Dí­vidas e inadimplência aumentam consideravelmente em Torres

21 de maio de 2012

 

   Em todo o paí­s, falta de pagamentos tem maior alta para

 meses de abril desde 2002

 

A inadimplência dos consumidores no Brasil registrou crescimento de 4,8% em abril na comparação com março deste ano, segundo levantamento divulgado na quarta-feira (16) pela empresa de consultoria Serasa Experian. No fechamento dos quatro primeiros meses do ano, o í­ndice apresentou alta de 19,6%. Já na relação anual (abril deste ano ante o mesmo mês do ano passado), o aumento foi ainda mais intenso e chegou a 23,7%. í‰ a maior variação para o mês de abril desde 2002.

A inadimplência não bancária (cartíµes de crédito e com financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica e água) puxou a alta do í­ndice com variação de 8,8%. As dí­vidas com os bancos registraram crescimento de 4,3%. Já os tí­tulos protestados e os cheques sem fundos apresentaram queda de 13,7% e 7,4%, respectivamente, contribuindo para que o indicador de inadimplência do consumidor não subisse mais.

O valor médio das dí­vidas cresceu de janeiro a abril de 2012. O das dí­vidas não bancárias aumentou 23,8%, o dos cheques sem fundos, 12%, o dos tí­tulos protestados, 8,8% e o das dí­vidas com os bancos, 0,1%.

 

 Em Torres, movimento cresce, mas crédito é barrado

em  quase metade das consultas

 

 

Conforme dados do SPC de Torres, a inadimplência local medida no perí­odo entre janeiro e abril de 2012 teve, também, 23% de aumento.   Os dados se referem somente í s compras no crediário das lojas, portanto não espelham as vendas com cheque pré-datado nem as vendas a prazo feitas por cartão de crédito.

Conforme os mesmos dados do SPC, departamento ligado í  CDL local, em 2012 houve aumento de vendas medido através das consultas. Foram 21% a mais de movimentação ao SPC buscando aprovação de crédito. Mas aumentou em quase 40% as negativas de liberação, ou seja, quase dobrou o número de créditos não aprovados pelas lojas de Torres, justamente pelos clientes estarem com pendências em algum comércio.

Para os economistas da Serasa, o aumento da inadimplência do consumidor mostra que as dificuldades de honrar as despesas de iní­cio de ano, aliadas ao endividamento crescente, estenderam-se para além do mês de março, considerado o mais crí­tico do ano.

 

 

 


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