EDITORIAL – EXCESSO DE BUROCRACIA E CORPORATIVISMO

4 de maio de 2014

 

O livro inscrito pela escritora e filósofa Ayn Rand chamado A revolta de Atlas ou "Quem é John Galt, (mesmo livro em edição especial lançado no Brasil), que defende em forma de romance a LIBERDADE econí´mica e individual, portanto critica o Estado grande e as intervençíµes dos governos nas vidas das pessoas, em um determinado trecho narra uma conversa entre um homem de Estado e um empresário. Trata-se de uma tentativa do enviado de governo ( no caso os EUA) que vai í  empresa protagonista buscar apoio í s empreitadas daquele governo, que cada vez entrara mais na vida dos cidadãos e das empresas americanas.

Na conversa o agente do governo afirma mais ou menos assim: Nós formatamos as leis da nação para sabermos que todos, sem exceção, estão de alguma forma EM DíVIDA conosco. Portanto, estou aqui para NEGOCIAR nosso perdão parcial í  sua empresa em troca do APOIO que busco.

E o que vem acontecendo no Brasil se assemelha a situação hipotética da obra de ficção de Ayn Rand, escrita conforme crise semelhante dos EUA na década de 1920. Nossa constituição, refeita em 1988, obrigou que a nação se transformasse em um balaio de burocracias estatais. Obriga que os três poderes sejam grandes, gordos, burocráticos e lentos. E acabou criando o que se chama de Corporativismo Estatal. Os processos legais são normatizados de forma que se criem muitos e muitos empregos, muitas repartiçíµes públicas, departamentalização de órgãos do Executivo, Legislativo e Judiciário, dentre outras mazelas corporativas e burocráticas. E esta meleca toda ficou boa somente para os que legitimamente postulam empregos públicos ou cargos públicos, estáveis ou polí­ticos. Os civis, quem produz, se tornaram escravos dos governos.

Todos os rankings que o Brasil participa no mundo sugerem que é este excesso de normas, gente e mandos de todos os lados que acaba dando morosidade í s atividades simples como Saúde, Educação, Obras Urbanas e Segurança Pública – maiores deveres para com o cidadão de qualquer governo sério. Temos o oitavo PIB do mundo, mas estamos lá embaixo em Competitividade Empresarial e Profissional, em Educação, em Saúde e em Inovação. Quando o item avaliado é facilidade de investir ou abrir um negócio estrangeiro no Brasil nossa posição cai quase para o rabo da lista de todos os paí­ses do mundo. Mesmo assim, algumas empresas multinacionais “ principalmente de veí­culos automotores – entraram no Brasil na última década, o que mostra que mercado, gente e espaço a nação possui. Se diminuí­ssemos a intervenção burocrática e corporativista nas vidas das pessoas “ fí­sicas e jurí­dicas – facilmente o Brasil poderia receber milhares de novos negócios de fora que gerariam empregos para os brasileiros, além de naturalmente aumentar renda e bem estar social da nação através de crescimento econí´mico e mais impostos recolhidos.

Com a diminuição das regras, burocracias e do corporativismo estatal os próprios brasileiros teriam muito mais chance de serem empreendedores ao invés de irem para a carreira pública “ ultimamente esta última uma opção muito mais apetitosa para os jovens talentos que têm potencial para passar em concursos e adquirir, consequentemente, os salários mais altos e a estabilidade dos planos de empregos do Estado. Com mais empresas temos mais concorrência interna. Com mais concorrência interna temos melhoras de serviços e diminuição de preços: naturalmente sonhos jovens se tornam realidade e a sociedade só se beneficia disto. E mais. Os empresários pequenos não teriam mais que burlar algumas leis para sobreviver, nem ficar com medo de receber visitas de fiscais do sistema em seus negócios.

No livro A Revolta de Atlas de Ayn Rand, citado na introdução deste editorial, a iniciativa privada dos EUA faz greve. E o resultado é a falência da nação na mão do Estado. Trata-se de uma analogia ao Comunismo, sistema que já provou ser perdedor em todos seus ensaios pelo mundo. Mas a causa do imbróglio do romance da escritora Liberal é o mesmo que o Brasil parece estar passando: Estamos no meio de uma crise causada pelo corporativismo estatal.

 

 


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