Cãmara pede ao MP de Torres documentação detalhada sobre inqué rito contra prefeito e vice de Torres

22 de abril de 2011

A Câmara de Vereadores de Torres, através de sua mesa diretora encaminhou ofí­cio ao Ministério Público pedindo que a promotoria local mande documentação sobre o processo que move contra o prefeito João Alberto Machado Cardoso e seu Vice Pardal, sugerindo que é inconstitucional a lei de autoria do executivo que regula imóveis irregulares em Torres com o pagamento de multas.    

No corpo do texto do ofí­cio assinado pelo presidente da casa Gibraltar Vidal, o Gimi (PMDB), a Câmara também cita que necessita de toda a documentação detalhada, que prove de forma cabal as acusaçíµes do Ministério Público contra empresas e empresários torrenses, já que a casa legislativa considera graves as acusaçíµes.  

O Ministério Público entrou com a ação contra o prefeito de Torres invocando a inconstitucionalidade da lei que está em fase de análise na Câmara de Vereadores, de autoria do Poder Executivo, que dá chance de regularização de obras em todo o municí­pio. A alegação seria por não ter tido Audiência Púbica antes do encaminhamento da lei para a casa legislativa. Mas houve audiência pública. Não houve antes, no projeto de lei com o mesmo objetivo aprovado em 2008, sob o qual o mesmo MP entrou também com uma ação de inconstitucionalidade e o Tribunal de Justiça julgou procedente a demanda do MP.  

A postura da casa legislativa sobre a ação do Ministério Público contra a prefeitura ocorre por conta de a mesma ter sido oficiada da atitude do MP entrar na justiça contra o prefeito, antes mesmo de a própria prefeitura receber o ofí­cio da ação.  O MP sugeriu inclusive que os vereadores poderiam ser responsabilizados caso votassem a matéria.  

 A procuradora do municí­pio Patrí­cia Farias, na tribuna da casa na semana anterior, sugeriu que o MP poderia estar influindo no processo livre do Poder Legislativo, já que a matéria estava correta, documentada e necessitava dos trâmites normais, além de lembrar que o Legislativo é independente.          


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