Cartas Abertas í  Prefeita Eleita de Torres 6.SOS Eventos Turí­sticos

17 de dezembro de 2012

     

 MARIA HELENA TOMí‰ GONí‡ALVES     (mhtome.@hotmail.com)

                      Torres tem no turismo sua principal fonte de renda e emprego, seguindo-se nesse momento a construção civil, a prestação de serviços e o comércio. Não temos indústrias de grande porte, nem temos grandes hotéis ou resorts. Nossa economia continua dependente de boas temporadas de verão e da vinda de veranistas e turistas nessa época. Ainda não acordamos para, verdadeiramente, incrementar nossa vocação turí­stica com a promoção de grandes e bons eventos durante o ano todo. Ao contrário de outras cidades turí­sticas brasileiras que aprenderam de forma muito criativa a explorar não apenas os feriadíµes oficiais do calendário civil e religioso, mas criaram muitos bons motivos para atrair visitantes, continuamos quase tão somente com o veraneio. Excetuando o Festival de Balonismo e o Revéillon nenhum outro grande evento tem sido programado com força de atração de visitantes. O que temos é muito pouco para fazer nossa economia crescer e atender a todas as demandas do nosso crescimento populacional permanente.

                      Senhora Prefeita, a Secretaria de Turismo precisa ser considerada como um dos principais setores a puxar nosso desenvolvimento. Não podemos mais continuar dormindo em berço esplêndido esperando que visitantes caiam do céu para aqui deixar recursos que alimentem nossa economia se pensarmos em apenas oferecer-lhes nossas paisagens maravilhosas, as quais podem ser rapidamente visitadas em um dia ou dois. Turismo eficiente se faz com criatividade, empenho e trabalho, aspectos um tanto adormecidos ou inexistentes na nossa realidade. Vale para isso a máxima popular: Se temos apenas um limão façamos dele uma gostosa e atraente limonada. Para isso, além do limão puro e azedo, é preciso inventividade para sua apresentação de forma bonita e atraente, é preciso trabalho para espremer e saborizar o limão com açúcar, água, especiarias, é preciso um copo transparente, limpo e de bom formato para acondicionar nossa limonada, vale adoçar sua borda com um fio de açúcar, que até pode ser colorido e enfeitado com uma casquinha do próprio limão cortada em formato sinuoso ou um pequeno gomo do próprio limão, é oportuno servi-la numa bela bandeja adornada com um guardanapo de renda e, por que não, com uma flor… entenda Senhora Prefeita, uma boa limonada capaz de despertar a gula do sedento, precisa ser bem mais do que um limão espremido a mão para produzir um suco puro e azedo.

                      Eis mais um desafio, um grande desafio para nossa futura/já iminente administração, um desafio prioritário, estabelecer uma Secretaria de Turismo e um Conselho Municipal de Turismo formados por gente capacitada, chefiada por um lí­der com vontade férrea de fazer e liberdade total para fazer, assessorado por técnicos eficientes e apoiado por verbas satisfatórias í s necessidades prementes de criação de um calendário de eventos que vá, aos poucos, puxando para o ano todo, motivos que tragam gente e mais gente para Torres. Para isso, além do turismo de lazer é conveniente pensar no turismo de negócios e no turismo de estudos. São bons exemplos Gramado, Guarujá, Campos do Jordão, o Nordeste, que souberam ampliar as épocas de temporadas climáticas criando motivos, bons motivos de sedução que atraem visitantes fora das suas épocas de alta atratividade. Gramado é uma prova viva de que seu clima frio que atrai muita gente no inverno, pode ser ampliado para o calor do verão com o mais famoso Natal do paí­s e tantos outros eventos que ali eles fazer acontecer, Guarujá investiu no turismo de negócios e de estudos fora do calor do veraneio e por aí­ vamos encontrando formas variadas de atrair gente para os recantos mais distantes e impensados do nosso mapa. O Nordeste deixou de ser atraente apenas porque tem mar azul turquesa e coqueirais. Nos últimos cinco anos tivemos oportunidade de participar de evento nacional anual da cooperativa médica para a qual o doutor trabalha, cujo evento maior se realizou em Natal, Vitória, Goiânia, Fortaleza e Florianópolis respectivamente, reunindo cerca de dois mil médicos em cada edição. Esse é um filão ainda a ser descoberto pelos torrenses, mas para isso é preciso trabalho e infraestrutura.

                      Prefeita, é preciso começar imediatamente porque estamos ainda no estágio um: temos uma bela natureza, o calor do verão e um só   bom evento durante o ano. Isso é muito pouco para alimentar as necessidades básicas de uma população que cresce, é insuficiente para realizar os sonhos de uma vida melhor para todos.

                      Muito Obrigada pela Atenção.

                      Até a próxima semana.


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