Coluna – DIíRIO DE BORDO – O tráfego na cidade

6 de maio de 2012

 

Acredite em Torres, isto ainda vai crescer tanto que para atravessar a rua você vai ficar esperando os carros passarem.

 

Este foi o conselho que o senhor íŠnio Pozzi deu para um veranista após ajudá-lo a consertar uma torneira em 1948. Ele estava certo.

Nas festas de fim de ano e no carnaval fica quase impossí­vel andar de carro na cidade de Torres. As ruas centrais não suportam o imenso fluxo desta época do ano, pois foram projetadas para pequenas quantidades de carro, o que era normal a cinqí¼enta ou mais anos atrás. Se acontecesse só nestes dias os problemas no trânsito da cidade não teria porque escrever sobre o tema. O problema é muito maior, até na baixa temporada faltam espaços para estacionamento na região central da cidade. Estas ruas centrais não suportam o fluxo de inverno e no verão ficam superlotadas. Não sou especialista em trânsito, mas não é preciso ser para notar que já passou da hora para se fazer uma grande e significativa mudança.

As pessoas se acomodam com as coisas do jeito que estão e só vão questionar quando começam a atrapalhar suas vidas. Por exemplo, acho que todos os moradores de Torres já se perguntaram (ou deveriam se perguntar): Porque a Avenida Barão do Rio Branco/15 de Novembro não segue até o mar? Porque somos obrigados a fazer uma volta na quadra do prédio da SAPT e voltarmos pela rua José Picoral para então chegarmos í  beira mar? Não seria muito mais fácil para os turistas encontrarem o mar? Porque fechar parte da principal avenida í  beira mar em pleno veraneio, fazendo com que os carros se acumulem em ruas laterais não preparadas para o trânsito intenso? Como se vê são perguntas e comportamentos já antigos em Torres.

Estas respostas poderão ser encontradas, em parte, no passado. Como todos já sabem, Torres foi concebida a partir de duas ruas, a de Cima e a de Baixo que posteriormente viraram Carlos Flores, atual José Picoral e Júlio de Castilhos. Por muitos anos o centro do balneário orbitava entre estas duas ruas principalmente no perí­metro 15 de Novembro e Joaquim Porto. Com o crescimento da cidade este eixo foi se deslocando para a parte de baixo criando uma grande área central onde estão as principais lojas comerciais e os serviços públicos em geral. Pelo que se vê através de fotografias antigas e conversa com moradores pouco se fez de alteraçíµes no trânsito de lá para cá. O número de veí­culos rodando pela cidade foi aumentando ano a ano e evidentemente a cidade também cresceu, só que proporcionalmente menos que a quantidade de veí­culos. O que nos levou ao caos no centro da cidade, principalmente. Nos últimos anos esta área central foi sinalizada com faixas de pedestres e áreas proibidas para estacionar o que a deixou ainda mais restrita. Foram criadas áreas de estacionamento rotativo, porém não resolveu o problema.

Não seria o momento de repensar o trânsito da cidade? Não apenas enchê-la de faixas de segurança e placas de proibido estacionar, mas buscar alternativas diferenciadas. Como exemplo cito a cidade de Gramado que trocou sinaleiras por rotatórias melhorando bastante o trânsito da cidade. Mas não se pode colocar rotatórias sem um estudo e um propósito, como foi feito em Torres, um monstro rotatório há uma quadra de uma sinaleira, é no mí­nimo curioso. Descongestionar o centro utilizando vias secundárias quem sabe estendendo a ideia de mão única para algumas destas ruas que desembocam na Barão, como já foi feito em parte da Cel. Pacheco. São sugestíµes que acredito já foram indicadas por diversas pessoas da comunidade e que podem ser implantadas imediatamente sem grandes despesas para o municí­pio.

Outras sugestíµes poderão ser oferecidas aos governantes ou por eles apresentadas o que não podemos é ficar sem solução. Quem sabe com a discussão do plano diretor logo aí­ adiante isto também faça parte da pauta.

 

Roni Dalpiaz

Site: www.ronidalpiaz.com.br                                 e-mail: ronidalpiaz@gmail.com

Referências

RUSCHEL, Ruy Ruben. Torres Origens. Volume II. 3 ª edição. Torres: A Gazeta, 2003.

 


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