A rádio Maristela AM, aqui de Torres, promoveu um debate eleitoral na manhã de quarta-feira (3), quatro dias antes do pleito, que se realiza no domingo, dia 7. A parte da manhã, antes da transmissão ao vivo do programa, coordenado pelo Padre Leonir Alves, pároco da Igreja Católica e diretor da emissora, o justiça eleitoral teve de intervir no processo da organização do encontro entre Nílvia, Pardal e Gideão. í‰ que o PMDB, que possui uma TV na internet, pediu permissão para veicular o debate ao vivo. Mas o PT não aceitou conforme nota emitida pela campanha de Pardal na web. O Jornal A FOLHA foi proibido de entrar no recinto da rádio Maristela para fotografar cenas do saudável embate. Não se sabe a fundamentação da juíza para esta cesura í mídia. A própria auxiliar da justiça, que cuidava da organização, não soube explicar para o repórter Guilherme Rocha, de A FOLHA, o motivo da proibição.
Mas a discussão entre os três candidatos iniciou em torno das 10 horas da manhã e seguiu até em torno de 11 horas. Não houve muitos ataques pessoais no embate. Mesmo sendo provocados por ambas as partes, os líderes das chapas acabaram não cedendo í seus lados sentimentais e se comportaram. Houve acusaçíµes, algumas sem provas.
Abaixo alguns tópicos do debate entre Nílvia, Pardal e Gideão.
APRESENTAí‡íƒO
Por que você quer ser prefeito?
Gideão:
Acredito no processo de reconstrução de nossa cidade para melhorar a vida deste povo tão sofrido.
Pardal:
Acho que estou preparado para continuar melhorando nossa cidade. A gente sabe que não fez tudo, mas só a gente sabe como fazer a continuidade. Provamos isto trabalhado dentro da prefeitura. Queremos continuar trabalhando para que, definitivamente, as pessoas de Torres não precisem sair daqui para trabalhar como era há aos atrás.
Nílvia
Governar com muita sabedoria e com muita cristandade. Quero lincar as políticas federais e estaduais com as nossas políticas, aqui de Torres.
SEGURANí‡A:
Pardal pergunta para Gideão: Tu concordas com a falta de investimento do governo estadual na segurança pública?
Gideão responde: sabemos que a segurança é uma integração. Sabemos que o governo do Estado tem carências. Sabemos que o comando local não tem interferência. Temos de fazer a guarda municipal.
Réplica de Pardal: O comando de POA interfere quando quiser. O governo do PT está nos tratando com descaso. Mas mesmo assim vamos implantar o monitoramento por câmeras e a criação da Guarda Municipal.
Tréplica de Gideão: Torres é a cidade mais segura do RS. Pelo que dizem na BM local, há dificuldade internas para trazer soldados para cá.
ESPOSTE E LAZER
Nilvia pergunta para Pardal: O senhor vai criar a secretaria do esporte e lazer?
Resposta de Pardal: Temos uma proposta para criarmos mais centros esportivos, além dos que já criamos, no Faxinal e no Canto da Ronda. O Esporte Clube Torrense deve voltar í vida com Pardal e Zé Ivan. Quanto í pergunta, queremos fortalecer o turismo através do esporte radical. Não vamos criar esta secretaria. Vamos somente fortalecer o departamento do esporte.
Réplica de Nilvia: Por que não criaram os programas em oito anos? Perdemos o surf WCT, os Jets, etc. Nós vamos fazer…
Tréplica de Pardal: Fortalecemos, sim. Os clubes no Getúlio Vargas e Faxinal, o campeonato municipal, o surfe… E agora fortaleceremos os outros clubes. E queremos fortalecer o esporte radical, não só o surfe, mas os outros também.
MEIO AMBIENTE
Paulo Gideão pergunta para Nílvia sobre o tema
Tratamento de esgoto.
