EDITORIAL – Falta o Tema de Casa”

2 de julho de 2012

 

í‰ louvável o pacote anunciado pela presidente Dilma Rousseff nesta semana. Ela utilizou a teoria econí´mica de Keynes, que sugere que governos podem criar trabalho para propiciar emprego e renda em naçíµes e autorizou os ministérios que efetuem comprar antecipadas da indústria brasileira, somente das fábricas instaladas no Brasil. O Rio Grande do Sul vai se aproveitar do pacote do governo federal por ter em sua matriz de empresas fabris, boa parte dos setores alcançados pelo plano do Governo Federal. A medida vai ajudar a diminuir o freio do PIB nacional estampado nos últimos meses e simples brasileiros usufruirão com melhorias em seu dia-a-dia. Crianças receberão carteiras novas e í´nibus escolares novos em escolas; a agricultura de toda a nação será mais equipada com a compra de tratores para patrulhas agrí­colas; Estados e municí­pios receberão retroescavadeiras para abrir ou reformar estradas; e trens novos substituirão trens por toda a nação ou somarão com outros para melhorar os serviços férreos.  

O pacote dá fí´lego para setores industriais onde altos capitais estão investidos em plantas industriais para que a indústria como um todo consiga se preparar mais para ser mais competitiva no mercado internacional e enfrentar a crise global que se instala por todo o globo.    Mas o paí­s mostra ao mesmo tempo, que está altamente susceptí­vel í  maior competitividade no mercado mundial. A indústria e o setor agrí­cola da nação continuam muito dependentes do câmbio para buscarem aumento na fatia de mercado de compras global. E o chamado Custo Brasil acaba aparecendo, como sempre, como sendo mais uma vez o vilão de todo o sistema produtivo nacional.

Já há algumas décadas que os especialistas em economia de todas as corretes de pensamento alertam para os funis que o sistema produtivo brasileiro enfrenta durante sua busca na conquista do mercado interno e externo. Os altos impostos, a demasiada burocracia, a falta de infraestrutura de logí­stica com estradas ruins e pouca alternativas adicionais são os pontos principais do chamado Custo Brasil.   Esta mazela estrutural crí´nica, juntada com o crescente desperdí­cio generalizado que o sistema público em todas as instancias do Brasil tem demonstrado, onde estampa salários para marajás, déficit na previdência, número excedente de ministérios perante o PIB nacional, a corrupção generalizada, entre outros problemas que aumentam consideravelmente os custos fixos pagos pelos brasileiros para sustentar estes desmandos e corporativismos, acabam ocasionado uma espécie de doença crí´nica interna. Sem atacar estes problemas de frente, o sistema produtivo nacional, formado, afinal, por todos os brasileiros que não são servidores públicos, nunca será auto-sustentável. Sempre exigirá açíµes governamentais de auxí­lio para se manter longe da falência.

O Brasil cresceu em maturidade empresarial e social desde o Plano Real, que equilibrou a moeda e freou a inflação de 1994 até os dias atuais.    De lá para cá, os governos FHC e Lula foram inteligentes em não mexer na liberdade empresarial nem intervir muito na vida das empresas. O resultado desta maturidade foi a entrada real do paí­s como uma nação player no mercado internacional.   Resta agora o Brasil fazer seu próprio tema de casa para que definitivamente possamos ter um sistema produtivo competitivo e, principalmente, um sistema produtivo moderno, atual e autosustentável pelo próprio processo.   E este tema de casa apresenta um fator altamente positivo, que sugere esperança dos brasileiros: Depende somente do brasileiro e da vontade polí­tica dos gestores da nação.  


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