Cãmara de Vereadores promove campanha contra a Violência Doméstica e Infantil em Torres
4 de abril de 2011
Conforme anunciado na tribuna da Câmara no começo do ano, o Presidente do Legislativo de Torres, Gibraltar Vidal, o Gimi (PMDB) está colocando em prática Campanha contra a Violência Domestica e Infantil em Torres e região. A Campanha, que vai ser lançada em Abril, tem o apoio entre outras, da Secretaria do Bem Estar Social através do secretário Carlos (Tubarão), do Conselho Tutelar e da Secretária de Educação.
Gimi colocou em reunião, com a presença dos Vereadores George Rech, Machado, Conselho Tutelar e Secretário Tubarão, que pelo menos uma em cada três mulheres no mundo é ou já foi espancada ou abusada sexualmente. As estatísticas não param por aí. Mostram que, apesar de todos os avanços femininos na luta por seus direitos, ainda se está longe do fim da violência domestica, ou seja, as mulheres ainda apanham dos homens.
Na contramão das diversas conquistas efetivas das mulheres, especialmente no âmbito do mercado de trabalho e de todos os discursos de que o machismo faz parte do passado e de que há igualdade entre homens e mulheres, as estatísticas mostram que o sexo feminino continua, por muitas pessoas, a ser tratado com preconceito e de maneira desrespeitosa. De acordo com uma pesquisa de 2000, da Comission on the Status of Women da ONU, no mundo, de cada três mulheres, pelo menos uma já foi espancada ou violentada sexualmente. O dado faz refletir sobre o fato de não serem apenas as mulheres de baixa renda (financeiramente dependentes do marido ou companheiro) que sofrem violência doméstica. Em 2001, a Fundação Perseu Abramo mostrou que:
– uma em cada cinco brasileiras já foi agredida por um homem;
– pelo menos 6,8 milhíµes de mulheres, no Brasil, já foram espancadas pelo menos uma vez, sendo que, no mínimo, 2,1 milhíµes são espancadas por ano (uma a cada 15 segundos);
A Pesquisa sobre Violência Doméstica Contra a Mulher, realizada pelo Data Senado, em 2007, acrescenta que:
– para 35% das mulheres agredidas no Brasil, a violência doméstica começa por volta dos 19 anos;
– ao menos para 28% delas, os atos de agressão se repetem;
– as causas da violência doméstica normalmente estão associadas a ciúme e embriaguez do parceiro.
Ainda, das mais de 20 mil denúncias feitas í Central de Atendimento í Mulher (Ligue 180), em julho de 2007:
– 73% se referiam í violência praticada pelo marido;
– 59% alegaram sofrer agressíµes diárias;
– 70% sentem correr risco de espancamento ou morte
– 57% afirmaram que os agressores faziam uso de entorpecentes.
Em relação í violência infantil há também motivos para grande preocupação e precisa ser combatida com veemência. Nela, nem sempre consiste a agressão física propriamente dita, que é ostensiva, visível, que causa í s vezes clamor social; Trata-se de uma violência silenciosa, evidente, mas, não vista (ou não se quer ver), perpetrada í s vezes a luz do dia, aos olhos da sociedade e das autoridades, porém passa despercebida e é mais difícil de combater.
A Câmara está recebendo grande apoio da sociedade civil organizada e pretende com esta iniciativa colocar estes assuntos em discussão e debates, afirmou Gimi. Por isto a casa continua, este ano, com a campanha Crack, esse não joga no meu time, encerrou.