Nílvia responde: O governo federal está fazendo investimentos pesados na cidade. Mas temos grandes inundaçíµes em algumas ruas. Temos que criar o zoneamento econí´mico e ecológico. Temos que dar uma solução pacífica para o Parque Itapeva.
Tréplica de Gideão: Acho que só com bons técnicos e bons projetos.
EDUCAí‡íƒO
Paulo Gideão pergunta para Pardal: Não é necessária a creche com dois turnos (16 horas)?
Resposta de Pardal: Sim. Uma das propostas são creches neste formato. Já construímos creches na zona sul, no Campo Bonito, mais uma junto ao torrense está sendo construída. Vamos construir uma no bairro Guarita e nas Praias. Nosso governo investe muito em EDUCAí‡íƒO. Mas é, sim, um compromisso este novo formato de creche. Lembro que antes de nosso governo, por 20 anos não foram construída salas de aula. Nosso governo fez duas escolas inteiras.
GERAí‡íƒO DE RENDA
Nílvia pergunta para Gideão: Quais suas propostas para trabalho e renda?
Gideão responde: As pequenas empresas não têm dinheiro para melhorar. As creches são a solução para dar mais tempo í s mães de trabalharem.
Réplica de Nílvia. A legislação do município não dá apoios. Temos de fazer. Temos de criar o departamento de licenciamento ambiental dentro da prefeitura de Torres. (Já existe o departamento).
Tréplica de Gideão: Emprego também é projetos na construção civil, garantindo emprego o ano todo. Eu farei isto e continuarei apoiando o setor.
Nílvia em a pedido: O emprego também passa pelo desenvolvimento rural. Vamos buscar financiamento para o campo. Não teve agenda de Torres com o governo Tarso. Vamos elevar o orçamento em 3%.
SAíšDE
Pardal pergunta para Nílvia: Fizemos muito. Já temos uma UPA prometida pelo Governo Federal. Mas a candidata diz que terá duas UPAS em Torres, quando sabemos que as leis proíbem isto. Como explicar?
Resposta de Nílvia: O senhor sabe muito bem do critério: 50 mil pessoas. O que dizemos é a instalação UPA deveria ter sido feita há muito tempo. Nossa intenção é implantar a UPA (não respondeu í pergunta).
Réplica de Pardal: O governo do PT, estadual e federal, não investe o percentual da lei em Saúde. Mas a candidata está ludibriando a população, a candidata deveria explicar ou pedir desculpa. Como pode ter duas UPAS quando a lei proíbe isto?
Tréplica de Nílvia: Temos muitas deficiências na saúde em Torres. O governo diz que faz, mas não é o que vemos nas ruas. Consultas agendadas demoram muito. Acusou Pardal de assédio moral contra os funcionários e perguntou? Por que não fez em oito anos? (não respondeu a pergunta das UPAs)
TEMA LIVRE
Pardal pergunta para Nílvia:
Turismo
Pardal: Em nosso governo, fortalecemos o réveillon, o balonismo, o Carnaval. E vamos deixar na mão da sociedade a escolha de nosso secretário de Turismo. Por que tem tanta gente querendo ser secretário do seu governo, Nílvia? E, inclusive, o nosso secretário Roniel é assediado pela senhora em papos divulgados?
Nílvia Responde: O Turismo em Torres está muito ruim. O Valmir está considerando boatos. Queria mais respeito. O senhor fazer pergunta baseado em fofoca? Meu Deus.
Réplica de Pardal: Mais uma pergunta não respondida. Vais usar o mesmo grupo do ex- prefeito Milanês? Por que não responde a pergunta?
Treplica de Nílvia. Quem vai chegar lá vai ser nós, ele nem vai poder escolher secretários, ironizou. Deveria se preocupar onde colocou os R$ 6 milhíµes de reais. Por que a ação do MP cobrando isto. Deveria responder?
