Comí­cio permitido: Clima eleitoral

11 de março de 2012

 

Os servidores públicos de Torres assistiram a um verdadeiro comí­cio na última terça-feira, quando da Assembléia da categoria para decidir sobre o Estado de Greve que os servidores se encontram, por conta da pedida de 10% de aumento, quando a prefeitura somente oferece 4,53% de correção, í­ndice do IGPM. í‰ que a presidente do Centro dos Professores Estatutários de Torres, Ní­lvia Pinto Pereira é candidata quase que formal do PT í  vaga da prefeitura nas eleiçíµes de outubro.

Ní­lvia se comportou como uma verdadeira sindicalista no encontro. Questionou tudo e criticou o prefeito atual. Foram 70 pessoas que estavam na frente de uma pré-candidata em pleno comí­cio, mas usando o cargo de sindicalista. A lei permite isto. Ela está fazendo seu papel. Defende uma causa dos servidores e aproveita e enfraquece os adversários…

 

Aumento ou não aumento?  Clima eleitoral…

 

Acho que a questão do aumento salarial dos servidores está servindo de um propósito para que as candidaturas oposicionistas apareçam na telinha. Acredito na competência técnica do secretário de finanças, as projeçíµes devem estar certas, portanto. E a oposição, que está mais forte atualmente do que os defensores do projeto, pelo menos está fazendo mais barulho,  uma possibilidade em que , por exemplo, Ní­lvia (PT) apareça, Gimi (PMDB) apareça; José Ivan (PMDB) apareça; Rogerinho (PP) apareça, enfim… Praticamente todos os pré-candidatos í  prefeitura que estão na corrida para conquistar uma vaga no partido, em primeiro momento, e após, se seguirem na competição, a vaga e prefeito.

Não apareceu nenhum destes nomes que sequer defendesse um pouco a proposta da prefeitura. Gimi e Ivan, mesmo sendo do partido do prefeito, parte do governo formal, apóiam a iniciativa dos servidores. Somente o vereador George Rech (PTB), da base aliada, não abriu seu voto a favor do aumento dos servidores acima do proposto pelo projeto da prefeitura. Betão da Cal também se posicionou a favor dos funcionários e suas demandas profissionais.

Portanto, acho que infelizmente a causa dos servidores pode estar sendo usada para promoção eleitoral. Por que não houve esta barulheira toda em anos anteriores?

 

 

Oportunidade para Pardal: Clima eleitoral?

 

O vice-prefeito Pardal está perdendo a oportunidade de liderar a defesa do projeto de reajuste da prefeitura. í‰ que João Alberto só concorre em pleitos em 2014, se optar por se candidatar a deputado. Já Pardal é abertamente um pré-candidato dentro do PMDB a vaga para concorrer í  prefeitura, vaga esta que poderá ser muito bem defendida por qualquer candidato, caso opte por elogiar o projeto dos oito anos de João e sugerir sua continuidade.

Mas parece que o PMDB de Torres está no divã. Pardal não apareceu até agora para mostrar uma postura republicana de prefeito, postura esta que seria um trailer de sua atitude como  administrador maior, caso vença as duas etapas, interna (dentro do partido) e externa, na eleição de outubro.

 E o psiquiatra deste divã é o prefeito atual, João Alberto. Ele deverá colocar os pontos nos is dentro da agremiação. Ní­lvia está surfando sozinha na pré-campanha…

 

 

Frentão mexe com estruturas partidárias eleitorais

 

A FOLHA desta semana está publicando uma notí­cia que dá iní­cio a um novo frentão na cidade de Torres.   PRB, PC do B, PDT, PSDB e DEM iniciam uma coligação na eleição proporcional ( para vereador) que pode virar união para a indicação de um vice para as chapas do PMDB, do PT ou do PP, as mais prováveis.  

Dos partidos que iniciam uma aproximação, a surpresa é o PDT. A notí­cia não divulga da participação do presidente do partido André Pozzi no encontro. Mas a notí­cia lista o PDT como formal partido com intençíµes de participar do novo frentão. O PDT e o DEM, inclusive,  são os únicos da lista que não estão na base de apoio do governo João Alberto. Os outros estão apoiando o governo atual e usufruindo de CCs na prefeitura. O DEM está apagado desde a eleição de 2008, não tem mostrado movimentos. Mas o PDT já fez muito barulho, a maioria deles criticando o governo João Alberto. Será que vem mais uma coligação prévia por aí­, onde o PDT receberia cargos na prefeitura e entraria no grande bloco de partidos coligados da administração, que formam atualmente PMDB, PTB, PPS, PV, PSDB e PRB (estes primeiros desde a eleição de 2008), mais PC do B? Será que o DEM também estaria e aproximando do PMDB?   O PDT não havia aberto que estaria junto com o PT? São perguntas que ficam no ar…

 

Uma questão de justiça

 

 

A prefeitura anunciou na semana passada o iní­cio das assinaturas de convênios com a CORSAN para colocar a captação e o tratamento de esgoto no bairro São Francisco. O processo é fruto de uma busca incondicional deste governo de atuar no saneamento básico. Já foram feitas redes no IGRA norte IGRA Sul e em parte do bairro Stam.

Mas há de se lembrar que quem deu um dos pontapés iniciais neste processo foi o vereador Betão da Cal (PPS). Ele foi í  capital pedir a liberação de parte dos canos que serão utilizados no esgotamento e, com certeza, colaborou para que as promessas não ficassem no esquecimento, pois ele conseguiu no governo Yeda e agora o RS é governado pelo PT.

Não se pode esquecer as coisas que foram feitas, se não outros pegam as causas e se dizem pais únicos…

 

Boi de Piranha

 

O Hospital Navegantes está servindo mais uma vez como Boi de Piranha nas questíµes de promoçíµes pessoais na cidade. Sabemos há séculos que o problema da Saúde está no governo federal e no governo estadual. As cidades geralmente utilizam mais de 15% do orçamento na saúde e todas, sem exceção, apresentam problemas.

Mas aqui em Torres o pessoal quer aproveitar um convênio de R$ 100 mil mensais feito com o hospital para literalmente crucificar o estabelecimento de saúde como o culpado das mazelas,  que na maioria são originárias do SUS.

Ora, não é com RS 100 mil mensais que os muní­cipes vão ter disponí­veis, sempre, todos os médicos que quiserem, dentro as demandas da população, que não tem horário, dia ou noite para aparecerem. Certamente, com estes recursos,  haverão dias que o atendimento será exemplar, como acontece, assim como haverão dias que o atendimento falhará, e falha na saúde é sempre mais dolorida do que falha em lazer, alimentação, esporte…

O hospital já ameaçou sair do convênio, voltou atrás. Parece que os crí­ticos contumazes do estabelecimento querem que o convênio termine. Para depois, talvez, fazer um convênio de R$ 150 mil, o que parece que seria mais razoável. Saúde é cara, e as mazelas do SUS respingam em qualquer lugar, até em consultórios particulares. Qual a esperança que elas não respinguem em um convênio com um hospital que trabalha quase que 90% para o sistema gratuito?   Quase nenhuma.    

 

 

 

   

 

 

 

 

 


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