A sociedade não pode mais aceitar este verdadeiro circo que a questão da coisa pública relacionada com a necessária legalidade passou a ser nas últimas décadas. As pessoas não sabem mais distinguir o que é real do que é simples vontade de aparecer de alguns ou estratégia política de partidos e corporaçíµes para desmoralizar nomes. O judiciário e o Ministério Púlico também parecem que não se importam com isto. Como dificilmente eles investigarão a si mesmo, deixam que manobras exageradas sejam feitas pela polícia federal e pelo próprio MP (o que é estranho), mesmo que nomes de políticos importantes, empresários importantes, dentre outras autoridades da sociedade sejam envolvidos nas açíµes, expondo nomes aos sete ventos, mesmo que a seguir nada seja provado contra as pessoas, o que mostra incompetência no inquérito ou, o que é pior, orquestração política.
Na semana retrasada, prefeituras de todo o RS foram literalmente invadidas por policiais civis e membros do MP na madrugada. A justificativa dada pelas autoridades foi a que uma investigação de um ano teria dado indícios de envolvimento de uma agência de publicidade em falcratuas envolvendo dinheiro público e as prefeituras escolhidas. Mas após duas semanas passadas, a mídia, através da continuidade de cobertura das investigaçíµes, tem mostrado que somente a prefeitura de Alvorada que estaria realmente envolvida na manobra criminosa. Prefeituras como a de Osório, aqui no lado de Torres, por exemplo, nada mostram para que sejam consideradas parte do esquema, mas foram invadidas da mesma forma. O prefeito e os secretários destas mesmas prefeituras aqui do litoral, consequentemente foram atingidos em sua moral ao serem tratados como se bandidos fossem, em operaçíµes que se assemelham í s invasíµes de casa de assassinos. E quem paga esta conta e dano moral? Quem vai pagar por um dano que um prefeito e presidente de agremiação partidária como Romildo Bolzan, de Osório, sofreu e sofrerá por não se sabe quantos anos pós aparecer na TV como se fosse um bandido, quando da invasão por policiais em seu local de trabalho?
No ano de 2009, o governo Yeda sofreu vários ataques do mesmo tipo. Após serem descobertas falcratuas no Detran, envolvendo pessoas na maioria de outro partido, que não o da governadora, o CPERGS pegou no pé da ex-governadora do RS. Colocou out doors a chamando de ladra e até fazendo um ato violento de fronte sua residência, na frente de seu neto. Os denunciantes diziam que tinham filmes com qualidade de cinema mostrando a participação da governadora nas falcratuas e a mídia não deixou de repetir isto. Mas não houve prova nenhuma contra Yeda. Ao contrário, a governadora está sistematicamente sendo inocentada de tudo que foi acusada. E os vídeos com qualidade de cinema foram, portanto, mentiras típicas de psicopatas, que inventam provas que já sabem que não existem para ter sucesso em suas causas doentias. E quem paga o dano moral que a governadora teve?
O governador Tarso Genro afirmou nesta última quarta-feira que confia totalmente em seu parceiro de partido que está sendo demitido do Ministério dos Transportes por suposto envolvimento em desvio de dinheiro público e corrupção. Ele disse ainda que não sabia como as irregularidades não apareceram na época de sua estada no Ministério da justiça, quem investiga as irregularidades através da Polícia Federal. Disse também que não se pode confundir roubo com possível denúncias caluniosas ou políticas de opositores ou empresários desgostosos. Casualmente, na época a Polícia Federal estava aqui, no RS, desvendando justamente as operaçíµes que denegriram a imagem da ex-governadora Yeda, uma coincidência estranha entre as duas afirmaçíµes. E a denunciante foi a filha do governador Tarso Genro, outra coincidência.
A sociedade já está cansada de ver diariamente políticos e partidos envolvidos em denúncias de corrupção, quando paga impostos de quase metade do que produz para sustentar esta verdadeira gandaia feita com seu dinheiro. Não é admissível, portanto, que, além disto, a mesma sociedade constate que os políticos insistam em afirmar que quem é ladrão é o vizinho, que quem rouba é quem interessa que seja dito que rouba, ao passo que quando se fala de suas casas ou de membros de suas agremiaçíµes política ou parceiros dela, colocam a coisa como manobra da oposição. A sociedade não é boba e a imprensa deveria ajudar a desfazer esta manipulação circense com ares de magia, onde coelhos aparecem nas cartolas ou somem dela por vontade do mágico e o público somente aplaude.


