CURTO CIRCUITO†NA MENTE
9 de abril de 2011
Impacto devastador da perturbação emocional sobre a clareza mental é visível e sentido, quando elas nos dominam e paralisam nossa capacidade de pensar, aprender, discernir. Esta vivência pode acontecer com um aluno na escola ou com um profissional em seu trabalho. Alunos ansiosos, zangados ou deprimidos não aprendem, na maioria dos casos, devido a uma inibição, ou bloqueio psicológico do que por uma incapacidade intelectual. Por que isto acontece?
A possibilidade de não deixar as emoçíµes perturbarem nossa capacidade cognitiva depende de nossos recursos emocionais, de nosso equilíbrio interior. Uma pessoa nervosa pode sucumbir, abalar-se, desmoronar frente í problemas e dificuldades da vida. Não conseguirá absorver informaçíµes, pelo prejuízo nas suas funçíµes cognitivas da atenção, raciocínio e concentração, resultante do desequilíbrio e abalo emocional o qual está vivendo: sentimentos, impulsos, emoçíµes esmagam a capacidade intelectiva, quando mal administrados.
Por exemplo, para uma pessoa que atravessa um divórcio conturbado, ou o filho, cujos pais passam por isso, se não for dotada de uma boa estrutura emocional, poderá nutrir pensamentos de autopiedade, fracasso, desespero, desesperança e desamparo, vendo-se incapaz de trabalhar, estudar, aprender, pensar. Isto acontece porque a mente está muito ocupada e envolvida no problema afetivo, sem qualquer zona livre de conflito para pensar em outra coisa. Quando as emoçíµes esmagam a concentração, a pessoa mal consegue ler um livro, curtir um passeio, porque a mente não está ali, mas absorta no problema vivencial. Por outro lado, se uma pessoa possui uma melhor estrutura psicológica, poderá atravessar este processo de forma mais construtiva e otimista, porque sua postura mental e percepção diante da dificuldade passam a ser de confiança, esperança, motivação, positivismo e tranquilidade. Terá persistência e entusiasmo diante dos reveses, acima de tudo, então a dificuldade passa a ser pequena para ela frente a sua força e autoconfiança. Não nascemos com estas habilidades emocionais, e para serem desenvolvidas dependem da qualidade do meio familiar e de criação.
Se uma criança cresce num ambiente desarmí´nico, que a desestimula, critica, condena, pune e apenas ressalta suas falhas em detrimento dos acertos, esta criança provavelmente crescerá tornando-se um adulto com medo da vida, inibido, tímido, contido, ansioso diante de dificuldades e falhas inevitáveis na vida. Predominarão a insegurança, a desmotivação e a desistência diante dos possíveis fracassos na luta pela vida, como também a paralisação, inércia frente í s tensíµes e frustraçíµes. Assim como uma casa construída sobre um alicerce frágil, poderá não resistir í s tempestades, vindo a desmoronar.


