Comerciantes da Vila São João realizarão carreata e passeata pedindo Segurança no bairro

18 de março de 2012

 

 

 

 

As duas faces do progresso sempre aparecem, mas cedo ou mais tarde. A sociedade caminha para o desenvolvimento e acaba recebendo certo pedágio por isto. E foi o que aconteceu ou está começando a acontecer na Vila São João.

 

 

Antes do progresso, atropelamentos na faixa e falta de organização urbana na área de beira de estrada, a mais comercial do distrito/bairro de Torres. Após a duplicação e modernização da  estrada,  avanços desenvolvimentistas. A formação do centro da cidade com vias bem asfaltadas e uma área embaixo do viaduto que foi construí­do por conta da duplicação da BR 101 e que deverá ser usada para dar o conceito de centro comercial ao bairro foi um estampado avanço. Além disto, ciclovias construí­das e bueiros competentes para evitar alagamentos nas enxurradas geram conforto. Atropelamentos? Nenhum. Pessoas podem atravessar a via duplicada sem sequer notar que o estão assim o fazendo. Túneis naturais embaixo das pilastras e do viaduto proporcionam isto.

Mas os espertinhos da sociedade já chegaram pelas bandas da Vila São João nos últimos meses. Um local antes pacato, ordeiro, familiar e com nuances de cidade independente, portanto, com ideais pátrios,  se transformou em um bairro de periferia que já indica perigo para seus habitantes, principalmente para os comerciantes. í‰ que antes tudo era aberto, visí­vel. A estrada que passava no meio da Vila São João era simplória, perigosa para pedestres, barulhenta; mas não dava segurança para os larápios, que se sentiam bloqueados. Agora, com o viaduto,  tudo mudou. Os dois lados não mais se comunicam com o arejamento anterior. O desenho viário facilitou os carros, mas dá espaço para que rotas de fuga sejam planejadas.  E, consequentemente, os assaltos e roubos í  comércio se tornaram rotina no local.

 

Veraneio, prejuí­zos

 

Nos meses de verão foram mais de uma dezena de assaltos. Uma loja que opera com serviços bancários teve prejuí­zo de R$ 40 mil; a loteria, recém aberta, já foi assaltada; supermercados já foram visitados pelos marginais;  e o bairro com cara de cidade está em pânico. A BM já intensificou a presença na área, mas de nada adiantou. Crimes, felizmente, na maioria contra o patrimí´nio,  acontecem semanalmente, embora um assassinato com prováveis causas passionais foi lá realizado, matando o filho do presidente da Câmara Municipal de Torres, onde os assassinos saí­ram calmamente e não foram localizados até então.

 

Manifestação

 

Foi diante deste contexto que os comerciantes da Vila se reuniram na última segunda-feira (12), í  noite, para organizar um ato de desacordo com a situação atual,  pedido, então, mais segurança. A maioria do comércio da Vila São João estava presente. Os vereadores José Ivan Pereira, Idelfonso Brocca, ambos naturais e morados do bairro estavam apoiando os rebelados. A ex-vereadora e candidata í  prefeitura de Torres Ní­lvia Pinto Pereira também esteve por lá.

A pauta do encontro foi a aprovação de uma manifestação pací­fica, mas contundente,  sobre a falta de segurança local. Ficou claro que, embora tenha de vir da BM e da Polí­cia Civil uma nova forma de encarar a Vila São João, que a decisão final deverá vir de cima das corporaçíµes. Todos, sem exceção, concordavam que os recursos humanos e materiais das polí­cias de Torres eram insuficientes. Todos, portanto, concordam que o problema deve chegar í  Secretaria de Segurança do Estado do RS.

Foi agendada uma carreata para ser executada na próxima segunda-feira (19), que sairá da Vila í s 14 horas, irá até a entrada da cidade, onde, í  pé, os manifestantes farão uma  manifestação defronte a sede da BM local e, após, dentro da Câmara Municipal, na sessão que inicia í s 16 horas.

Está agendada também a mobilização dos manifestantes para que autoridades locais torrenses, do executivo e do legislativo da cidade, agendem uma reunião com a secretaria de Segurança, na Capital.

 

 

Todos concordaram que a manifestação será ordeira, mas contundente e que deve chamar a atenção da mí­dia local e estadual.


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