QUEM SOMOS?

24 de julho de 2012

 

A cidade de Torres iniciou sua povoação com uma mistura de açoriano, í­ndio e alemão. Mas os principais colonizadores foram os açorianos vindos de Florianópolis e de Mostardas. O mais interessante é que quando falamos em açorianos sempre nos lembramos dos portugueses, porém a ilha dos açores também foi colonizada por pessoas vindas dos paí­ses baixos e foram estes que para cá vieram. Borges (van der Berg), Silveira (van der Haagen), Rosa (van Roosen), Terra (van Aard) e Brum (van der Bruyn) estes são sobrenomes que vieram dos Açores e viraram torrenses, por opção (ou falta dela).

Conseguimos constatar a presença, na Torres daquele tempo, de pelo menos três patriarcas açorianos autênticos, nascidos no Além-Mar e que vieram morrer aqui, rodeados de filhos e netos. São os seguintes: João Martins da Rocha, falecido em 1910, com 67 anos e sepultado em Osório. Era natural da ilha Terceira e foi pai de Francisco Martins da Rocha e sogro de Elias da Silveira, dois importantes fazendeiros e povoadores da região da Itapeva e Estância do Meio. José Silveira, natural da ilha de São Jorge ou da de Faial, falecido em 1811, com 80 anos e sepultado no cemitério da Itapeva. José Pereira Brum, natural da ilha do Pico, morto em 1813, aos 70 anos. Era da famí­lia flamenga dos Bruyn e deixou descendentes no municí­pio.

A população torrense sempre foi uma grande mistura de etnias e hoje continua sendo. As pessoas que continuam vindo para Torres têm diferentes motivaçíµes, se for no verão ou alta temporada: trabalho e renda ou turismo e lazer; se for no inverno ou baixa temporada: aposentadoria ou estudos. Claro que estas motivaçíµes estão sintetizadas, pois poderí­amos elencar muitas mais. O que interessa mesmo é que estas pessoas vêm e fazem com que Torres se modifique a cada temporada.

Hoje Torres ainda recebe muita gente que vem de fora e que adota a cidade como sua. Há bem pouco tempo Torres era conhecida como cidade dos aposentados (ou ainda é). Muitas pessoas de Porto Alegre, Caxias e outros lugares do RS e do Brasil, ao encerrarem suas carreiras escolhiam Torres como seu lugar para morar. Conheço muita gente de fora que diz que ao se aposentar escolherá Torres para morar. Não vejo nada de mal nisso, pelo contrário acho muito bom. Essas pessoas geralmente possuem boas rendas, cultura e conhecimentos variados que certamente enriquecerão nosso meio.

Torres também recebe muitos estudantes (já recebeu mais) que vêm de cidades próximas, de Caxias do Sul, Porto Alegre e até de outros estados. Alguns destes que aqui estudaram, ficaram e aqui desenvolvem suas atividades, outros voltaram í s suas cidades de origem. Este é o balé torrense da alta e baixa temporada, uns vêm e vão, outros vêm e ficam.

Descendentes de índios, Açorianos, Alemães foram os primeiros moradores de Torres, hoje soma-se a eles uma diversidade de pessoas vindas de diferentes cidades do RS, do Brasil e do exterior e que bem refletemo grande caldeirão de etnias que é o Brasil.

 

RONI DALPIAZ

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Site: www.ronidalpiaz.com.br                               e-mail: ronidalpiaz@gmail.com

Referências

Ruschel, Ruy Ruben. Torres tem história. Porto Alegre:EST, 2004.

 


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