EDITORIAL – Em busca do Prí­ncipe encantado…

25 de março de 2012

 

í‰ de enojar a falta de vergonha na cara da maioria dos polí­ticos brasileiros, em todos os ní­veis: federal (principalmente), estadual e municipal.   Com pouquí­ssimas exceçíµes, trabalham conforme a música, não se importando sequer  de estampar contradiçíµes de forma pública.   Este bando de polí­ticos sem nenhum conhecimento do verdadeiro significado da palavra polí­tica, consequentemente eleitos somente para se locupletar do cargo, sem nenhum ideal pessoal, acaba conseguindo vender para seus eleitores que os prí­ncipes encantados ou   princesas encantadas existem, sim. Na maioria das vezes achando que um deles ou uma delas é   um dos prí­ncipes, uma das princesas.

A coisa se apresenta para este verdadeiro estelionatário profissional  ( mesmo seu querer em alguns casos) da seguinte forma:  Os problemas que os eleitores apresentam têm, todos, solução. Basta que ele ou ela seja escolhido para resolvê-los. E as soluçíµes já estão prontas! Eles ou elas dizem que existem sempre recurso disponí­vel para fazer tal coisa, mesmo que os polí­ticos que estejam no poder estejam dizendo que não os   têm.    E a campanha eleitoral acaba se simplificando: me bota lá que eu resolvo, o slogan mais utilizado na polí­tica brasileira.

Os polí­ticos não justificam sua capacidade de conseguir mudar um contexto por acreditarem na menor influência do Estado nas vidas das pessoas, ideal de liberdade que sustenta muitos partidos sérios do mundo e que sustenta, inclusive,   algumas naçíµes inteiras, que colocam em suas constituiçíµes que a liberdade individual é sagrada.   Não justificam suas buscas que os levaram a escolher o trabalho coletivo na  polí­tica por acreditarem que, ao contrário, o Estado deveria estar presente cada vez mais na vida as pessoas, tratando os filhos de uma nação como dependentes eternos, modelo que já serviu de exemplo para a implantação radical deste pensamento, o Comunismo, derrotado em todos os lugares pela própria ineficácia, mas que democraticamente tem muita gente e sigla partidária que  ainda acreditam… Não: o slogan é me bota lá que eu resolvo (afinal sou um prí­ncipe ou uma princesa encantado (a), pensam os polí­ticos baixos e convencem, infelizmente, seus eleitores).

Na questão do aumento salarial dos professores do Estado do RS vimos estampadas as consequencias desta verdadeira boquinha pessoal que se transformou a polí­tica para a maioria dos polí­ticos da Assembléia Legislativa. No governo Yeda, o PT e vários outros partidos de oposição votaram em bloco contra um projeto da governadora,  que dava abono salarial para a categoria aos salários mais baixos,  que suplantaria o piso salarial dos professores aprovado em lei,  e pedia em contrapartida aos professores somente tempo para cobrar do governo federal a participação neste novo í´nus. Até membros da base aliada, do PMDB e de outros vários partidos,  votaram em coro com a oposição, conseguindo derrubar o projeto do governo. Demonizaram a governadora. E agora se vê a questão ao contrário. A antiga oposição, formada pelo PT, PDT, PSB e outros nanicos súditos do PT,  aprova por unanimidade o que demonizou no passado. E têm polí­ticos que votaram junto com   a oposição e foram contra a base aliada do governo Yeda,   acreditando que naquela época o piso teria de ser pago, mas     agora vota contra o projeto do governo Tarso, que oferece um piso menor nominalmente que em 2008, uma vergonha.

Antes de o PT mostrar o quão é contraditório e cara de pau como eram os partidos ditos de centro , que faziam e fazem este tipo de jogo sob o signo de fazer parte da polí­tica, podia-se acreditar que existem prí­ncipes e princesas encantadas na polí­tica. Agora se prova que não. Se prova que poucos agentes polí­ticos são verdadeiramente idealistas.  Os poucos bons polí­ticos estão espalhados por todas as agremiaçíµes, pois são minoria absoluta, infelizmente.

Os idealista libertário não acredita em contos de fadas, porque a verdadeira liberdade dá clarividência ao ser humano de entender que contos são só   contos, que não existem prí­ncipes nem princesas encantadas. Já os idealistas do Comunismo e socialismo utópico acreditam que existe um mundo encantado melhor, mas não se vendem como prí­ncipes, pois o idealista sabe dizer não, idealista e sabe dizer sim.  


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