Debate esquenta reta final da disputa pela prefeitura de Torres

5 de outubro de 2012

 

 

 

A rádio Maristela AM, aqui de Torres, promoveu um debate eleitoral na manhã de quarta-feira (3), quatro dias antes do pleito, que se realiza no domingo, dia 7. A parte da manhã, antes da transmissão ao vivo do programa, coordenado pelo Padre Leonir Alves, pároco da Igreja Católica e diretor da emissora, o justiça eleitoral teve de intervir no processo da organização do encontro entre Ní­lvia, Pardal e Gideão. í‰ que o PMDB, que possui uma TV na internet, pediu permissão para veicular o debate ao vivo. Mas o PT não aceitou conforme nota emitida pela campanha de Pardal na web. O Jornal A FOLHA foi proibido de entrar no recinto da rádio Maristela para fotografar cenas do saudável embate. Não se sabe a fundamentação da juí­za para esta cesura í  mí­dia. A própria auxiliar da justiça, que cuidava da organização, não soube explicar para o repórter Guilherme Rocha, de A FOLHA, o motivo da proibição.

Mas a discussão entre os três candidatos iniciou em torno das 10 horas da manhã e seguiu até em torno de 11 horas.   Não houve muitos ataques pessoais no embate. Mesmo sendo provocados por ambas as partes, os lí­deres das chapas acabaram não cedendo í  seus lados sentimentais e se comportaram. Houve acusaçíµes, algumas sem provas.

Abaixo alguns tópicos do debate entre Ní­lvia, Pardal e Gideão.

 

APRESENTAí‡íƒO

 

Por que você quer ser prefeito?

 

 

Gideão:

 Acredito no processo de reconstrução de nossa cidade para melhorar a vida deste povo tão sofrido.

 

 

Pardal:

Acho que estou preparado para continuar melhorando nossa cidade. A gente sabe que não fez tudo, mas só a gente sabe como fazer a continuidade. Provamos isto trabalhado dentro da prefeitura. Queremos continuar trabalhando para que, definitivamente, as pessoas de Torres não precisem sair daqui para trabalhar como era há aos atrás.

 

Ní­lvia

Governar com muita sabedoria e com muita cristandade.  Quero lincar as polí­ticas federais e estaduais com as nossas polí­ticas, aqui de Torres.

 

SEGURANí‡A:

 

 Pardal pergunta para Gideão: Tu concordas com a falta de investimento do governo estadual na segurança pública?

 

Gideão responde: sabemos que a segurança é uma integração. Sabemos que o governo do Estado tem carências. Sabemos que o comando local não tem interferência.  Temos de fazer a guarda municipal.

 

 Réplica de Pardal: O comando de POA interfere quando quiser. O governo do PT está nos tratando com descaso. Mas mesmo assim vamos implantar o monitoramento por câmeras e a criação da Guarda Municipal.

 

Tréplica de Gideão: Torres é a cidade mais segura do RS. Pelo que dizem na BM local, há dificuldade internas para trazer soldados para cá.

 

ESPOSTE E LAZER

 

Nilvia pergunta para Pardal: O senhor vai criar a secretaria do esporte e lazer?

 

Resposta de Pardal: Temos uma proposta para criarmos mais centros esportivos, além dos que já criamos, no Faxinal e no Canto da Ronda. O Esporte Clube Torrense deve voltar í  vida com Pardal e Zé Ivan.  Quanto í  pergunta, queremos fortalecer o turismo através do esporte radical. Não vamos criar esta secretaria. Vamos somente fortalecer o departamento do esporte.

 

 Réplica de Nilvia: Por que não criaram os programas em oito anos?     Perdemos o surf WCT, os Jets, etc. Nós vamos fazer…

 

Tréplica de Pardal: Fortalecemos, sim. Os clubes no Getúlio Vargas e Faxinal, o campeonato municipal, o surfe… E agora fortaleceremos os outros clubes.    E queremos fortalecer o esporte radical, não só o surfe, mas os outros também.

 

 

MEIO AMBIENTE

 

 

Paulo Gideão pergunta para Ní­lvia sobre o tema

Tratamento de esgoto.

