Chuvas causam transtornos também em Torres e região

22 de janeiro de 2011

 

 

 

Após chover somente em 4 horas o equivalente a quantidade da média de um mês de chuvas de janeiro, pode-se dizer que a cidade de Torres passou por um teste dos novos paradigmas de chuvas que vêm assolando todo o Brasil nestas épocas de tempestades de verão.   Além das repetitivas situaçíµes de alagamentos em alguns pontos da cidade por conta de ainda não haver um sistema de captação de esgoto pluvial (chuvas) e o lençol freático da região ser próximo ao solo, houve dois pontos de grande afunilamento de água que causaram alagamentos acima da média segura para os cidadãos de Torres.    

No bairro São Jorge, o corpo de Bombeiros foi acionado para atender chamadas de moradores que estavam com suas casas sendo invadidas pelas chuvas. Há informaçíµes que um muro de uma residência foi derrubado pela força das águas que desceram do morro que abriga o centro do bairro. A situação voltou a ní­veis considerados normais no final da tarde de terça-feira.  

Já no Bairro Guarita ou Riacho Doce a situação foi mais crí­tica. O próprio Riacho que corta o bairro aumentou significativamente seu leito, alagando ruas e, afinal, causando um alagamento de proporçíµes maiores em um local que forma uma espécie de ralo das águas que correm no Riacho, que por sua vez recebe água de chuva que vêm do bairro São Francisco, da parte norte do próprio bairro Guarita, e da parte Oeste, aonde vem as águas da nascente do Riacho Doce. Lá as águas chegaram a ultrapassar um metro e meio de altura em algumas casas e moradores tiveram que correr para minimizar os prejuí­zos causados pelo alagamento em seus lares. Um muro que foi construí­do no meio do leito do riacho teve de ser derrubado para dar vazão í s águas que não paravam de subir.  

A FOLHA esteve no local junto com o vereador Betão da Cal, que foi chamado por moradores para verificar in loco os danos dos alagamentos e lá se chegou í  conclusão que seria iminente que o muro permaneça derrubado e que haja a construção de uma vala de escoamento, para dar conta da água em chuvas maiores, já que há poucas semanas foram lá pavimentadas algumas ruas e a pavimentação acabou ajudando no acúmulo de água.

   

Arroio do Sal alagou em sua redondeza

   

Na cidade de Arroio do Sal também aconteceu vários casos de casas que foram invadidas pela enxurrada. í‰ que o arroio que dá o nome da cidade e que cruza o centro do municí­pio vizinho í  Torres cresceu de forma abrupta com os ní­veis de chuva que caí­ram também por lá, o que causou os estragos. Informaçíµes divulgadas para a imprensa dão conta que várias residências foram também invadidas pelas águas da enxurrada, chegando em alguns casos a quase um metro de altura. A cidade decretou situação de emergência na quarta-feira.

 

 

 

   

Nas ruas de Torres, cenas pouco vistas em sua história

   As ruas de Torres, que se alagam com pequenas precipitaçíµes, geraram em suas trajetórias cenas hilárias causadas pelos ní­veis de chuvas da terça-feira. Barcos navegando em ruas, pessoas pescando na Avenida Castelo Branco próximo da Avenida do Riacho, dentre outras. Um automóvel foi arrastado pela chuva e acabou caindo no riacho que é construí­do no meio da avenida do mesmo nome, riacho que liga a Lagoa do Violão ao Rio Mampituba e que foi construí­do na década de 1970 justamente para dar vazão í s águas de chuvas torrenciais. Não houve registros de feridos ou mortos.


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