Cada macaco no seu galho

15 de abril de 2012

 

A questão da semana na mí­dia nacional foi a decisão do STF sobre a liberação da interrupção da gravidez para casos de fetos comprovadamente encefálicos. Mais uma vez apareceram os fanáticos religiosos para tentar misturar fé, religiosidade, dogmas de igrejas com a lei. Isto não é saudável.

Não que as pessoas que acreditam mais na lei de Deus do que na lei dos homens não possam continuar acreditando no que acreditavam antes. Podem, sim, a questão é de foro religioso e deve ser respeitada, mas no foro religioso. O que não é cidadão é querer que os juristas da nação tenham decisíµes baseadas em crenças ao invés de terem as mesmas decisíµes baseados nas comprovaçíµes cientí­ficas.

Se uma religião ou outra trabalha com a verdade religiosa que homossexuais não deveriam ter o mesmo direito dos heterossexuais,  tudo bem, mas tudo em pra os seguidores… na lei do deus deles. Não deveriam, no entanto,  exigir esta separação comprovadamente preconceituosa nas leis da nação, a lei dos homens racionais. O avanço nesta área nos paí­ses desenvolvidos já é notório e o Brasil não deve ficar para trás.

Se outra religião acha que mulheres são inferiores, que fique na igreja deles. Na sociedade ela é inteligentemente considerada igual ao homem.

Portanto, na questão da interrupção da gravidez, deverí­amos, todos, torcer para nossos legisladores se basearem em provas cientí­ficas. Na antiguidade a maioria das religiíµes matava em nome da vontade de Deus, como se o SENHOR aceitasse assassinatos de pessoas, pais ou mães de famí­lias,  em guerras,  a maioria ridí­culas, por causas egoí­stas e preconceituosas. Outras queimavam gente viva. Não vamos querer voltara a este tempo de loucuras. Cuidado! Você religioso radical ou um familiar seu pode, sim, ser uma ví­tima de radicalismos opostos aos seus. Cuidado!  

   

 

Bola ao centro?

 

Após anúncios de coligaçíµes antecipadas para o pleito deste ano em Torres, parece que a questão passou e… bola ao centro, tudo inicia novamente, se não vejamos:

O PT anunciou aos ventos que a aliança com o PDT já estava certa. Errou. O partido dos brizolistas ameaça se unir ao frentão e se coligar com o PMDB.  Portanto, de certo não tem nada… O mesmo PT anunciou várias vezes que o PP estaria com  ele formalmente.  O vereador Brocca seria o indicado para vice. Nada… O PP já tem outro candidato, que parece estar disposto a concorrer sozinho, vontade dos pepistas tradicionais. Brocca também está no páreo para ir como cabeça de chapa. E ainda existe uma corrente que insiste que o PP de Torres acabaria se aliando ao PMDB, para garantir o vice e estar mais próximo das decisíµes estaduais e federais, postura que não agrada a maioria pela rivalidade local entre a antiga Arena e o MDB, coisa tipo Grenal em Torres, mas que na hora de escolher entre PMDB e PT, faz cócegas nos mesmos pepistas rivais do PMDB.

O PTB está quieto. Movimentos previstos na prefeitura dão espaço para se especular que o partido vai lançar Shardosin como candidato í  prefeitura. Ele vai querer a garantia como vice do PMDB ou deverá querer liderar outra cabeça de chapa. Vale lembrar que a igreja do pastor Shardosin está com ele, muito voto, muito apoio.

Os próximos dois   meses devem ser de muita negociação.

 

Bola ao centro 2

 

Já no PMDB parece que há uma trégua no ar. Gimi foi eleito dentro da agremiação, por 7 a 3, como lí­der do partido na Câmara,  o que reativou a motivação do velho candidato a ser o representante do  PMDB para concorrer í  prefeitura, velho porque Gimi já quase consegue isto desde 2004. Naquele ano, João Alberto apareceu e ganhou nas prévias da agremiação de Gimi. Em 2004, quase que o vereador que já está no quarto mandato,  entra de vive de João na candidatura. Se ele aceitasse, talvez fosse vice. Pardal acabou sendo o escolhido entre o trio Pardal, Gimi e Shardosin, na desistência de Cafrune do PSDB, que deixou a chapa de João a ver navios por duas semanas.

Pardal está quieto, trabalha como vice, aparece aqui e ali, e teve uma boa postura como prefeito nas férias do titular João Alberto, principalmente na questão da pressão dos servidores públicos por aumento salarial.