 

 Ní­lvia responde: O governo federal está fazendo investimentos pesados na cidade. Mas temos grandes inundaçíµes em algumas ruas. Temos que criar o zoneamento econí´mico e ecológico. Temos que dar uma solução pací­fica para o Parque Itapeva.

 

 Tréplica de Gideão: Acho que só com bons técnicos e bons projetos.

 

EDUCAí‡íƒO

 

Paulo Gideão pergunta para Pardal: Não é necessária a creche com dois turnos (16 horas)?

 

Resposta de Pardal: Sim.  Uma das propostas são creches neste formato. Já construí­mos creches na zona sul, no Campo Bonito, mais uma junto ao torrense está sendo construí­da. Vamos construir uma no bairro Guarita e nas Praias. Nosso governo investe muito em EDUCAí‡íƒO. Mas é, sim, um compromisso este novo formato de creche. Lembro que antes de nosso governo, por 20 anos não foram construí­da salas de aula. Nosso governo fez duas escolas inteiras.

 

GERAí‡íƒO DE RENDA

 

Ní­lvia pergunta para Gideão: Quais suas propostas para trabalho e renda?

 

Gideão responde: As pequenas empresas não têm dinheiro para melhorar. As creches são a solução para dar mais tempo í s mães de trabalharem.

 

 Réplica de Ní­lvia. A legislação do municí­pio não dá apoios. Temos de fazer. Temos de criar o departamento de licenciamento ambiental dentro da prefeitura de Torres. (Já existe o departamento).

 

 Tréplica de Gideão: Emprego também é projetos na construção civil, garantindo emprego o ano todo. Eu farei isto e continuarei apoiando o setor.

 

Ní­lvia em a pedido: O emprego também passa pelo desenvolvimento rural. Vamos buscar financiamento para o campo. Não teve agenda de Torres com o governo Tarso. Vamos elevar o orçamento em 3%.

 

SAíšDE

 

Pardal pergunta para Ní­lvia: Fizemos muito. Já temos uma UPA prometida pelo Governo Federal. Mas a candidata diz que terá duas UPAS em Torres, quando sabemos que as leis proí­bem isto. Como explicar?

 

Resposta de Ní­lvia: O senhor sabe muito bem do critério: 50 mil pessoas. O que dizemos é a instalação UPA deveria ter sido feita há muito tempo. Nossa intenção é implantar a UPA (não respondeu í  pergunta).  

 

Réplica de Pardal: O governo do PT, estadual e federal, não investe o percentual da lei em Saúde. Mas a candidata está ludibriando a população, a candidata deveria explicar ou pedir desculpa.  Como pode ter duas UPAS quando a lei proí­be isto?

 

Tréplica de Ní­lvia: Temos muitas deficiências na saúde em Torres. O governo diz que faz, mas não é o que vemos nas ruas. Consultas agendadas demoram muito. Acusou Pardal de assédio moral contra os funcionários e perguntou? Por que não fez em oito anos? (não respondeu a pergunta das UPAs)

 

TEMA LIVRE

 

Pardal pergunta para Ní­lvia:

 

Turismo

 

Pardal: Em nosso governo, fortalecemos o réveillon, o balonismo, o Carnaval. E vamos deixar na mão da sociedade a escolha de nosso secretário de Turismo.  Por que tem tanta gente querendo ser secretário do seu governo, Ní­lvia?     E, inclusive, o nosso secretário Roniel é assediado pela senhora em papos divulgados?

 

Ní­lvia Responde: O Turismo em Torres está muito ruim. O Valmir está considerando boatos. Queria mais respeito. O senhor fazer pergunta baseado em fofoca?  Meu Deus.

 

Réplica de Pardal: Mais uma pergunta não respondida. Vais usar o mesmo grupo do ex- prefeito Milanês? Por que não responde a pergunta?

 

Treplica de Ní­lvia. Quem vai chegar lá vai ser nós, ele nem vai poder escolher secretários, ironizou. Deveria se preocupar onde colocou os R$ 6 milhíµes de reais. Por que a ação do MP cobrando isto. Deveria responder?

