EDITORIAL – Direito das mulheres: uma questão de tempo

11 de março de 2012

 

Neste último dia 8 de março se comemorou mais uma passagem do Dia Internacional da Mulher. Felizmente estamos em um paí­s onde os direitos essenciais do gênero já estão resolvidos por lei quase que na totalidade. As campanhas chamadas afirmativas, que visam aproximar mais os diretos adquiridos do gênero feminino com o histórico direito masculino de épocas anteriores não muito distantes, vistos erradamente como maiores que os das mulheres, servem na prática para um aculturamento da população. Nada se consegue implementar por decreto em qualquer sistema, principalmente em um modelo como o do Brasil, onde o regime democrático de direito é o âmago da Constituição nacional.

Os movimentos chamados de feministas trabalharam tão intensamente no mundo ocidental nas últimas décadas que em alguns casos já se pode verificar exageros nos tratos da igualdade feminina, busca incondicional de todos os formatos de movimentaçíµes. Este exagero gera riscos para a salubridade do ideal. Muitas mulheres de várias classes sociais, mas principalmente nas mais baixas, ao não conseguirem traduzir de forma clara a diferença entre direitos iguais e vantagens de gênero, acabam mergulhando em projetos de vida mal acabados. Preconceitos lançados ao ar por feministas mais radicais acabaram deixando funçíµes bonitas e saudáveis da sociedade como supérfluas se vistas em paralelo com as buscas afirmativas da igualdade de gênero no Brasil.    

Muitas mulheres que optam de coração e sã consciência por serem donas de casas e abandonarem carreiras profissionais para exercerem com mais tempo e serenidade as lidas domésticas foram e ainda são criticadas por lideranças feministas. Para estas lí­deres de movimentos mais radicais, ser exclusivamente Dona de Casa, mãe, esposa, e mulher do marido provedor, função padrão do gênero ate a metade do século passado, e trata de uma espécie de recaí­da. í‰ como se cada mulher que resolvesse ficar em casa estivesse colaborando para desestimular a causa da igualdade de gênero. Mulheres formadas em universidades que optam por ficar em casa cuidando dos filhos e sendo as coordenadoras do porto seguro dos familiares, muitas vezes se vêem obrigadas a dar explicação por esta opção, o que     atualmente é patético, pois faz parte da igualdade a liberdade de escolha, ideal muito mais importante que a igualdade de Gênero, pois não há igualdade sem liberdade.

A maior celebração deste dia da mulher de 2012 é a da efetiva igualdade conseguida por lei no âmbito coletivo. Uma mulher possui, sempre possuiu e sempre possuirá diferenças biológicas e de instinto de seu par, o homem. Algumas delas têm sido, inclusive, utilizadas para de certa forma valorizar a busca de igualdade de gênero, ainda com diferenças culturais em todo o mundo. Feministas militantes não se cansam de dizer que o gênero feminino está dominando aos poucos alguns cargos de poder, e festejam isto. Trata-se do iní­cio de uma diferença positiva í  favor das mulheres que poderá servir no futuro para gerar as diferenças de gênero ao contrário, onde a sociedade poderá chegar ao cúmulo de ter de formatar campanhas de igualdade entre gênero para defender preconceitos contra os homens, um atraso no processo democrático da verdadeira igualdade.  

Campanhas comparativas de salários, poder, dentre outras competiçíµes,  não são a melhor forma de se promover a igualdade. Igualdade é igualdade, festejar posiçíµes superiores não se trata de igualdade, se trata de competição.

A sociedade está pronta para usufruir em pouco tempo com a igualdade total de gêneros, a única inteligente busca de todos estes movimentos.

 


Publicado em:







Veja Também





Links Patrocinados