José Ivan parece que desistiu de entrar no páreo, pelo menos brigando no front. Vai ficar í  disposição do partido, quieto, em seu canto. Até porque em 2016 tem eleição na Vila, e lá ele já entra bem e concorre com Brocca com chances boas, pois está no partido que tem a caneta na mão.

Já os outros que estão se disponibilizando, principalmente João Oriques, o mais visí­vel, devem ficar nesta de se colocar í  disposição, sem muito alarde. Parece que o prefeito deu uma batida na mesa e acalmou os ânimos.

 

Secretarias em aberto

 

Saí­ram quatro secretários na semana passada do governo  João Alberto por conta da lei eleitoral, que obriga a retirada dos polí­ticos com cargos de chefia das prefeituras, caso venham eles concorrer no pleito.  João Oriques entrega o cargo de secretário de Tributação e atendimento ao cidadão; Tubarão entregou a secretaria de Ação Social, vai para vereador; Léa Grundler deixou a secretaria estrategicamente. O PMDB pode usar a secretária licenciada para ser vice pura, na chapa com o candidato í  prefeitura, e pode pedir para Léa colaborar com seus votos garantidos por seu belo trabalho e voltar í  Câmara; Pardal saiu da Secretaria de Saúde. Agora é só vice de novo.

São vagas em aberto. Elas podem servir para acomodar partidos parceiros para que assim o continuem;  podem ser ocupadas por nomes técnicos, afinal são mais de oito meses de trabalho; e podem, inclusive, servir pra dar chance para os servidores concursados, muitos deles com competência de sobra para ocuparem as chefias das pastas. Veremos.      

 

Dinheiro e ponto final

 

 

Tenho certeza absoluta que se as agremiaçíµes partidárias em Torres recebessem recursos financeiros dos partidos, a coisa em Torres seria mais competitiva. Acho que o PTB de Shardosin entraria com candidatura de cabeça de chapa, só aceitaria coligaçíµes para vice. O PP então, certamente iria sozinho, com Brocca, De Rose, Rogerinho…   Só aí­ seriam mais duas candidaturas para concorrer com o PMDB (com candidato ainda indefinido) e com o PT de Ní­lvia.    

E devem ter outros nomes, em outros partidos, com boa densidade eleitoral que sequer colocam seus nomes na pauta, pois não têm dinheiro. Dentro do PP, por exemplo, parece que a questão é apoio financeiro individual, do candidato. Brocca, um simples microempresário, não tem cacife para bancar o necessário. E aí­ os apoios ficam consignados í  nomes, não í  história nem í  capacidade de votos em alguns casos.

A comunidade é que deveria se reunir e definir para onde quer ir e ajudar candidatos, por ideologia. Sabe-se que isto é difí­cil, a maioria das vezes os apoios são cobrados adiante, o que dificulta a aliança ou dificulta a gestão a seguir caso sejam eleitos os apoiados.

í‰ por isso que os partidos deveriam receber verbas nacionais para concorrerem nas cidades, mas os lí­deres preferem gastar os recursos em propaganda de TV, a maioria ruim e pouco efetiva.  

 

Dinheiro e ponto final 2

 

Na cidade existem segmentos especí­ficos que não dependem da população de Torres para sobreviver, para enriquecer em alguns casos. Mas necessitam da gestão da cidade para crescer, para realizar seus sonhos empreendedores. Cidade turí­stica é assim: quem ganha dinheiro no verão não precisa do povo: depende somente do turista e do veranista. Mas a cidade é a mesma, este é o ponto.

Mesmo muitos não fazendo questão de ter participação ativa na sociedade e na polí­tica, não se importando muito com o que acontece com os pobres, com a educação pública, com os bairros periféricos; muitos, ainda, consumindo fora da cidade, na capital ou em Criciúma, não colaborando com a mí­dia local, etc., eles deveriam no mí­nimo escolher um representante dos ideais do grupo na Câmara. Melhor ainda se escolhessem e ajudassem financeiramente um candidato X, Y ou Z para prefeito.

Mas não é o que se vê, pelo menos formalmente. E as agremiaçíµes ficam se obrigando a literalmente correr atrás de apoios, muitos com segundas intençíµes egoí­stas, quando poderiam ser apoiadas por segmentos turí­sticos que buscam ideais. Vamos ver se neste ano, neste pleito de outubro, a coisa modifica.    


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