Em todo o país, falta de pagamentos tem maior alta para
meses de abril desde 2002
A inadimplência dos consumidores no Brasil registrou crescimento de 4,8% em abril na comparação com março deste ano, segundo levantamento divulgado na quarta-feira (16) pela empresa de consultoria Serasa Experian. No fechamento dos quatro primeiros meses do ano, o índice apresentou alta de 19,6%. Já na relação anual (abril deste ano ante o mesmo mês do ano passado), o aumento foi ainda mais intenso e chegou a 23,7%. í‰ a maior variação para o mês de abril desde 2002.
A inadimplência não bancária (cartíµes de crédito e com financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) puxou a alta do índice com variação de 8,8%. As dívidas com os bancos registraram crescimento de 4,3%. Já os títulos protestados e os cheques sem fundos apresentaram queda de 13,7% e 7,4%, respectivamente, contribuindo para que o indicador de inadimplência do consumidor não subisse mais.
O valor médio das dívidas cresceu de janeiro a abril de 2012. O das dívidas não bancárias aumentou 23,8%, o dos cheques sem fundos, 12%, o dos títulos protestados, 8,8% e o das dívidas com os bancos, 0,1%.
Em Torres, movimento cresce, mas crédito é barrado
em quase metade das consultas
Conforme dados do SPC de Torres, a inadimplência local medida no período entre janeiro e abril de 2012 teve, também, 23% de aumento. Os dados se referem somente í s compras no crediário das lojas, portanto não espelham as vendas com cheque pré-datado nem as vendas a prazo feitas por cartão de crédito.
Conforme os mesmos dados do SPC, departamento ligado í CDL local, em 2012 houve aumento de vendas medido através das consultas. Foram 21% a mais de movimentação ao SPC buscando aprovação de crédito. Mas aumentou em quase 40% as negativas de liberação, ou seja, quase dobrou o número de créditos não aprovados pelas lojas de Torres, justamente pelos clientes estarem com pendências em algum comércio.
Para os economistas da Serasa, o aumento da inadimplência do consumidor mostra que as dificuldades de honrar as despesas de início de ano, aliadas ao endividamento crescente, estenderam-se para além do mês de março, considerado o mais crítico do ano.


