COMER MENOS, ALí‰M DE PROLONGAR A VIDA, MELHORA A MEMí“RIA E A CAPACIDADE DE APRENDIZAGEM.
21 de janeiro de 2011
Cientistas do Instituto de tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, descobriram que o mesmo mecanismo molecular que aumenta a expectativa de vida através da restrição calórica também ajuda a melhorar a memória e incrementar a inteligência.
A pesquisa foi publicada no último exemplar da conceituada revista Nature.
O resveratrol, encontrado na uva, tem sido apontado como um ampliador da expectativa de vida porque ele ativa um grupo de enzimas conhecidas como sirtuinas, que ganharam fama nos últimos anos por sua capacidade de retardar o processo de envelhecimento.
Agora, os cientistas descobriram que a sirtuina 1- uma proteína que nos seres humanos é codificada pelo gene SIRT1 – também melhora a memória e a flexibilidade do cérebro.
Além de dar maior suporte í s rotinas alimentares com menos calorias, o trabalho poderá levar í criação de novos medicamentos para doenças como o Mal de Alzheimer e outras desordens neurológicas.
Sirtuina
Cientistas haviam demonstrado anteriormente que a Sirtuina 1 promove a sobrevivência neuronal nas doenças neurodegenerativas associadas com a idade. Nos modelos celulares e animais da doença de Alzheimer, a SIRT1 melhorou a sobrevivência neuronal, reduziu a neurodegeneração e evitou as dificuldades de aprendizagem.
Agora, os mesmos cientistas descobriram que a atividade da SIRT1 também promove a melhora da memória. Esse resultado demonstra o papel múltiplo da SIRT1 no cérebro, ressaltando ainda mais o seu potencial como um alvo para o tratamento da neurodegeneração e dos problemas cognitivos, com implicaçíµes para uma ampla gama de distúrbios do sistema nervoso central.
Gene da longevidade
Em um outro estudo, também realizado no MIT, os pesquisadores descobriram que o gene SIR2 é um regulador chave da longevidade na levedura e em vermes, usados como modelos em estudos desse tipo.
Os estudos, ainda em andamento, estão agora investigando se este gene altamente conservado também rege a longevidade nos mamíferos.
A versão desse gene nos mamíferos, o SIRT1, parece ter desenvolvido complexas funçíµes sistêmicas na função cardíaca, no reparo do DNA e na estabilidade gení´mica.
Os cientistas acreditam que o SIRT1 seja um regulador chave de uma rota evolutivamente bem conservada que permite aos organismos lidarem com a adversidade. Estes genes e as enzimas que eles produzem são parte de um sistema de retroalimentação que melhora a sobrevivência celular durante períodos de estresse, especialmente durante a falta de alimentos.


