Paula Borowsky
Quando o casal entra em crise e opta pela separação como saída, a criança pode se sentir num terreno movediço, de impotência e angústia, que ameaça sua integridade psíquica.
Muitas vezes, a vivência de separação dos pais pode conduzir a criança a uma independência precoce, ao crescimento emocional prematuro. Os pais precisarão de tempo para se estabilizar como pessoas, refazerem suas vidas, e buscarem novos relacionamentos. Eles são seres humanos falhos, como todos, que carregam dentro de si uma infância mal resolvida que pode atrapalhar sua vida adulta.
A maioria das crianças acredita pode buscar solução mágica de reconciliação dos pais, tomando para si a incumbência de uni-los. Os conflitos mais comuns da separação são: o pai se sente tendo que ser mãe e pai, a mãe sente que tem que ser pai e mãe, já a criança passa do lugar de ser cuidada para o de cuidadora dos pais. Por outro lado, muitos pais, após a separação, se descobrem melhores pais, por vezes em função de competição um com outro.
Do ponto de vista da criança, ela acaba renunciando í infância, í dependência, proteção, para ter que compreender o mundo complexo das relaçíµes humanas. Sente que os pais estão tão envolvidos dentro do conflito conjugal que não conseguem estar tão disponíveis afetivamente a ela. Assim, ela passa a temer a perda do amor dos pais, a participar das conversas adultas, por acreditar que depende dela a solução do problema. Vive a separação dos pais como sendo dela, desta maneira, precisa acompanhar os acontecimentos, não podendo sentir-se livre para se desenvolver e ser criança, culpando-se da mesma, por imaginar, pelo seu egocentrismo, que foi uma criança má e que deva ter feito algo de ruim para isto acontecer como um castigo.
Neste sentido, é importante que os pais assegurem í ela seu amor incondicional, independente de estarem ou não juntos. s aciontecimentosendo dela, desta maneira, precisa acompanhar sr que depende dela a soluç


