EDITORIAL – Uma agenda de compromisso

8 de agosto de 2011

O SEBRAE está implementando aqui em Torres uma metodologia de trabalho em grupos. Trata-se de uma forma de preparar pessoas do mesmo grupo para que entendam que estão ali para pedir e demandar algo, mas que possuem responsabilidades perante suas demandas e responsabilidades principalmente perante os outros membros do mesmo grupo. Ou seja, o trabalho quer que as pessoas sejam mais adultas ao se reunirem para buscar melhorias para suas empresas ou para a cidade. Ser adulto no caso é entender que todos possuem limitaçíµes e qualidades, e que mesmo assim os grupos podem alcançar resultados, basta trocar de uma postura egoí­sta e movida por interesses individuais para uma postura altruí­sta, movida pela alto- estima e capacidade de empreender, valores que todos temos.  

Já foram várias tentativas na cidade de unir pessoas na busca de resultados objetivos para Torres ou para segmentos especí­ficos de Torres. Mas o que se viu em todos os casos foi uma primeira reunião onde mais parecia uma terapia de desabafo, descarrego de ansiedades, e após uma desarticulação. Desarticulação geralmente causada pelo que estava por trás de cada ser do grupo: uma busca individual fervilhante buscada  através de um trabalho de um grupo. Não podia dar certo. A maioria das pautas definidas nos grupos na primeira reunião acabava sendo espalhada, acabava sendo a descrição em tópicos de várias vontades individuais ao invés de uma definição única, que pudesse ao menos melhorar as vontades e ansiedades de vários.  A maioria das demandas também geralmente incluí­a responsabilização dos órgãos públicos. Dificilmente os grupos de empresários ou de várias associaçíµes reunidas propuseram algo que dependesse tão somente de esforços de membros do próprio encontro de pessoas ou lideranças.  

Torres é uma cidade onde economia ainda depende muito do Turismo de Verão e de algumas atividades agrí­colas. A indústria local ainda é insipiente no contexto da formação de emprego e renda locais. Ao mesmo tempo possuí­mos ainda um grande segmento de pessoas de classe média baixa na cidade. São assim denominados porque seus ganhos no veraneio não são continuados no inverno. A renda de três meses acaba sendo a renda anual, que diluí­da se transforma no baixo PIB per capita local.Mas a atividade de Turismo ainda é a única forma visí­vel de distribuir ganhos í  população. E o turismo baseado no veraneio e suas influências indiretas ainda a única forma de ganhos cabalmente provados.  

Para se ter um Turismo profissionalizado em uma cidade, se faz necessário que toda a população de certa forma se submeta í s demandas dos turistas. Não é escolhendo shows, ou tipos de eventos que agradem í  nós moradores,  que iremos satisfazer o Turista, que é quem vem aqui e deixa parte de seu dinheiro na cidade, dinheiro este que é a sobrevida da maioria local.   Para turistas virem aqui e voltar; para turistas migrarem de outros destinos para cá, somente com uma obstinação de todos unida í  trabalhos em grupo que conseguiremos nos abster de vontades individuais para priorizar o que satisfará vontades dos turistas e veranistas que nos visitam. Os resultados virão da satisfação deles, Turistas.    

Trazer para Torres atividades de turismo de inverno ligadas í  negócios, atividades profissionais, dentre outras é uma solução, mas para que isto aconteça se faz necessário um trabalho integrado, em grupo, onde as pessoas que farão as vontades acontecer não necessitem ser ligadas a um ou outro segmento polí­tico ou institucional: elas devem trabalhar para resultados, e os empresários e gestores somente definir os  resultados buscado e após cobrar as realizaçíµes, substituindo pessoas e processos se assim for necessário, sem medo de atingir vaidades de grupos, pessoas ou famí­lias.

 O trabalho Cult Cop do SEBRAE pode ser o iní­cio disto.   O diagnóstico feito pela entidade estampou que é a falta de compromisso dos membros dos grupos que acaba, invariavelmente, esvaziando formaçíµes, esvaziando idéias, desfazendo sonhos que poderiam se tornar concretos. Há de se levar í  sério a ideia da preparação dos grupos. Mas para isto as pessoas que irão o compor devem se preparar para trabalhar desarmadas de vontades egoí­stas e deixar que as capacidades de cada um trabalhem para o bem comum: Torres.


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