Comunidade se mobiliza para reverter fechamento do Caminho da Santinha

20 de fevereiro de 2012

 

 

 

 

 

Grupos plurais de comunidades sociais conseguem se posicionar com argumentos técnicos e assessorados por autoridades da engenharia

 

Talvez o Caminho da Santinha se mantenha vivo, para deleite dos turistas, veranistas e religiosos. í‰ que a comunidade de Torres se mobilizou, se aparelhou tecnicamente e já encaminha açíµes concretas para reverter o processo de fechamento da trilha na encosta do morro do Farol, sugerida pelo MP em apontamento encaminhado í  Prefeitura Municipal de Torres.

 

Documento público foi encaminhado ao MP

 

Com as notí­cias publicadas pela mí­dia torrense, vários grupos se mobilizaram. A maioria deles se posicionou em trabalhar seguindo duas premissas: a segurança melhorada no local contra possí­veis desabamentos de pedras; e a necessidade de manter o lugar considerado sagrado para Torres disponí­vel para a sociedade. Um grupo fechado da comunidade Facebook foi criando corpo e várias pessoas foram sendo convidadas a participar, com idéias, mas principalmente com açíµes práticas que pudessem reverter o processo.  Este grupo encaminhou uma carta formal ao Ministério Publico da Comarca. No documento, açíµes de segurança foram sugeridas, após ser encomendados estudos de engenharia e de direito civil. O mesmo grupo se encontrou com a prefeitura nesta sexta-feira para sugerir açíµes públicas necessárias para fundamentar o Plano de Ação.

No documento, demandas em todo o escopo do processo foram sugeridas. Dentre elas a notificação de moradores do Morro do Farol e sua encosta para que encaminhem reparos nas edificaçíµes construí­das no local. Faz parte do grupo o vereador José Ivan Pereira (PMDB) e a servidora da secretaria do Meio Ambiente de Torres Dóra Laidens.

 

Repercussão na Câmara Municipal

 

Na sessão da Câmara de Vereadores realizada na última segunda-feira (13), vários edis se posicionaram sobre o assunto, todos perplexos perante a possibilidade do fechamento do Caminho da Santinha. O vereador Gibraltar Vidal, o Gimi (PMDB), foi mais didático em seu pronunciamento. Ele interpretou na leitura do documento do MP encaminhado í  prefeitura há duas semanas que, em determinado trecho, a intimação poderia sugerir que uma das alternativas que a municipalidade teria para sanear os riscos seria tão somente colocar avisos de perigo de desabamento. Ele lembrou que isto já existe em vários locais Brasil afora, em estradas, principalmente. Mas em conversa com A FOLHA há duas semanas também, o procurador do municí­pio Marcelo Salvador não elencou esta possibilidade. Ele foi categórico em afirmar que as mediçíµes feitas pelo MP eram provas cabais do alto risco de desabamento que o paredão que tangencia o Caminho da Santinha estaria oferecendo í  população.

Gimi também sugeriu que fosse feito uma espécie de Plano de Uso do Morro do Farol. Para ele, a limitação da circulação de carros e veí­culos pesados em cima do morro deveria ser uma das açíµes preventivas tomadas pelas autoridades. Outra proibição, conforme Gimi, deveria ser feita aos praticantes de rapel e outros esportes, que utilizam o morro para treinamento ou busca de objetivos esportivos diversos.

 

 

 


Publicado em:







Veja Também





Links Patrocinados