OPINIíO – Covardia

1 de maio de 2011

     

Texto retirado do web

   

A urgência na votação só interessa ao governador e ao PT

   

Se vocês pesquisarem nos Anais da Assembléia Legislativa, encontrarão centenas de discursos dos então oposicionistas, nos últimos vinte anos, denunciando a utilização defeituosa e facciosa, por parte do Executivo, do regime de urgência na tramitação de projetos. Por que? Ganhem tempo e perguntem ao deputado Raul Pont (PT), que colecionou argumentos contrários ao carimbo, e tudo indica que é hoje um especialista na matéria. O principal deles afirmava que o mecanismo era uma forma de impedir o debate aprofundado da proposição apressada, o que se verifica exatamente na etapa suprimida, que é a análise nas comissíµes permanentes. Em consequência, os legisladores não tinham condiçíµes, até pelo contraditório, de avaliar com sufi ciência as causas da proposta e, em especial, os seus efeitos. Se os representantes votaram, ao longo de cinco legislaturas, com conhecimento parcial de mérito, o que dizer-se dos representados, nós?

 

Os adversários da urgência de antes engoliram a de agora. Mas continua procedente o argumento de que o uso indiscriminado da urgência, não relacionada a providências sobre calamidades climáticas ou sanitárias e estado de guerra, atrela o Palácio Farroupilha ao decidido pelo Palácio Piratini, em ofensa í  harmonia e independência dos poderes determinadas pela Constituição. O fato de o Executivo ter o apoio da maioria dos deputados não explica e nem justifica a limitação do debate sobre medidas pretendidas pelo primeiro, porque, e é isto que interessa ao cabo, quem perde é a sociedade. Perdeu pelo menos 15 vezes até agora, número que corresponde a meras providências de gestão, mas de potencial risco polí­tico se esmiuçadas, que o governador Tarso Genro fez atravessar a Duque de Caxias como se urgentes fossem. E do outro lado da rua foram aceitas como tal pelos mesmos que as denunciavam outrora, em notável contradição, agravada pelo fato de que tinham razão.

 

í‰rico Valduga: WWW.ericovalduga.com.br

   

   

Covardia

   

Estava na página eletrí´nica do jornalista Polí­bio Braga na última quarta-feira (27),  mais uma demonstração de prepotência de muitos para com a cidade de Torres. Vejam o texto abaixo.

   

Manezinhos transformaram Torres numa anti-Torres: pobre, feia e suja.

   

Inspirado no texto deste editor sobre Gramado, o jornalista e escritor Paulo Timm propí´s repensar a atividade de turismo de massa em Torres.  

Torres, como também as demais praias gaúchas, é caso perdido.  

– A única chance de Torres é eleger o ex-deputado Germano Bonow, DEM, no ano que vem. Os sucessivos manezinhos eleitos na cidade, acabaram transformando-a na atual anti-Torres: pobre, feia e suja.

   

Não sei quem chamou quem de Manezinho, o texto está confuso. Mas achei de uma arrogância incrí­vel, tí­pica de pessoas que se acham acima do bem e do mal. O jornalista Polí­bio Braga nasceu em Joinvile, SC,  e hoje escreve razoavelmente bem e tem um também razoável número de leitores. Isto prova que não é porque se é de cidade pequena que se pode ser chamado de manezinho.  

Para a campanha do deputado Germano Bonow, caso efetivamente queira concorrer í  prefeitura de Torres no ano que vem, se trata de uma má assessoria de Polí­bio, caso ele (Polí­bio), ou seja lá que for,   esteja efetivamente querendo fazer campanha para o competente deputado. Não é com ambiente belicoso e de confrontos preconceituosos que se entra em uma comunidade.  

 Sugiro que quem fez esta ofensa arrogante e prepotente saia de sua sala climatizada, fuja de seus patrocí­nios pomposos e venha para Torres chamar o pessoal daqui de Manezinho. Ele se referiu a TODOS OS PREFEITOS ANTERIORES. Que arrogância.

 

     

Poder demais?

   

O vereador Gimi afirmou que o conteúdo probatório que o Ministério Público de Torres possui para ser fundamentação do inquérito Jí MOVIDO contra o prefeito de Torres, onde também cita várias empresas e pessoas da sociedade torrense, se trata tão somente em um telefonema aní´nimo.    

Acho que se é permitido isto, se trata de muito poder dado pela sociedade para um Promotor Público. Imaginem se qualquer telefonema aní´nimo fosse fundamentação para acusar alguém publicamente? Onde etária o Lula hoje, por exemplo? Para mim é poder demais, que sugere inclusive possibilidade de golpismo.  

Pela igualdade que existe hoje na legislação do Brasil, o que é confortável, qualquer pessoa poderia publicar qualquer coisa sobre o promotor, então, caso tenha uma ligação aní´nima como fundamentação. Imagino que se isto fosse permitido, estarí­amos no iní­cio do fim…  

Transparência é necessária, legalidade também, mas deve-se se ter provas pelo menos um pouco menos frágeis que um simples telefonema aní´nimo.  

 

     

Profissionalismo

   

O Festival de balonismo que encerrou mostrou não só o tamanho do evento, maior do que imaginamos. Mostrou também que o pessoal que trabalhou no evento foi altamente profissional. Não são técnicos em balão, não são técnicos em eventos grandes, não são especialistas em shows, sequer são empresários da área de eventos. Mas são servidores públicos, uns CCs e outros estáveis, que mostraram que são profissionais a favor de seu trabalho: o sucesso do Balonismo, em nome da secretaria de Turismo local…

Há de se esforçar para, com os baixos salários pagos para ní­veis intermediários da prefeitura, amanhecer no parque, enfrentar dificuldades pontuais com coragem, trabalhar dias inteiros, não importando se é feriado, etc… Afinal, trabalhar!  

 E deu tudo certo. Geralmente em eventos altamente caros e profissionalizados vemos falhas que aqui não vimos. Parabéns a todos que lá trabalharam para proporcionar o maior e melhor de todos os Festivais.              


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