O livro inscrito pela escritora e filósofa Ayn Rand chamado A revolta de Atlas ou "Quem é John Galt, (mesmo livro em edição especial lançado no Brasil), que defende em forma de romance a LIBERDADE econí´mica e individual, portanto critica o Estado grande e as intervençíµes dos governos nas vidas das pessoas, em um determinado trecho narra uma conversa entre um homem de Estado e um empresário. Trata-se de uma tentativa do enviado de governo ( no caso os EUA) que vai í empresa protagonista buscar apoio í s empreitadas daquele governo, que cada vez entrara mais na vida dos cidadãos e das empresas americanas.
Na conversa o agente do governo afirma mais ou menos assim: Nós formatamos as leis da nação para sabermos que todos, sem exceção, estão de alguma forma EM DíVIDA conosco. Portanto, estou aqui para NEGOCIAR nosso perdão parcial í sua empresa em troca do APOIO que busco.
E o que vem acontecendo no Brasil se assemelha a situação hipotética da obra de ficção de Ayn Rand, escrita conforme crise semelhante dos EUA na década de 1920. Nossa constituição, refeita em 1988, obrigou que a nação se transformasse em um balaio de burocracias estatais. Obriga que os três poderes sejam grandes, gordos, burocráticos e lentos. E acabou criando o que se chama de Corporativismo Estatal. Os processos legais são normatizados de forma que se criem muitos e muitos empregos, muitas repartiçíµes públicas, departamentalização de órgãos do Executivo, Legislativo e Judiciário, dentre outras mazelas corporativas e burocráticas. E esta meleca toda ficou boa somente para os que legitimamente postulam empregos públicos ou cargos públicos, estáveis ou políticos. Os civis, quem produz, se tornaram escravos dos governos.
Todos os rankings que o Brasil participa no mundo sugerem que é este excesso de normas, gente e mandos de todos os lados que acaba dando morosidade í s atividades simples como Saúde, Educação, Obras Urbanas e Segurança Pública – maiores deveres para com o cidadão de qualquer governo sério. Temos o oitavo PIB do mundo, mas estamos lá embaixo em Competitividade Empresarial e Profissional, em Educação, em Saúde e em Inovação. Quando o item avaliado é facilidade de investir ou abrir um negócio estrangeiro no Brasil nossa posição cai quase para o rabo da lista de todos os países do mundo. Mesmo assim, algumas empresas multinacionais “ principalmente de veículos automotores – entraram no Brasil na última década, o que mostra que mercado, gente e espaço a nação possui. Se diminuíssemos a intervenção burocrática e corporativista nas vidas das pessoas “ físicas e jurídicas – facilmente o Brasil poderia receber milhares de novos negócios de fora que gerariam empregos para os brasileiros, além de naturalmente aumentar renda e bem estar social da nação através de crescimento econí´mico e mais impostos recolhidos.
Com a diminuição das regras, burocracias e do corporativismo estatal os próprios brasileiros teriam muito mais chance de serem empreendedores ao invés de irem para a carreira pública “ ultimamente esta última uma opção muito mais apetitosa para os jovens talentos que têm potencial para passar em concursos e adquirir, consequentemente, os salários mais altos e a estabilidade dos planos de empregos do Estado. Com mais empresas temos mais concorrência interna. Com mais concorrência interna temos melhoras de serviços e diminuição de preços: naturalmente sonhos jovens se tornam realidade e a sociedade só se beneficia disto. E mais. Os empresários pequenos não teriam mais que burlar algumas leis para sobreviver, nem ficar com medo de receber visitas de fiscais do sistema em seus negócios.
No livro A Revolta de Atlas de Ayn Rand, citado na introdução deste editorial, a iniciativa privada dos EUA faz greve. E o resultado é a falência da nação na mão do Estado. Trata-se de uma analogia ao Comunismo, sistema que já provou ser perdedor em todos seus ensaios pelo mundo. Mas a causa do imbróglio do romance da escritora Liberal é o mesmo que o Brasil parece estar passando: Estamos no meio de uma crise causada pelo corporativismo estatal.