Nílvia pergunta para Gideão
Nílvia: Eles prometeram construir o centro administrativo. Não fizeram. A prefeitura é uma colcha de retalho. Tu achas que nós precisamos de um centro administrativo, inclusive como uma grande obra do Turismo?
Gideão Responde: Gramado colocou um buraco e é o Lago Negro, todo o mundo sabe.
Temos de ter um centro administrativo, sim. Tem muita coisa que foi feita na cidade. Mas acho que temos de ter um Centro administrativo.
Réplica de Nílvia: Por que vamos acreditar que eles vão fazer? Outras promessas foram feitas. Gastaram dinheiro da cidade em festas (R$ 6 mi). Nós vamos fazer o que eles não fizeram em oito anos.
Paulo Gideão para Pardal
Gideão: Quero saber como seu governo vai resolver ou viabilizar o transporte das mercadorias para as praias do sul. Qual a proposta, eu vou viabilizar. O que tu vai fazer?
Resposta de Pardal: Vamos fazer uma rua lateral ao parque e í Estada do mar. Vamos definir junto í comunidade das praias este traçado. Mas queremos também evitar que as populaçíµes não fiquem dependentes do centro. Vamos dar estrutura para aquelas praias.
Tréplica de Gideão: Fizemos 1800 metros com nosso dinheiro. í‰ só dar seguimento.
Nílvia pergunta para Gideão
O Valmir (Pardal) disse que as pessoas são mais importantes que as coisas. Dois processos na justiça contra pardal não dizem isto. Ambulância com veneno dentro e assedio moral. O que você acha?
Resposta de Gideão: A mulher é a primeira a ser atingida. As pessoas sempre dizem. Ser Humano. Temos que respeitar mais as mulheres.
Réplica de Nílvia. Valorização dos servidores municipais. Nós não acreditamos que no governo do Pardal isto aconteça. Ele dá prejuízo ao governo municipal. Mas de 50 mil vai ter de ser pago com nosso dinheiro pelos processos administrativos.
Tréplica de Gideão: No Campo Bonito vi uma questão de um nivelamento que pessoas de lá queriam e a prefeitura foi muito firme em negar. Isto não pode acontecer em um governo sério.
Gideão pergunta para Pardal
Gideão: O Estatuto do servidor está parado. Eles querem Plano de Saúde. O que fazer?
Pardal responde: Queremos tratar todos os servidores com igualdade. Iremos modificar isto em nosso plano atual. Temos o dever de avaliar, acima de tudo, a necessidade da população. Os servidores serão valorizados com igualdade, sem gerar custos maiores para a sociedade como é hoje em algumas categorias. Plano de previdência? Sugerimos o IPE, por exemplo. Mas não vamos privilegiar um grupo. Todos iguais.
Pardal pergunta para Nílvia
Pardal: Fala do seu currículo. Qual foi a obra que trouxe para Torres, já que recebe salário do município? E sobre um CC do Estado, que parece que agora é teu irmão que entrou, após tu vires para a campanha?
Resposta de Nílvia: Tenho uma trajetória política com votos. Já tive 764 votos quando tu ficaste meu suplente na Câmara. Temos mais de 20 leis municipais de minha autoria. Fundamos a cooperativa de crédito. Assumi um CC, sim, em 2011. Trouxemos mais de R$ 6 milhíµes para a região na consulta popular. Minha trajetória familiar é ilibada. Com orgulho, sempre fiquei defendendo os servidores públicos contra os desmandos da prefeitura.
Réplica de Pardal: Eu acumulei as duas funçíµes com um só salário. Fui vice e secretário da Saúde, recebendo somente um… Temos muito a mostrar do que realizamos como pessoa na secretaria. Mas a candidata não responde í s perguntas. E o CC que era dela que hoje é do irmão dela, o que trouxe para a cidade?
Tréplica de Nílvia: Não tenho e não devo nada para explicar. Trouxemos 400 mil para o hospital Navegantes, por exemplo.


