EDITORIAL – Caminho inverso da modernidade

18 de fevereiro de 2011

A presidente Dilma Rouseff se mostra gestora moderna ao anunciar quase que diariamente medidas de contenção de custos fixos para a movimentação da máquina pública do Brasil. Já anunciou corte de 50% nas diárias do funcionalismo, cortou na própria pele o orçamento da união em R$ 50 bilhíµes; insiste em não aumentar o salário mí­nimo sob pena de falir a previdência social, já deficitária na nação; e se mostra também corajosa ao não recuar perante partidos polí­ticos que vêm a pressionando, colocando seus votos em projetos governamentais em verdadeiros balcíµes de negócios para conseguirem cargos públicos. Diferente de seu antecessor Lula, Dilma tem se destacado por anunciar, em atos, uma gestão responsável nas finanças públicas do Brasil.  

Já seu companheiro de partido Tarso Genro, tem demonstrado aqui no RS que pretende percorrer o caminho inverso. Iniciou seu governo aumentando significativamente os custos fixos projetados, contratando mais servidores, criando mais órgãos públicos e chamando para si acordos inclusive com a oposição, que tem flertado com os oferecimentos com olhos gananciosos, também na busca de cargos, com rarí­ssimas exceçíµes, como o PSDB, a oposição pura ao PT em todo o território nacional. A gestão local em nosso RS preocupa justamente porque nosso Estado, assim como a maioria dos Estados Federativos, encontra-se engessado financeiramente há décadas. Um novo pacto federativo tem sido muito requerido por polí­ticos responsáveis de todas as siglas partidárias. Ele sugere justamente açíµes para reverter esta centralização de recursos no governo federal, aumentando, portanto, a participação das federaçíµes e dos municí­pios do bolo de arrecadação tributária da nação, que se aproxima de 40% de tudo que o brasileiro produz.    

A ex-governadora Yeda Crusius conseguiu após dois anos de trabalho árduo equilibrar as finanças do RS, mostrando a seguir fí´lego para investimentos já não vistos há décadas no Estado, fí´lego este provado de forma cabal através da real construção de estradas, ruas, esgotamento sanitário, e equipamento de segurança pública, dentre outras obras nos últimos dois anos. Mas parece que o governador Tarso tem uma nova receita a ser empregada na gestão da coisa pública no Estado. Diz que conseguirá recursos do governo federal acima da média conseguida por governos anteriores, inclusive de seu PT nos anos de 1999 a 2002, e afirma que fará convênios internacionais para alavancar a capacidade de investimento do RS.

 Nós, gaúchos, estamos dando um voto de confiança ao novo projeto de governo que está sendo implementado pelo novo governador Tarso Genro.   Demos pelo voto sua vitória no primeiro turno, com mais de metade da escolha dos eleitores do estado. Mas é de se salientar que as medidas de aumento dos custos fixos do Estado não são modernas se comparadas í s atitudes dos estadistas que assumiram posiçíµes de liderança nos últimos anos por todo o mundo. A racionalização da Coisa Publica e a diminuição do peso do Estado na vida das pessoas tem sido a melhor receita. E não é criando cargos e novas repartiçíµes que se projeta o equilí­brio e o progresso de um Estado que tem sido historicamente achatado por suas próprias gorduras, ficando consequentemente sem recursos para investimentos em Educação, Saúde, Infraestrutura e Segurança Pública, obrigaçíµes maiores de um Estado Federativo perante seu povo.


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