O vereador José Ivan Pereira desabafou na última sessão da Câmara por conta da insistente precariedade da Saúde Pública no Brasil, mas se referindo í Torres. Ele citou um caso onde uma paciente, após fazer exame para detectar ou não a presença de câncer na mama, exame feito de forma particular, pois o prazo no SUS é enorme, agora espera, já sabendo que tem câncer, pela obrigatória consulta ao ecologista, necessária para marcar cirurgia.
José Ivan afirmou que a paciente não tem resposta e espera há 30 dias. Não recebe nem um prazo para se planejar. Chega de sermos passivos, devemos cobrar definitivamente o fim deste desrespeito, não importa se o assunto é federal, estadual ou municipal, desabafou o vereador.
Na mesma sessão da casa legislativa, uma servidora da secretaria municipal de Saúde apresentou o balanço do 4 º trimestre da pasta, mostrando que foram investidos 25% do orçamento líquido do município de Torres na saúde pública, quando a lei exige que se aplique somente 15%. Isto significa que nossa cidade está investindo 10 pontos percentuais a mais sobre a lei, ou 66% a mais em valores financeiros.
O Estado do RS não aplica os 12% exigidos pela lei e ninguém cora. Inclusive está entre os seis Estados do Brasil nesta lista vergonhosa. O país não aplicava os valores exigidos pela constituição e agora, para se desculpar, aprovou no congresso nacional uma nova lei que necessita somente cobrir a inflação sobre os valores investidos no ano anterior, uma forma de fugir da forca, postura de nosso Congresso Nacional.
Mas o SUS está falido. Há de se fazer uma revisão geral. Tem serviço supérfluo feito de graça e tem serviço essencial não feito, além da repugnante falta de vontade política do Brasil e dos Estados. Os municípios cumprem sua parte, até extrapolam por necessidade, como é o caso de Torres, e acabam recebendo na cabeça a reclamação do povo, pois o povo vive na cidade, não vive no Planalto Central, não vive no Palácio Piratini.
Quem manda?
Os quiosques do Calçadão da Praia Grande correm risco real de serem demolidos por sentença judicial. O Ministério Público Federal já notificou a prefeitura, que procura defender o interesse dos quiosqueiros.
No início do Verão, a FEPAM oficiou os donos dos estabelecimentos pelo mesmo motivo. Diziam os técnicos federais do Ministério Público, que era função da Fepam gerenciar estes conflitos no Estado. Na época a vereadora Lú esteve na Capital, Porto Alegre, e afirmou publicamente que a fundação de proteção ambiental do RS não queria retirar os quiosques. Incrivelmente caiu de pára-quedas a ação contra a prefeitura, agora.
Existe uma idéia no ar de fechar um dos lados da Avenida Beira Mar, em frente aos quiosques, e projetar espaços para os quiosqueiros dentro de outros padríµes. Foi o que o secretário Roniel Lumertz me confidenciou. Mas acho que a questão deverá parar no STF, e deve ter o julgamento final somente daqui a alguns anos.
Escola Técnica, o que está acontecendo?
Mais uma vez a polêmica da Escola Técnica se instala no ambiente político em Torres. Há muito tempo, os vereadores José Ivan Pereira (PMDB), Idelfonso Brocca (PP) e professora Lú (PT) fazem reuniíµes e reuniíµes para trazer a escola para Torres. Quando a coisa já estava praticamente fechada, a escola no Morro do Farol (ex-Cenecista) colocada í disposição, junto com uma área na BR 101 (antiga usina de beneficiamento da cooperativa de Leite de Torres) também colocada í disposição, a coisa engripou…
Agora trocou o ministro da pasta da Educação no Brasil e a cidade se obriga a fazer todo o percurso de novo, como se nada tivesse acontecido anteriormente. Trata-se de desrespeito ao orçamento e desrespeito ao tempo público. Certamente na iniciativa privada não aconteceria isto.
O vereador José Ivan desconfia de ser um fogo amigo dentro do PT de Torres; o vereador Brocca agora culpa a secretária de Educação de Torres, que nada tem a ver com o ensino secundário e técnico público, cuida somente no ensino fundamental municipal; a vereadora Lú, que é do PT, ainda acredita que tudo ficará bem para Torres. Mais uma questão que mostra a terra de ninguém no Império chamado Brasil. Culpa do governo federal.
Tenora critica com palavras duras o secretário de segurança do RS
O vereador Tenora respondeu com uma frase dura o secretário de segurança do Estado do RS na última sessão da Câmara de Vereadores de Torres. Ao comentar que a cidade possui hoje 50% do efetivo de 10 anos atrás na BM, o edil do Partido Progressista também criticou a idéia do projeto Território da Paz da Secretaria de Segurança do Estado, que sugere que um brigadiano more em bairros problemáticos para amenizar a falta de segurança local.
Dizer que brigadiano tem que morar na favela não serve, que venha quem mandou, afirmou o vereador, ironizando o secretário e suas sugestíµes locais.
Brocca ofende colegas pela questão do aumento dos salários públicos
O presidente da Câmara Idelfonso Brocca atacou os vereadores do PMDB na última sessão da Câmara. Em seu espaço na tribuna da sessão, o vereador do PP afirmou que seus colegas do partido do governo, o PMDB, teriam sido irresponsáveis e desinformados. Ele questionou o porquê na atitude de Gimi e de José Ivan, que propuseram aumento real de 6% aos funcionários públicos municipais, quando não haviam checado se o refeito daria o aumento.
Os vereadores do PMDB são vereadores desinformados sobre os atos do próprio governo que defendem, disse Brocca.
Vai ferver
Com a volta as férias do prefeito João Alberto, do término do prazo para que secretários que vão concorrer no pleito de outubro se desliguem de seus cargos, da falta de coerência entre os vereadores e a administração na questão do aumento salarial dos servidores e dos vários movimentos políticos na cidade como, por exemplo, o Frentão, a coisa vai ferver no PMDB.
Acho que o prefeito deveria bater na mesa e definir de forma democrática quem o partido escolheria para representar a sigla na candidatura í prefeitura atualmente, de preferência através de votação dos filiados. Nem que, a seguir, pesquisas mostrem que a postura deveria ser diferente e outra eleição seja feita, aí com campanha. Tem muita gente colocando o nome na roda, sem coordenação interna. Tem muito cacique do PMDB que acha que vota por outros companheiros de partido.


