Como atuam as psicoterapias e suas diferenças:

9 de setembro de 2012

 

Desde que as psicoterapias passaram a ser utilizadas amplamente, questiona-se por que os pacientes fazem modificaçíµes no curso do processo terapêutico. De que forma o terapeuta influencia o paciente, levando “o a fazer mudanças que dificilmente ocorreriam caso não estivesse em tratamento? Em que medida tais mudanças dependem do terapeuta, do paciente ou do método que está sendo utilizado (linha teórica).

Para tentar responder ou esclarecer estas perguntas, precisamos considerar a finalidade, objetivo, proposta terapêutica de cada corrente, e diferenças de eficácia. Mas apenas isso não é suficiente, é importante considerar a qualidade humana do terapeuta, como por exemplo sua capacidade de estabelecer uma relação humana baseada na confiança, empatia, acolhimento e autenticidade; profundidade do envolvimento afetivo com o paciente, sem perder sua neutralidade (abster-se de julgar, criticar, dar opiniíµes   e informaçíµes pessoais as quais não têm objetivo terapêutico, pois o terapeuta não se trata de um amigo conselheiro),     dentre outros fatores de habilidade humana.

Muitas vezes a busca de tratamento e da escolha de uma abordagem, ou linha, se deva ao objetivo o qual o paciente esteja procurando. Quando o paciente busca, por exemplo, por resultados rápidos, e alí­vio de sintomas, não se sentirá beneficiado nestas expectativas com a abordagem Psicanalí­tica a qual demanda tempo, contudo, ele dificilmente obterá ganhos e mudanças duradouras e permanentes nas psicoterapias breves, ou seja em curto espaço de tempo, já que o alí­vio do sintoma não significa mudança psí­quica e na organização de sua personalidade, a qual requer uma abordagem   mais sistemática e profunda.

Podemos fazer uma comparação com uma metáfora médica, por exemplo: tanto o antitérmico quanto o antibiótico são importantes no tratamento de um quadro viral, sendo complementares; ou seja o antitérmico vai diminuir a febre (sintoma) de maneira rápida, enquanto o antibiótico   irá atacar a causa da febre e assim, ela terá sua remissão, por conseguinte. í‰ claro que são objetivos diferentes,mas não excludentes.

Quanto í s caracterí­sticas pessoais ou critérios de analisabilidade do paciente (condiçíµes intrapsí­quicas, de personalidade para se beneficiar com a psicoterapia psicanalí­tica, citaremos a capacidade de insight. í‰ o processo pelo qual o significado, a importância, ou o padrão de uso de uma experiência se torna claro. í‰ uma nova forma de estruturação da experiência psí­quica fazendo com atitudes, emoçíµes, formas de pensar usuais assumam novos sentidos e soluçíµes de conflitos. Poder correlacionar fatos da vida com atitudes e escolhas tomadas, de outra maneira, quando se considera a existência de um universo subterrâneo ou obscuro na mente, o qual não dominamos: o inconscientepassamos a entender que nada é por acaso na vida, ou seja,  somos responsáveis pelo nosso sofrimento ou felicidade. A obtenção de insight sobre os aspectos da vida mental os quais o paciente não tinha acesso ou dos quais não se dava conta, passará a ter consciência e maior autocontrole de seus atos e de sua vida, pois suas escolhas dependerão mais de sua vontade   consciente a ficar a mercê do inconsciente. Para haver mudança profunda, não basta apenas ter insigthintelectual, mas vivenciar os sentimentos, emoçíµes e ansiedades dele correspondente, desta maneira, poder reviver seus traumas e reesignificá-los junto com terapeuta, ai sim, obtendo alí­vio e mudança psí­quica. Psicoterapia em outras palavras, é um convite para se olhar no espelho e poder   ver ali refletido quem realmente somos, sem máscaras, disfarces ou distorçíµes de nosso verdadeiro Eu, é um convite a se repensar e sentir-se, podendo surpreender-se!!


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