

Discurso contundente

   Na cerimí´nia de assinatura da ordem de serviço das obras do calçadão da Praia Grande, o prefeito João Alberto desabafou. Não merece voto quem trabalha para prejudicar sua própria cidade, afirmou João, quando se referiu a uma força oculta que estaria atuando contra a aprovação dos recursos vindos da FUNASA de R$ 3 milhíµes para equipar o sistema de limpeza urbana e de processamento de resí­duos de Torres.

 

 Minha opinião é a e que a FUNASA vai, sim, mandar os recursos para Torres. Se não mandar, será por uma ordem maior de Brasí­lia, sem ação dos gestores do programa aqui no Estado. Mas houve, sim, uma vontade polí­tica da vereadora Ní­lvia em participar mais dos debates finais da liberação dos recursos e levar algum ativo eleitoral para si. Ficou claro isto.    

Houve uma Audiência Pública que não teria, não estava programada no convênio; houve o convite aos catadores de lixo, supondo que eles não estariam contemplados no processo; e houve fofocas mais, que criaram mais vários outros pêlos a serem achados em casca de ovo. Tomara que a cidade não perca o recurso, ninguém ficaria feliz.  

Não imagino que tenha havido vontade de brecar o processo por parte de Ní­lvia. Ela queria legitimamente participar das decisíµes finais, junto com a população, para se promover para o pleito de 2012. Mas esta vontade pode ter aberto uma ferida que pode ter efetivamente brecado o projeto, praticamente aprovado. Colocou-se, sim, areia nos olhos, quando tudo estava indo bem, sem nenhuma má intenção da prefeitura, que quer melhorar os equipamentos da cidade na limpeza publica e no processo de Coleta Seletiva.  

O PMDB conseguiu adiar o prazo para a utilização dos restos a pagar pelo governo Federal. Portanto, agora há tempo hábil, se não sair, efetivamente será por má vontade de alguém, oculto ou em carne e osso.

 

   

Regra é regra, mesmo que sugira mudanças

   

O editorial de Zero Hora criticou a pressão do PMDB para transferir o prazo de vencimento da utilização dos Restos a Pagar de projetos do governo anterior, onde os recursos da FUNASA aqui para Torres estavam incluí­dos, junto com outros vários de outras várias cidades espalhadas Brasil afora. ZH disse que se tratava de politicagem e que isto teria que terminar, pois o paí­s poderia ficar sem votar matérias importantes por conta da pressão peemedebista de trancar a pauta pela liberação de novo prazo para o repasse dos recursos, que são grandes, principalmente para a realidade dos municí­pios brasileiros.  

Sou contra a posição do Editorial do melhor jornal do RS. Concordo que as emendas deveriam ser extintas. Os recursos deveriam estar dentro dos orçamentos, sem pessoalidade. Mas já que eles existem, é justo, sim, que haja pressão, já que o governo federal retira dos orçamentos os recursos justamente para dar í s posiçíµes polí­ticas individuais a possibilidade de utilizá-los. í‰ legí­tima a pressão assim como é mais legí­tima ainda a realização do encaminhamento das verbas. Se elas forem retiradas no futuro, devem naturalmente ser incluí­das nos orçamentos dos ministérios, pois municí­pio já recebe pouco e não pode abrir mão de dinheiro nenhum no sistema tributário atual.

 

   

Boa aquisição, boa transferência

   

O ex-vereador Nilson Shardosin será empossado como novo secretário de Desenvolvimento e Gestão de Torres. A prefeitura criou outra secretaria, pelo menos um novo status de, a de Projetos, onde atuará o antecessor de Shardosin, o atual secretário João Alexandre Negrini.

 A cidade ganhará com isto. í‰ que Negrini terá um trabalho direto em projetos novos e que estão em andamento, justamente para evitar os emperramentos burocráticos que acontecem por conta das várias exigências documentais do governo federal e do governo estadual. Já Shardosin se mostrou muito profí­cuo em seu trabalho, tanto na secretaria nos primeiros anos do governo João Alberto, quanto na Câmara Municipal, onde se mostrou um polí­tico de vanguarda no que diz respeito aos paradigmas da polí­tica tradicional. Vamos ganhar com isto, e por quase nada de custos.    

 

PTB se organizando, previsíµes para o pleito…

   

E uma das coisas que transcendem a entrada do Shardosin na secretaria da municipalidade é a aproximação maior entre o PTB de Torres e o PMDB, provavelmente já visando uma coligação futura. Shardosin voltou para o partido após ter saí­do, ido para o PPS… Voltou para onde iniciou sua carreira na polí­tica.    

Nesta semana que passou o PTB recebeu em Torres o deputado Busato,  para deixar claro que foi dele a emenda parlamentar que proporcionou que a Praia Grande esteja recebendo as reformas anunciadas na terça-feira. Após teve um almoço no CAPESCA, prestigiado pela cúpula do PMDB, onde o partido apresentou novas filiaçíµes, muitas delas vindas do PPS, de pessoas que também, como Shardosin, saí­ram do PTB e ingressaram no PPS por desentendimentos internos há época. Mas tem gente nova nos trabalhistas petebistas.  

Shardosin me confidenciou ainda que cursos de formação polí­tica serão oferecidos para todos os filiados do partido aqui em Torres. Os candidatos a candidatos í  vereança do partido receberão noçíµes básicas de rotinas e legislação dos processos legislativos e executivos para, se eleitos, entrem na casa legislativa com mais bagagem , para já saí­rem trabalhando.

 Arrisco um palpite: Shardosin será o candidato í  cadeira de prefeito em 2012 pelo PTB e estará, eu diria, bastante aberto a compor com o PMDB recebendo a vaga de Vice na chapa para o pleito. í‰ claro que tudo iniciará sem deixar isto claro, mas o movimento sugere esta possibilidade.   Vamos ver.


Publicado em:







Veja Também





Links Patrocinados