Definições para… as definições finais…

27 de maio de 2012

 

Brocca pressionado

 

A combinação de perí­odo pré-eleitoral com a incumbência de exercer a  presidencia da Câmara está deixando o presidente da casa legislativa de Torres, Idelfonso Brocca, com crises de perda de paciência. í‰ que é natural que oposição e situação realizem manobras polí­ticas utilizando a sessão da casa e o regimento interno como forma de ataque e defesa pré – eleitoral.

Na terça-feira passada (22) o vereador Gimi solicitou de última hora a entrada de dois processos na Ordem do Dia.   Brocca não colocou o assunto na pauta alegando falta de tempo para discussão e o vereador insistiu, afirmando que seu pedido deveria ser votado para que, então, fosse aprovado ou rejeitado.

Na prática, parece que o que Gimi queria era irritar seu adversário de partido, e conseguiu. Brocca também queria irritar Gimi, e conseguiu. Mas o que ficou no final foi um bate boca entre os dois vereadores, gravado e veiculado ao vivo nas rádios, onde ofensas de ditador e respostas í s ofensas foram as protagonistas. Gimi insistiu que Brocca estaria sendo ditador tantas vezes, que Brocca, para tentar encerrar o assunto, confirmou: ditador, sim, mas não vai ir para a pauta a matéria. Após o presidente da casa se desculpou.

 

Voto importante

 

Voltou, sem aviso prévio, o vereador Tiago de Sousa (PMDB) í  sua cadeira da Câmara municipal, conseguida através de boa votação na eleição de 2008.   Neste momento de coligaçíµes e formatação das chapas que irão concorrer no pleito de outubro, a volta do vereador significa muito, para ambos os lados.

í‰ que um voto na Câmara Municipal é muito valorizado pelo executivo. Os técnicos e os polí­ticos da prefeitura sabem bem como é difí­cil governar quando não se tem maioria na casa. Inclusive, as coligaçíµes do PMDB estão e serão muito baseadas nisto,  qual seja: partido que tem mandato tem muito mais direitos í  CCs e regalias eleitorais do que outro, que apoia, mas não tem cadeira na Câmara Municipal.

No ano passado, quando em sua saí­da da Câmara, quando pediu licença, o vereador Tiago jogou contra seu próprio partido, o PMDB.   Ele se inscreveu na chapa de oposição que acabou elegendo o atual prefeito Idelfonso Brocca (PP), evitando que o PMDB tivesse na presidência um vereador da base, justamente em ano eleitoral, muito mais polí­tico que outros.

Agora cabe averiguar para que lado o jovem vereador Tiago irá tender. Se mantém sua rebeldia contra o PMDB, ou se apoia o seu partido, que passa a ter novamente maioria na casa legislativa.

 

Definiçíµes para… as definiçíµes finais…

 

Está, aos poucos, se desenhando o horizonte que a cidade terá í  frente nas eleiçíµes de outubro. O PMDB faz reunião para sua pré-convenção na quarta-feira (30). Em princí­pio, dela deve sair a chapa inteira que representará o PMDB e os partidos coligados no pleito.     Já o PT não fala muito. Nas últimas duas semanas, foram divulgadas duas alianças: Primeiro o PP, depois o PDT. O PP tomou a liberdade de anunciar que entra como vice na chapa de Ní­lvia Pinto Pereira (PT). E tomou a liberdade também de dizer que a votação agora no partido dos progressistas torrenses será para escolher nomes para representar a sigla na vaga, por eles já decidida que é deles.

Existem várias pessoas na cidade que já se pronunciaram que gostariam de representar o partido em uma eventual chapa para a prefeitura. Broca foi o mais enfático, mas Rogerinho se manifestou neste sentido, Tenora também (duas vezes), além de representantes do partido que não possuem cargos eletivos.   O advogado Cezar Grazziotim, o empresário Hélio Krás, o empresário Ataualpa Lumertz, dentre outros. Existem potenciais candidatos na cidade, também, que estão filiados ao PP e que podem ser bem citados. Carlos da Delta, muito bem relacionado com o partido e com o empresariado, é um exemplo.

Mas parece que o presidente da Câmara não quer abrir mão desta chance. E a coisa deve pegar dentro do PP. í‰ que existe muita gente por aí­ que não engoliu a coligação com o PT, e agora pode querer compensar escolhendo nomes.  

Todas estas especulaçíµes, algumas bastante práticas e factí­veis, podem ser derrubadas nas convençíµes obrigatórias das siglas. Durante o mês de junho próximo, que inicia na semana que vem, muitas coisas podem acontecer, inclusive viradas de mesa, com insinuaçíµes, inclusive, judiciais.

 

 Falando em temas judiciais  

 

Um polí­tico importante de Torres falava nesta semana que esta campanha polí­tica deverá ser marcada como uma das mais judicializadas. í‰ que entrou o Ficha Limpa em ação, e  agora o congresso votou e aprovou um PL que evita que candidatos inscritos com contas reprovadas anteriormente não entrem no rol dos ficha-suja.   Existem as redes sociais e não está claro (nem nunca será) o que pode e o que não pode ser feito através delas por candidatos que disputam pleito.  

Além disto, especificamente em Torres, o pau deve pegar. A candidata Ní­lvia concorre pela segunda vez í  prefeitura. E a candidata se diferenciou no pleito de 2008 por protagonizar cenas bastante agressivas contra os adversários, o que deve se repetir neste ano.

Trata-se de uma coisa ruim para o eleitor. Muitos boatos poderão se tornar fatos de campanha, as redes sociais devem ser as protagonistas destas informaçíµes pouco confiáveis,  e a judicialização em alguns casos será necessária. Cabe ao MP estar atento para ambas as possibilidades. Primeira, a de haver exploração do judiciário pelos partidos em nome da vontade de denegrir a imagem dos oponentes. Segundo, atenção í  laranjas contratados para influenciar a eleição através das redes sociais. A punição exemplar deveria ser a saí­da. Olho no lance.

 


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