Conselho de Cultura éempossado e promete polí­tica afirmativa de preservação do Patrimí´nio Histórico de Torres

11 de dezembro de 2011

 

 

Foi empossado na tarde da última quarta-feira (7) o Conselho de Cultura da cidade de Torres. A nova entidade será responsável por aconselhar e deliberar em alguns casos sobre o futuro de assuntos públicos referentes í  cultura da cidade, que por sua vez é resultado da cultura gaúcha e brasileira. Dentre os temas mais polêmicos que deverão fazer parte das decisíµes (que devem ter opiniíµes plurais) do conselho é o futuro do patrimí´nio histórico e arquitetí´nico da cidade.   São edificaçíµes, lugares, legados e costumes locais que deverão ter tratamento patrimonial, qual seja: devem ser vistos como parte da cultura de Torres e consequentemente preservados para que façam parte da história da cidade e, consequentemente, também façam parte da formação da cultura futura de Torres e seus moradores, veranistas e turistas, os verdadeiros protagonistas de tudo isto.

   

Fórum de Cultura em 2006 deu iní­cio ao processo

   

A cidade de Torres não tinha até o ano de 2005 uma estrutura formal para trabalhar a cultura. O tema era levado de improvisação, sem registros mais formais e sem adequação í  legislação vigente no Brasil e no RS. E foi no Fórum de Cultura realizado em 2006, sob a batuta da diretora í  época Dóra Laidens, que praticamente foi dado o pontapé inicial para a estruturação do setor na cidade. O fórum abordou todos os eixos que tratam de cultura: artes em geral, patrimí´nio histórico, dentre outros. A partir dali iniciou-se a formação da estrutura legal em Torres. Dentre os itens necessários estava a formatação do Conselho de Cultura e do Fundo Municipal de Cultura. Foram feitos os projetos de lei que, após aprovados na Câmara Municipal, receberam carta branca para serem implementados na prática. E foi o que aconteceu na quarta-feira (6): foi empossado o primeiro Conselho da cidade.

   

Polí­tica de incentivo respeitando direito í  propriedade

   

O primeiro presidente do conselho, o empresário do ramo de corretagem de Torres Cristiano Alves, em seu discurso afirmou que está nos planos de seu trabalho na presidência do conselho a criação de leis que permitam que prédios históricos de Torres sejam preservados para o futuro,  sem ferir o direito de propriedade de seus donos,  nem depreciar o valor patrimonial dos mesmos. Para Cristiano, a cidade deveria já há mais tempo ter preservado muita história que foi demolida ou enterrada,  e só não o fez por falta de leis e incentivos claros.  

 

 A Lei do Tombo já esta na Câmara para ser debatida e votada , e a sociedade,  junto ao conselho,  têm a chance de sugerir idéias que venham a incentivar que o processo seja fomentador de preservação ao invés de ser um peso morto para os donos de edificaçíµes como se comporta a maioria das leis atuais do setor.    Abaixo a nominata do primeiro Conselho do Patrimí´nio Histórico de Torres.    


Publicado em:







Veja Também





Links Patrocinados