 

 Ní­lvia pergunta para Gideão

 

 Ní­lvia: Eles prometeram construir o centro administrativo. Não fizeram. A prefeitura é uma colcha de retalho.   Tu achas que nós precisamos de um centro administrativo, inclusive como uma grande obra do Turismo?

 

Gideão Responde: Gramado colocou um buraco e é o Lago Negro, todo o mundo sabe.

Temos de ter um centro administrativo, sim.  Tem muita coisa que foi feita na cidade. Mas acho que temos de ter um Centro administrativo.

 

Réplica de Ní­lvia: Por que vamos acreditar que eles vão fazer? Outras promessas foram feitas. Gastaram dinheiro da cidade em festas (R$ 6 mi). Nós vamos fazer o que eles não fizeram em oito anos.

 

Paulo Gideão para Pardal

 

Gideão: Quero saber como seu governo vai resolver ou viabilizar o transporte das mercadorias para as praias do sul.   Qual a proposta, eu vou viabilizar. O que tu vai fazer?

 

Resposta de Pardal: Vamos fazer uma rua lateral ao parque e í  Estada do mar. Vamos definir junto í  comunidade das praias este traçado. Mas queremos também evitar que as populaçíµes não fiquem dependentes do centro. Vamos dar estrutura para aquelas praias.

 

Tréplica de Gideão: Fizemos 1800 metros com nosso dinheiro.   í‰ só dar seguimento.

 

 

Ní­lvia pergunta para Gideão

 

O Valmir (Pardal) disse que as pessoas são mais importantes que as coisas. Dois processos na justiça contra pardal não dizem isto. Ambulância com veneno dentro e assedio moral.  O que você acha?

 

 Resposta de Gideão: A mulher é a primeira a ser atingida. As pessoas sempre dizem. Ser Humano. Temos que respeitar mais as mulheres.

 

Réplica de Ní­lvia. Valorização dos servidores municipais. Nós não acreditamos que no governo do Pardal isto aconteça. Ele dá prejuí­zo ao governo municipal. Mas de 50 mil vai ter de ser pago com nosso dinheiro pelos processos administrativos.

 

Tréplica de Gideão: No Campo Bonito vi uma questão de um nivelamento que pessoas de lá queriam e a prefeitura foi muito firme em negar. Isto não pode acontecer em um governo sério.

 

 

Gideão pergunta para Pardal

 

Gideão: O Estatuto do servidor está parado. Eles querem Plano de Saúde. O que fazer?

 

Pardal responde: Queremos tratar todos os servidores com igualdade. Iremos modificar isto em nosso plano atual. Temos o dever de avaliar, acima de tudo, a necessidade da população.  Os servidores serão valorizados com igualdade, sem gerar custos maiores para a sociedade como é hoje em algumas categorias. Plano de previdência? Sugerimos o IPE, por exemplo.  Mas não vamos privilegiar um grupo. Todos iguais.

 

Pardal pergunta para Ní­lvia

 

 Pardal: Fala do seu currí­culo. Qual foi a obra que trouxe para Torres, já que recebe salário do municí­pio? E sobre um CC do Estado, que parece que agora é teu irmão que entrou, após tu vires para a campanha?

 

Resposta de Ní­lvia: Tenho uma trajetória polí­tica com votos. Já tive 764 votos quando tu ficaste meu suplente na Câmara. Temos mais de 20 leis municipais de minha autoria. Fundamos a cooperativa de crédito. Assumi um CC, sim, em 2011. Trouxemos mais de R$ 6 milhíµes para a região na consulta popular. Minha trajetória familiar é ilibada. Com orgulho, sempre fiquei defendendo os servidores públicos contra os desmandos da prefeitura.

 

Réplica de Pardal: Eu acumulei as duas funçíµes com um só salário. Fui vice e secretário da Saúde, recebendo somente um…  Temos muito a mostrar do que realizamos como pessoa na secretaria. Mas a candidata não responde í s perguntas.  E o CC que era dela que hoje é do irmão dela, o que trouxe para a cidade?

 

 Tréplica de Ní­lvia: Não tenho e não devo nada para explicar. Trouxemos 400 mil para o hospital Navegantes, por exemplo.    

 


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