Cãmara aprova contratação emergencial de servidores da saúde, mas só por três meses
9 de abril de 2011
Foi aprovado na última sessão da Câmara Municipal, realizada na segunda-feira (4), o projeto de lei de autoria do executivo municipal que pede aprovação para a contratação emergencial de servidores para trabalharem na Saúde Pública de Torres, em regime de contratos emergências de trabalho, sem concurso público. São várias vagas que estavam até o ano passado sendo supridas pela municipalidade através de um convênio com a AMLINORTE (utilizado por várias outras prefeituras), que foi apontado pelo Tribunal de contas como irregular. As autoridades na época alegaram que o tipo de contratação teria que ser de caráter definitivo, por serem trabalhadores de projetos estruturados dentro da secretaria de Saúde de Torres.
Mas os vereadores deram prazo. Foi feita uma emenda supletiva, que aprovou a contratação apenas até o dia 30 de junho. Conforme exigiram alguns vereadores na votação, eles querem que até o prazo definido, a prefeitura já tenha confeccionado uma forma de contratação definitiva para os servidores. Para alguns, a fórmula que aprovariam seria somente a do concurso público para o recrutamento de servidores estáveis para a ocupação dos cargos da secretaria de saúde; e para outros surgiu a idéia de contrataçíµes por concurso, mas de contratos regidos pela CLT, com possibilidade de demissão sem justa causa, somente por não adaptabilidade, como funciona na iniciativa privada.
Problema é crí´nico para as prefeituras em geral
Casualmente a problemática se estende a vários outros municípios. Porto Alegre aprovou oficialmente na Câmara da Capital a criação de uma Fundação para administrar os recursos humanos da Saúde Pública da cidade na última quarta-feira. A questão central do problema é a falta de segurança das prefeituras sobre os repasses dos governos federal e Estadual para as municipalidades. í‰ que são criados projetos com recursos nacionais e estaduais para serem implementados nos municípios, mas as prefeituras não têm dinheiro para pagar os custos fixos da manutenção dos mesmos. Elas necessitam mensalmente dos repasses conveniados, mas temem que os programas recebam cortes e as municipalidades tenham de manter os servidores contratados, pois a lei não permite demissão: eles são estáveis caso sejam contratados por concurso público, em regime estatutário.
A questão ainda deve ser polêmica em Torres. Existem vereadores que são quase que radicais na questão da contratação por concurso público, mas outra corrente defende a contratação via CLT. A questão que fica subjetiva no processo é a sugestão da oposição (sempre presente em qualquer câmara) da possibilidade de apadrinhamento das contrataçíµes por parte do executivo. Mas a questão do concurso, sem necessidade de contratação via CLT, derruba esta insinuação, pois sugere contratos por competência auferida nas provas concursais.


